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Prévia NBA 2018/19: Times que podem ser o Golden State Warriors de 2013/14

dallas mavericks 2018

Crédito: Instagram/reprodução

Seguindo com a ideia de que a liga é do Golden State Warriors e as 29 franquias tem que esperar, nesta prévia vamos falar dos times que podem ter uma trajetória similar ao dos Warriors de 2013/14.

Para quem não lembra, a franquia californiana naquela temporada tornou-se uma queridinha da NBA, chegando a 51 vitórias com Stephen Curry e Klay Thompson colocando “Splash Brothers” no vocabulário da liga. O time também tinha veteranos competentes como Andrew Bogut, David Lee e Andre Iguodala, que chegou naquele ano.

Confira: Leia as outras prévias NBA 2018/19 do Quinto Quarto

Os Warriors no fim acabaram caindo para o Los Angeles Clippers nos playoffs e demitiram o treinador Mark Jackson. Um ano depois, com Steve Kerr no comando e alguns retoques, o time venceria o título. Os times desta prévia podem precisar um pouco mais de um ano, mas têm o talento jovem que pode elevar um nível, veteranos competentes e até bons treinadores, mas ainda precisam de alguns retoques para brigar no batalhão de cima.

Time: Dallas Mavericks

Desempenho em 2017/18: 24-58

Linha de Las Vegas: 36

Palpite para 2018/19: 32-50

Principal jogador: DeAndre Jordan

O jogador que eu mais quero ver: Luka Dončić

Se a temporada, por vezes, se torna cansativa e modorrenta, os Mavericks serão uma ótima fuga para acompanhar. Faz todo o sentido a empolgação em torno do time. Que tem peças, um encaixe bom, técnico da elite (Rick Carlisle) e zero de pressão. Isso porque o a franquia sabe que está em transição e que ainda não está completa. E outra: uma vaga nos playoffs será sensacional.

E caso tudo dê errado, o time vai se abastecer no Draft e na offseason, voltando melhor. Por jogar no Oeste, não é difícil imaginar o time fora da pós-temporada. Qualquer coisa além disso é sucesso. É uma temporada dos sonhos, um sonho esloveno.

Luka Dončić já chega maduro para a NBA. Ele era, aos 18 anos, uma referência para o Real Madrid. Sua visão de quadra impressiona, adora deixar os companheiros livres, tem tamanho (2,01 m), controle de bola e bom arremesso.

Ele tem tudo para formar uma grande dupla com o segundo anista Dennis Smith Jr. Este sim um velocista, que procura infiltrar no garrafão e tem habilidade para pontuar. Com o esloveno, Smith não precisará carregar a bola o tempo todo e será ainda mais mortal. Ainda é fácil de ser batido na defesa, mas pode melhorar.

Acho que com esse dois, Harrison Barnes pode melhorar. Ele ainda tem a precisão dos tempos de Warriors. Barnes sempre foi discreto, agora ele tem mais a bola, mas precisa aparecer ainda mais. Ele vem de um bom ano, mas tem condições de pontuar acima dos 20 pontos por partida regularmente.

DeAndre Jordan não é o pivô mais habilidoso do mundo, mas sabe se virar e tem presença marcante no garrafão, defendendo ou atacando. E claro, tem o alemão: Dirk Nowitzki é o quarentão que todos queriam ter. Ele ainda é efetivo, principalmente nas bolas de três, onde ainda arruma forças para ter um aproveitamento acima de 30%. Wesley Matthews é um ótimo veterano, não sei se para ser ainda um titular, mas ele garante seus 13 pontos por partida

No apoio, o time conta com os serviços de Dwight Powell, Salah Mejri e Dorian Finney-Smith. O trio tem espaço para evoluir e crescer com o restante do grupo. J.J. Barea, ele mesmo, ainda está no  segue fazendo das suas. Devin Harris, na liga desde sempre, também cumprirá seu papel e não vai deixar o ritmo cair.

Também gosto de dois novatos que chegam ao time para a temporada. Kostas Antetokounmpo, 20 anos, sim, irmão de Giannis Antetokounmpo, tem muito a evoluir e peso a ganhar. Ryan Broekhoff, 28 anos, nem tão novato assim, foi muito bem na pré-temporada. O australiano pode conseguir uns minutinhos.

