NCAA: Rainha dos rebotes, Kamilla Cardoso protagoniza virada e título de South Carolina

Victor Romualdo Francisco | 07/04/2024 - 18:27

A grande final da NCAA entre South Carolina e Iowa era jogo cheio de expectativa pela audiência em geral nos EUA, já que a semifinal entre Iowa e Uconn foi a partida de basquete feminino mais assistida da história. No Brasil, foi seguramente a decisão de basquete universitário feminino mais esperada de todos os tempos, já que a mineira Kamilla Cardoso foi protagonista de sua equipe (South Carolina) na competição até a grande final deste domingo (7).

E na decisão da NCAA, não foi diferente. Kamilla brilhou nos rebotes ofensivos e defensivos: 15 pontos, 17 rebotes (recorde da carreira, com 10 defensivose 7 ofensivos) e três tocos dominantes. Eleita a MVP do torneio de 2024, esse foi o segundo título da brasileira na NCAA, já que também estava no time de South Carolina em 2022.

South Carolina chegou invicta para tentar o título, com 37 vitórias. Iowa, que derrotou o time de Kamilla nas semifinais no ano passado, teve campanha de 34 vitórias e 4 derrotas até este domingo. E a 38º triunfo, com o título, também significou uma revanche de South Carolina sobre as adversárias, que venceram a semifinal no ano passado por 77 a 73 – mas acabaram com o vice-campeonato, assim como neste ano.

Foi o último jogo das carreiras universitárias das estrelas Kamilla Cardoso e Caitlin Clark, que devem partir para o draft da WNBA como grandes estrelas.

Como foi a final da NCAA feminina, entre South Carolina (Kamilla Cardoso) e Iowa (Caitlin Clark)

Iowa saiu na frente logo no início, com cinco pontos de Kate Martin. Sem efetividade nos arremessos, South Carolina viu as adversárias muito rápidas na transição e com Clark inspirada.

Kamilla Cardoso foi quem tirou o zero do placar para South Carolina, pegando um rebote ofensivo e deixando o placar em 10 a 2. Com uma marcação equivocada, South Carolina tentou parar Clark com faltas no perímetro, o que teve pouca efetividade, já que a jogadora estava com a ‘mão na forma’.

Após um tempo pedido, South Carolina apertou a marcação e contou com pontos de MiLaysia Fulwiley para diminuir a distância de 11 para quatro pontos. A resposta veio com Caitlin Clark, que fechou o primeiro quarto com 18 pontos e colocou no placar os números 27 a 20 para a sua equipe ao zerar do relógio.

South Carolina começou o segundo quarto apertando na defesa, com tocos de Kamilla Cardoso e uma transição muito rápida para pontuar. No ataque, a brasileira tomou uma falta, conseguiu a cesta, converteu o lance livre e empatou a partida em 27 pontos. E foi com ela que o placar virou pela primeira vez – 36 a 34 para o time da costa leste.

O aproveitamento da linha dos três pontos do time da mineira melhorou no segundo quarto, enquanto Clark, que havia feito assombrosos 18 pontos nos primeiros 10 minutos, fez somente três no período logo antes do intervalo. Te-hina Pao Pao, ao contrário, fez três vezes de três – 49 a 46, consolidando a virada da equipe que chegou invicta para a decisão.

A grande final retornou no terceiro quarto como se a parada não tivesse acontecido. South Carolina abriu nove pontos e a técnica Lisa Bluder, que buscava seu primeiro título da NCAA, pediu tempo.

A parada não mudou o panorama da partida, que chegou aos últimos 10 minutos com o placar de 68 a 59 para o time de Kamilla. No meio do último quarto, Iowa fez oito pontos em apenas um minuto, diminuindo a diferença para 76 a 70.

A tensão estava no ar em Cleveland, com torcida majoritária para Iowa. O silêncio momentâneo antes de qualquer lance decisivo se fazia gigante a todos os instantes dos minutos finais da decisão.

E Kamilla apareceu bem neste momento, com dois rebotes e um toco incrível para impedir um ataque que poderia mudar o jogo. Placar final: 87 a 75 para o tricampeonato de South Carolina, que também chegou ao ponto máximo do pódio em 2017 e 2022.

Escrito por Victor Romualdo Francisco
Antes de ser coordenador de conteúdo do Quinto Quarto, Victor Francisco atuou por 18 anos em comunicação corporativa. Paralelamente, foi criou o projeto Salão Oval, maior plataforma de comunicação dedicada ao futebol americano nacional (FABR). Foi campeão brasileiro pelo Corinthians Steamrollers (2011). Narrou e comentou o esporte no BandSports, Fox Sports, Globo Esporte e ESPN. Também atuou como Social Media para a Premier League e FIVB (Federação Internacional de Voleibol).