Playoffs da NFL: Com ‘artilheiro’ improvável, Chiefs congelam Dolphins

Victor Francisco | 14/01/2024 - 01:42

Em uma partida com dois quarterbacks dos melhores da NFL, o campeão Patrick Mahomes (Chiefs) e o recordista em passes aéreos do Miami Dolphins, Tua Tagovailoa, era esperado muitos touchdowns e que um deles fosse o responsável por mais pontos na partida. Ledo engano da expectativa geral. O kicker Harrison Butker, com quatro field goals e dois pontos-extras fez 14 pontos e foi o ‘artilheiro' da classificação do time de Kansas.

Foi simplesmente a sexta classificação consecutiva dos Chiefs para o Divisional Round, o que mostra a consistência da equipe dirigida por Andy Reid. Já os Dolphins não conseguiram provar que o desempenho da temporada regular poderia ser o suficiente para fazer uma boa pós-temporada. Além da inexperiência do estreante Tua nos playoffs, o frio de -20C e sensação térmica de -33C não deve ter ajudado o time da Flórida.

Tua apagado, Chiefs presentes na redzone e Butker certeiro

Usando muito as corridas de Isaiah Pacheco, os Chiefs chegaram até a redzone. Na zona perigosa, foi a vez de Patrick Mahomes levar o time da casa até a endzone pelo ar, no passe para Rashee Rice: 7 a 0, após o ponto-extra convertido.

Enfrentando um solo duro, congelado e uma sensação térmica de -32C, o quarterback Tua Tagovailoa pareceu não estar aquecido no começo do jogo. Estreando em playoffs, ele acabou lançando uma interceptação nas mãos de Mark Edwards.

Sem Travis Kelce jogando bem (dois passes, dois drops, mas Taylor Swift estava na arquibancada), o principal alvo de Mahomes no primeiro quarto foi Rice, que levou o time até a redzone. Após um snap ruim, os Chiefs foram obrigados a não perder o ataque após o turnover e aproveitar com um field goal de Harrison Butker: 10 a 0.

O Miami acorda na campanha seguinte com a lei do ex. Tyreek Hill recebeu um passe de Tua e ganhou nove jardas quando poderia ter feito a primeira descida. Mesmo com a jogada seguinte cantada – um play action e big play para Hill – a defesa dos Chiefs nada pode fazer contra o ex-companheiro. Hill recebeu a bola, quebrou dois tackles e entrou na endzone para diminuir. Depois do ponto-extra, 10 a 7, ainda os Chiefs na frente.

O começo do segunto quarto veio para os Chiefs com a primeira recepção do seu tight-end estrela, Travis Kelce… seguido por um drop. Mahomes variou os alvos com Rice e Valdes-Scantling e ganhou uma primeira descida.

Em uma chamada arriscada, uma quarta para quatro jardas, a linha ofensiva protegeu Mahomes, que escapou do pocket e correu 25 jardas para deixar os anfitriões na redzone. Na sequência, uma screen com Rice para o touchdown que chegou à endzone. Mas uma falta na jogada anulou a pontuação. A saída foi um novo field goal de Butker: 13 a 7 Chiefs.

Tua sofreu um sack e Mahomes foi para o ataque dentro dos dois minutos finais da primeira etapa. Em terceira descida crucial, Mahomes passou para Rice ganhar 39 jardas e levar o time até a redzone. Faltando 22 segundos, os donos da casa preferiram mais um field goal de Butker: 16 a 7.

Se Miami não conseguia fazer o seu ataque produzir, pelo menos forçava a ofensiva da casa a não marcar touchdowns. No entanto, os field goals foram colocando vantagem para os Chiefs no placar. Mais um de Butker que levou os números eletrônicos a marcarem 19 a 7 em Kansas.

Se a pressão em cima de Mahomes impedia os grandes avanços aéreos, chegou a vez de Pacheco reaparecer no jogo e movimentar o placar no último quarto: 26 a 7 para os Chiefs.

Os Dolphins só conseguiram sua primeira conversão de terceira descida no último quarto, o que mostra o quanto o seu ataque foi pouco efetivo em um jogo de tudo ou nada, acabando assim derrotado e sem alterar o placar antes do apito final.

 

Escrito por Victor Francisco
Campeão Brasileiro de Futebol Americano pelo Corinthians Steamrollers (2011), Victor é jornalista, com experiência na área esportiva como Social Media Journalist da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e Social Media Editor para a Premier League. É fundador da plataforma de mídia Salão Oval, destinada ao futebol americano no Brasil. Foi narrador e comentarista do futebol americano praticado no Brasil no BandSports, Fox Sports, Globo Esporte.com e ESPN.