Minnesota Timberwolves 2018

Crédito: Instagram/reprodução

Time: Minnesota Timberwolves

Desempenho em 2017/18: 47-35

Linha de Las Vegas: 42

Palpite para 2018/19: 46-36

Principal jogador: Karl-Anthony Towns

O jogador que eu mais quero ver: Andrew Wiggins

O Minnesota Butlerwolves vem para mais uma temporada cheia de entusiasmo e esperança e quer provar que pode brigar com os melhores do Oeste.

Ok, não, não vem.

O time está uma completa zona. Desde o começo, a troca bombástica envolvendo Jimmy Butler parecia que seria mais uma transação da franquia que não daria certo, o que acabou se confirmando. Não se discute o talento de Butler, mas, com as recentes declarações, ficou claro que ele e o restante do time não se entendem.

O ex-jogador do Chicago Bulls não quer continuar em Minnesota. Foi meio que obrigado, aparentemente nenhuma outra franquia topou uma troca, e ele já chegou soltando o verbo em tom de despedida. Olha que loucura, o cara se reapresentou descendo o pau nos companheiros. E talvez ele esteja certo. KAT é mais habilidoso e tem mais potencial. Wiggins, até pelo seu contrato, foi escolhido para ser o futuro dos Timberwolves. Mas Butler sabia disto desde o momento que foi trocado

Até acho que ele está em seu direito e tem razão, esse time não será campeão. E outra, os grande vilões são Scott Layden, GM, e Tom Thibodeau, o técnico e presidente de operações.

Ambos orquestraram a troca por Butler, com as melhores intenções, mas sabendo que o risco era grande demais. Os Wolves eram o saco de pancada, mas tinham enorme valor. Mas essas duas figuras resolveram apostar em um medalhão em vez de engordar mais uns anos a molecada que estava no time.

O plano deveria ter sido esperar mais uns dois anos e partir para as compras no mercado. Zach LaVine, Kris Dunn e a sétima escolha de primeira rodada de 2017 do Draft (com uma baita turma disponível) foram para os Bulls pelos serviços de Butler.

Tom Thibodeau é famoso por ajudar os jovens em seu desenvolvimento na liga. Então para que trazer um cara que já tinha trabalhado com ele, que é reconhecidamente um fominha e que até já tinha dado trabalho nos tempos de Bulls? Enfim, a cagada foi feita e vai culminar com uma temporada que deve ser bem próxima da última.

Butler vai acabar sendo trocado, ele tem o seu valor. Mas os Wolves não vão ganhar muita coisa em troca. Caso toda essa vontade de vencer que ele diz que tem seja canalizada e o resto entre na onda, a franquia vai para os playoffs e não mais do que isso.

E outra, ele não é dos mais saudáveis. Das 7 temporadas na liga, ele só não se machucou em duas. A temporada nem começou e já parece que está em um fim melancólico. E o GM Scott Layden finge que está tudo bem, tudo em ordem, que essas coisas são normais na NBA. Olha pode ser até normal, mas normalmente indica que o time não vai muito longe, não.

Thibodeau fez o máximo que pôde para criar uma cultura defensiva, o time respondeu, mas ninguém é muito de se esforçar sem a bola. Ele cobra o time que nem um louco, mas ninguém já dá muito mais bola para o que ele fala. O time teve a 27ª defesa na última temporada, também conhecido como a quarta pior.

Do que adianta ter um técnico defensivo se as peças não estão nem aí. É como ter um pastor cuidando de lobos. KAT e Wiggins estão longe de serem bons na defesa. KAT ainda compensa com rebotes e presença no ataque, Wiggins, depois que renovou seu contrato, desabou e se tornou um jogador comum. Sua pontuação média por partida caiu de 23,6 para 17,7.

O resto do elenco é bem fraco. Luol Deng e Derrick Rose já são passado, não servem mais como titulares, mas podem contribuir vindo do banco. Jeff Teague já deu também, né? Taj Gibson, há umas três temporadas, foi um bom reserva para o garrafão, já passou seu tempo também. Mas nesse deserto que é o time, ele terá seus minutos. Tyus Jones contribui bem vindo do banco e mantém a dinâmica do time. Gosto da adição de Anthony Tolliver, que vai melhorar a total falta de bola de três do time.

