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Relembre as primeiras escolhas dos dez últimos drafts da NFL

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Nesta quinta-feira, acontece mais uma edição do draft da NFL, com uma particularidade: será totalmente virtual, respeitando as medidas de isolamento social. A transmissão começará às 20h30 (horário de Brasília) na ESPN, com as franquias selecionando toda a primeira rodada.

Ao que tudo indica, a first pick deste ano, em posse do Cincinnati Bengals, será o quarterback Joe Burrow, que brilhou na NCAA ao conduzir a LSU ao título nacional, mas algumas surpresas podem aparecer.

É natural que um QB seja a escolha número 1 do draft, mas nem sempre é assim. Vamos relembrar as primeiras escolhas das últimas dez edições do draft:

2019 – Kyler Murray (QB, Arizona Cardinals)

Mesmo um ano após ter selecionado Josh Rosen na primeira rodada, os Cardinals não deixaram escapar a chance de draftar um dos QBs mais talentosos dessa geração. E, diferentemente de Rosen, Kyler Murray animou os torcedores no primeiro ano. Com 3.722 jardas lançadas, 20 touchdowns e 12 interceptações, Murray terminou sua temporada de estreia nos Cardinals com 55.7 de Quarterback Rating, uma das principais métricas para avaliar o desemprenho dos jogadores da posição na NFL.

2018 – Baker Mayfield (QB, Cleveland Browns)

No ano que ficou marcado pela safra bastante promissora de QBs, o Cleveland Browns escolheu apostar em Baker Mayfield, que se destacou muito por Oklahoma. Porém, pelo menos até aqui, o tiro saiu pela culatra – principalmente se levarmos em consideração que nomes como Lamar Jackson e Josh Allen, que já se mostraram mais produtivos, estavam disponíveis para os Browns. Na última temporada, Mayfield foi uma verdadeira máquina de turnovers, lançando 21 interceptações e tendo um ano muito inferior em relação à sua temporada de estreia na liga. Em outras palavras: por enquanto decepcionou.

2017 – Myles Garrett (DE, Cleveland Browns)

Os Browns também tiveram a primeira escolha no ano anterior, mas optaram por reforçar a defesa com um dos nomes mais promissores dessa geração, o defensive end Myles Garret. De fato, os números apresentados são bons, com 30,5 sacks e 104 tackles totais, mas as lesões e suspensões vêm acompanhando a carreira de Garrett. Após ter sido eleito para o Pro Bowl em 2018, o jogador perdeu seis jogos na última temporada após agredir o quarterback Mason Rudolph, do Pittsburgh Steelers, com o capacete.

2016 – Jared Goff (QB, Los Angeles Rams)

Mais um QB na lista, e outro jogador que não é unanimidade. Embora tenha levado os Rams ao Super Bowl 53, no ano passado, Goff jamais mostrou a consistência necessária para um franchise quarterback, o que faz muitos contestarem a generosa extensão contratual que recebeu dos Rams em 2019. Na última temporada, foram 16 interceptações e uma enorme desconfiança em relação ao seu verdadeiro potencial.

2015 – Jameis Winston (QB, Tampa Bay Buccaneers)

Ao lado de Marcus Mariota, Jameis Winston foi o QB mais badalado do draft de 2015, mas também se mostrou uma escolha duvidosa nos últimos anos. Em 2019, por exemplo, foi o líder da liga em jardas aéreas, passando das 5.000, mas também ficou em primeiro no quesito interceptações, com 30. Agora ele é um free agente e deve procurar um novo rumo, já que Tom Brady desembarcou em Tampa.

2014 – Jadeveon Clowney (DE, Houston Texans)

Em seis temporadas na liga, Clowney justificou o porquê de sua escolha na primeira posição num draft que também teve nomes badalados na defesa, como Khalil Mack, Dee Ford e C. J. Mosley. Apesar de pouca ação em sua temporada de estreia devido a lesões, Clowney se tornou um dos melhores defensores da NFL, sendo eleito três vezes para o Pro Bowl. No último ano, trocou Houston por Seattle, e agora é agente livre.

2013 – Eric Fisher (OT, Kansas City Chiefs)

Uma das raras vezes em que um jogador de linha ofensiva foi escolhido na primeira posição do draft. Fisher nunca atingiu o potencial que se esperava, indo apenas uma vez para o Pro Bowl, mas é peça fundamental na proteção ao quarterback Patrick Mahomes. Apesar de pouco badalado, é o único dessa lista com um título do Super Bowl, conquistado neste ano com os Chiefs.

2012 – Andrew Luck (QB, Indianapolis Colts)

Após a saída de Peyton Manning para os Broncos, o Indianapolis Colts viu em Andrew Luck seu substituto, e os números e atuações de fato impressionaram por muito tempo. Porém, as lesões foram uma enorme pedra no sapato na carreira de Luck, o que o deixou de fora de uma temporada inteira (2017) e metade de outra (2015). A convivência com as dores levou o QB a uma aposentadoria precoce aos 29 anos, terminando sua curta carreira com quatro aparições no Pro Bowl.

2011 – Cam Newton (QB, Carolina Panthers)

Um dos melhores quarterbacks da liga correndo com a bola, Cam Newton teve uma carreira de altos e baixos com os Panthers. Seu melhor momento foi na temporada 2015, quando foi MVP da liga e conduziu o time de Charlotte ao Super Bowl, mas acabou derrotado pelo Denver Broncos. Na última temporada, perdeu praticamente todos os jogos em virtude de uma lesão, e viu sua trajetória chegar ao fim no Carolina Panthers nesta offseason. Está a procura de um clube para a próxima temporada.

2010 – Sam Bradford (QB, Los Angeles Rams)

Vencedor do Heisman Trophy em 2008, Sam Bradford chegou badalado ao então St. Louis Rams após uma carreira de destaque por Oklahoma no college. No entanto, nunca mostrou consistência na liga, sendo um QB “comum” em todas as equipes pelas quais passou (também jogou no Phidadelphia Eagles, Minnesota Vikings e Arizona Cardinals), muito por conta de sucessivas lesões. Apesar de nunca ter declarado aposentadoria, está fora da liga desde 2018.

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