NFL

Áudio vazado prova que não há espaço para Tyreek Hill na NFL

Tyreek Hill, wide receiver do Kansas City Chiefs

(Crédito: Twitter/reprodução)

Tyreek Hill sequer deveria estar na National Football League. E, agora, veio à tona mais uma prova de que não há espaço na maior liga esportiva dos Estados Unidos para seres humanos como ele.

Em um áudio veiculado pela ‘KCTV’, de Kansas City, nesta quinta-feira (25), o wide receiver aparece conversando com sua noiva sobre dar socos e usar um cinto para disciplinar seu filho. Isso um dia depois que os promotores (com relutância) resolveram não formalizar acusações de um possível caso de violência doméstica alegando falta de provas contra o jogador do Kansas City Chiefs.

Após o áudio vazado, Brett Veach, dos Chiefs, falou com a imprensa nesta noite de primeira rodada de draft, assegurando que Hill “não fará parte de quaisquer atividades do time” em um futuro próximo.

“À luz do que aconteceu nesta noite, achei que era apropriado falar com a imprensa em nome da organização. Mais cedo nesta noite, ficamos cientes do áudio entre Tyree e Crystal (Espinal)… em tempo real, exatamente como o público em geral. Ficamos profundamente perturbados com o que ouvimos, profundamente preocupados. Obviamente, temos grande preocupação com Crystal, estamos muito preocupados com Tyreek, mas nosso foco principal e nossa principal preocupação é com a criança”, falou Veach. “Assim que o draft foi concluído, após a última escolha, tive a chance de ligar para Drew Rosenhaus (agente de Hill) e decidimos que, neste momento e no futuro próximo, Tyreek Hill não fará parte de quaisquer atividades do time. Vamos coletar mais informações, vamos avaliar as informações e vamos tomar a decisão certa em relação a Tyreek Hill”, completou o executivo.

Bem, os Chiefs afastaram o jogador e é o mínimo que eles poderiam fazer (ao menos por enquanto). Contudo, antes de seguirmos com um pouco de opinião, vamos trazer um pouco mais detalhes sobre o áudio que veio à tona.

No aúdio, que tem duração de 11 minutos, Espinal diz ao noivo Hill que, ao perguntar sobre uma lesão no braço da criança, o menino respondeu: “papai fez isso”.

O wideout dos Chiefs então nega ter machucado o braço do filho, falando: “ele diz que o papai faz muitas coisas”.

Então, Espinal diz: “um menino de três anos de idade não vai mentir sobre o que aconteceu com seu braço”.

A noiva do atleta ainda diz a Hill que seu filho “está apavorado com você”, e então o recebedor dos Chiefs responde: “você precisa ter medo de mim, p***”.

Acho que os fatos dizem por si sós, não é mesmo, leitor do Quinto Quarto?

A questão que é Hill cometeu um dos crimes mais graves que se pode cometer: bater em uma criança completamente indefesa.

E esse áudio é a prova de que o wide receiver sequer deveria ter entrado na NFL.

Selecionado na quinta rodada do draft de 2016 pelos Chiefs, Hill já tem um histórico de problemas de violência doméstica. Em sua época de Universidade de Oklahoma State, o jogador foi condenado por agressão após socar e estrangular sua namorada (sim, já era Crystal Espinal) quando ela ainda estava grávida.

Ele foi condenado a três anos de liberdade condicional e obrigado a frequentar aulas de controle de raiva. De quebra, ele foi dispensado pela Ohio State University e terminou sua carreira no college football em West Alabama.

O desfecho? O atleta completou a liberdade condicional em 2018 e sua condenação foi retirada dos registros.

E esse cara já havia entrado na NFL.

E casos como esse vivem se repetindo no futebol americano, sempre acompanhados de punições brandas, arrependimento e um pedido para recomeçar. Vide Kareem Hunt, running back que foi companheiro de Hill nos Chiefs, foi dispensado após ser flagrado agredindo uma mulher e agora recebeu uma chance por parte do Cleveland Browns.

Ray Rice, contudo, não recebeu a mesma segunda chance. Infelizmente, uma exceção à regra.

Já era hora de pararmos de vez para pensar:

“É esse o tipo de exemplo de atleta que eu desejo ver atuando na liga que tanto amo?”

“É esse o cara que eu quero ver no noticiário, sujando a imagem do futebol americano (que já não anda lá essas coisas)?”

A NFL não aprende. O Kansas City Chiefs não aprende.

E assim a roda continua girando.

Até daqui a alguns meses com mais algum caso do tipo…

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