E o resto? É um catadão de jogadores. Olho nos novatos Josh Okogie e Keita Bates-Diop.

phoenix suns 2018

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Time: Phoenix Suns

Desempenho em 2017/18: 21-61

Linha de Las Vegas: 29

Palpite para 2018/19: 28 – 53

Principal jogador: Devin Booker

O jogador que eu mais quero ver: Deandre Ayton

E ae, Suns? Vai ou não vai? Após três temporadas somando 68 vitórias e 178 derrotas, o time chega para mudar esse retrospecto. Ou não. Time habilidoso, com enorme potencial, mas que nunca decola. A certeza é que o time não irá vencer muito mais do que trinta partidas na temporada. A dúvida é como serão as mais de 50 derrotas, porque jogar no Oeste não é nada fácil. Será que o time dará trabalho? Ou será, mais uma vez, o saco de pancadas?

O time estava apostando no renascimento através de anos e anos de derrotas. Conseguiu boas peças no draft, mas tratou de contratar veteranos em final de carreira, tudo para ajudarem os mais novos. Sinto dizer, Ryan Anderson e Trevor Ariza vão ajudar pouco.

Devin Booker é o principal nome da franquia, mas com a chegada de Deandre Ayton as coisas podem mudar, e para melhor. A dupla pode funcionar muito bem, principalmente no ataque, a defesa deixa pra lá! Booker, se saudável, vai liderar o time em pontos. Ayton tem totais condições de dominar sua posição daqui umas duas temporadas

Isaiah Canaan está cavando uma vaguinha na equipe titular e pode ter o ano de sua vida. Mikal Bridges foi uma tremenda aquisição e vai contribuir demais para os próximos anos. Elie Okobo também não chega para impactar logo em sua primeira temporada.

Josh Jackson teve um começo de primeiro ano discreto, mas ele conseguiu engrenar e terminou forte, com 13,1 pontos de média. Anos melhores para os Suns passam pelas mãos dele. O tempo de Tyson Chandler já passou faz tempo, mas veteranos sempre têm espaço na NBA. Chandler pode ser um bom tutor no suporte a Ayton.

Mas o mais interessante da equipe vem do banco. Igor Kokoškov, técnico sérvio dos Suns, vai mexer bastante com a equipe. Ele chega como um treinador “agressivo na defesa”. De fato, ele mudou a defesa de Utah e veio para fazer o mesmo em Phoenix. Se o time melhorar um pouco que seja, será trabalho do treinador.

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Time: Denver Nuggets

Desempenho em 2017/18: 46-36

Linha de Las Vegas: 47,5

Palpite para 2018/19: 50-32

Principal jogador: Nikola Jokic

O jogador que eu mais quero ver: Michael Porter Jr.

Não é nenhuma loucura afirmar que os cinco titulares dos Nuggets valem ouro. Nikola Jokic e Paul Millsap são os dois nomes mais conhecidos, mas Gary Harris, Jamal Murray e Will Barton completam perfeitamente e formam um time duro de ser batido. O problema é que a temporada tem 82 jogos e eles não vão conseguir jogar todos os minutos, sem falar nas lesões que sempre aparecem.

Contudo, esse quinteto titular faz frente aos times do Oeste. Principalmente quando o assunto é ataque. A defesa ainda fica muito a dever. A franquia teve o sexto melhor ataque e a 23ª defesa na última temporada. Eu sei que Denver perdeu a vaga para os playoffs na última partida para os Wolves, mas também lembro que com mais três vitórias, os Nuggets poderiam ter conquistado a divisão noroeste. Pequenos detalhes.

Nikola Jokic é lento, pesado e fraco na movimentação defensiva. Ao mesmo tempo, o sérvio é uma máquina de duplos-duplos (pontos e rebotes), além de ter um dos arremessos mais bonitos da NBA, soltando um pouco de sua mágica a cada arremesso. Paul Millsap é de uma classe impressionante. Pena que ele só jogou 44 partidas com os Nuggets na última temporada. Com ele, por mais tempo, Denver teria ido aos playoffs.

O novato Michael Porter Jr. teve apenas três jogos no basquete universitário, mas mesmo assim conseguiu ser um dos prospectos mais falados por sua qualidade ofensiva. Porém, ele corre o risco de nem jogar em 2018/19 por causa de seu problema nas costas.

Já Isaiah Thomas pode dar o salto que a equipe precisava. Eu sou um dos que defendem o baixinho. Ele ainda pode render na NBA, mas precisa de uma ajuda extra na defesa.

Do banco, Michael Malone tem sido um grande treinador. Ele adota tudo que a NBA tem de mais novo e revolucionário: pivôs versáteis, armadores que sabem construir jogadas e arremessar de longe, jovens talentos e muita correria nas transições ofensivas e defensivas.

indiana pacers 2018

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Time: Indiana Pacers

Desempenho em 2017/18: 48-34

Linha de Las Vegas: 48

Palpite para 2018/19: 52-30

Principal jogador: Victor Oladipo

O jogador que eu mais quero ver: Myles Turner

Os Pacers impressionaram na última temporada. Quando ninguém dava nada para a franquia, Victor Oladipo e companhia foram aos playoffs e até chegaram a dar uma canseira nos Cavs de LeBron James. Mas e agora? Será que o time consegue manter o passo e se posicionar novamente como um time a ser batido no Leste?

Acredito que sim. O time deve passar das 50 vitórias e irá aos playoffs. Mas eles querem mais do que isso. Victor Oladipo renasceu em Indiana e tem tudo para repetir a campanha de 2017/18. O armador se mostrou confiável na responsabilidade de carregar o time. Com 23,1 pontos, 5,2 rebotes e 4,3 assistências por partida, ele ainda pode se envolver mais no jogo e transferir um pouco de seu momento para os companheiros. Myles Turner vem evoluindo, mas talvez ele precisa acelerar, mesmo aos 23 anos. Domantas Sabonis cresceu demais em Indiana e precisa seguir no mesmo ritmo.

Agora, já sabemos que um Oladipo sozinho não basta. É vital que Turner e Sabonis joguem mais. Assim como Darren Collison e Bojan Bogdanovic. Só jogar nas costas de Oladipo não é suficiente. Sabendo disso, o técnico Nate McMillan e a diretoria foram atrás de reforços.

Tyreke Evans, veteranaço, vai dar um padrão maior para a segunda unidade. Doug McDermott chega para ser o atirador com licença para sempre arremessar. Kyle O’Quinn é um cara durão, que vai jogar com o físico, algo que o time ainda sente falta no garrafão.

Aaron Holiday e Alize Johnson foram os selecionados no draft deste ano. Parece que Alize, escolha de segunda rodada, está se dando melhor que Holiday, mais um integrante da família que já tem Jrue e Justin na NBA.

milwaukee bucks 2018

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Time: Milwaukee Bucks

Desempenho em 2017/18: 44-38

Linha de Las Vegas: 48,5

Palpite para 2018/19: 46-36

Principal jogador: Giannis Antetokounmpo

O jogador que eu mais quero ver: Giannis Antetokounmpo

Vinte e três anos de idade, 26,9 pontos, 10 rebotes e 4,8 assistências por partida. Este é Giannis Antetokounmpo, o fenômeno grego. E é com ele que os Bucks chegam para explorar um Leste sem LeBron James. O time tem um novo ginásio (Fiserv Forum), um novo técnico e o mesmo time do ano passado, tirando Brandon Jennings e Jabari Parker. Ou seja, o grego vai ter que fazer mais com menos.

E ele pode fazer. Giannis precisa melhorar seu arremesso de fora, porque o resto ele domina. Qualquer melhora, mesmo que mínima, e ele se tornará um perigo ainda maior para os rivais. E Antetokounmpo tem um espelho no sua equipe. Brook Lopez, recém-contratado, tinha, em oito temporadas, acertado apenas 3 arremessos certos em 31 tentados da linha de três. Nas duas últimas temporadas, Lopez melhorou e muito: 246 acertos em 712 tentativas. Antetokounmpo tem mais tempo e condições de melhorar.

E mesmo com a adição de Ersan Ilyasova, a franquia de Wisconsin é bem fraquinha. Khris Middleton parece ser o melhor candidato a ser o número dois da equipe. Seu aproveitamento nos arremessos de quadra beirou os 60% (57,7) na última temporada. Mas não podemos nos esquecer de Eric Bledsoe. O armador pontua muito e adora ficar com a bola, mas não consegue fazer o time jogar e é fraco demais na defesa.

Mas se o time não fez grandes aquisições dentro de quadra, Mike Budenholzer parece ser uma contratação e tanto para a posição de técnico. Após a demissão de Jason Kidd e o período com o interino de Joe Prunty, os Bucks apostaram em Budenholzer. Quem sabe um técnico tão rodado e mais experiente, coisa que Antetokounmpo ainda não teve na NBA, possa deixar o time mais solto em quadra, valorizando o poder do grego sem deixar o restante da equipe parada em quadra.

O time vem para brigar pelo topo do Leste no bolo que tem Boston Celtics, Philadelphia 76ers, Toronto Raptors e o Indiana Pacers.

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