Lutas e MMA Entrevistas PFL

Exclusiva com Raush Manfio, campeão da PFL: “A vitória contra o Pettis me deixou confiante que eu poderia lutar contra qualquer um no mundo”

Entrevista com Raush Manfio, campeão da PFL: "Não adianta ir para o UFC e ser só mais um"

Em primeiro lugar, o brasileiro Raush Manfio é um dos principais lutadores da PFL sendo o atual campeão peso-leve da organização. A saber, o atleta gaúcho acabou derrotado em seu último combate contra Olivier-Aubin Mercier, e encerrou sua participação nesta edição.

De antemão, Raush concedeu uma entrevista exclusiva ao Quinto Quarto BR, e falou sobre bastidores, sonhos e qual a luta mais especial de sua carreira. Confira os detalhes. 

Entrevista com Raush Manfio

Antes de tudo, o “Cavalo de Guerra” é o atual campeão da categoria peso-leve da PFL. Ele já bateu grandes nomes, como os americanos Anthony Pettis Clay Collard, além do sul-africano Don Madge

Vencedor do torneio em 2021, Raush Manfio passou por diversos obstáculos e conseguiu uma conquista memorável, faturando a quantia de U$1 milhão. Assim, o brasileiro falou sobre a luta mais especial de sua carreira, e justificou o motivo de não ter sido o confronto final, contra Radzhabov

“Minha luta favorita é contra o Anthony Pettis, apesar do combate contra o Radzhabov ter mudado a minha vida. Eu me consagrei campeão contra o Radzhabov, mas emocionalmente e pessoalmente (a vitória contra o Pettis) me deixou confiante que eu poderia lutar contra qualquer um no mundo. Foi uma sensação ímpar, foi muito gostoso ter vencido ele. Aquilo que eu achava era realidade, não tem ninguém mágico, não tem ninguém com poderes mágicos. O trabalho sendo bem feito, a gente confiando no processo e nos treinadores, chega lá e dá certo. A gente não controla o resultado, mas a gente controla a entrega na luta, e naquele dia eu consegui me entregar 100%.”

Sonho de lutar no UFC?

Sob contrato com a PFL, o brasileiro disse que hoje não tem mais o desejo de lutar no UFC como antigamente, e está muito confortável e feliz na atual organização. 

Hoje eu não tenho mais esse sonho de lutar no UFC. Se eu falar que eu tenho esse sonho, é mentira. Eu acho que a caminhada me transformou em um “businessman”, e eu sei que vou atrás de quem fizer a melhor proposta financeira, não só no salário mas também no projeto de carreira. Não adianta ir para o UFC ser só mais um e estar ali pela mídia, tem que chegar fazendo barulho, tendo uma projeção da parte deles, que eles escolhem quem eles querem lançar. […] Mas no PFL eu estou muito feliz, e ficaria muito feliz em ser o garoto propaganda deles por muito tempo. Então sendo bem sincero, eu não tenho o sonho de lutar no UFC, mas uma boa proposta comercial me levaria para lá sim.”

Passatempo antes da luta 

Dessa maneira, Raush Manfio contou sobre o momento de ansiedade antes da luta, e o que geralmente faz para passar o tempo. O brasileiro disse que não vê a hora de chegar o combate, falou sobre os preparativos após o corte de peso e como descontrair sem perder o foco. 

“Eu sou mais um desses lutadores que não vê a hora da luta chegar. Na realidade não é nem a luta, é a pesagem. Depois que você se recupera e começa a reidratar, quando você realmente volta ao seu 100%, aquela ansiedade da luta faz parte, mas é algo que eu já aprendi a gostar. Aquele medo, aquela adrenalina antes da luta, se eu não sentir aquilo, alguma coisa está errada. O que eu faço para passar o tempo é jogar videogame. Eu tenho um Playstation que eu trouxe aqui para o hotel e fico jogando, porque aí tu não fica com fome, e eu deixo para jogar só na semana do corte de peso. Fico brincando, para fazer realmente o tempo passar. Daqui a pouco o olho começa a fechar e aí eu durmo. Minha esposa só deixa eu jogar videogame quando eu estou na fase final do corte de peso (risos) se não eu sou proibido de jogar lá em casa. Mas, no hotel, eu jogo bastante.”

Origem do apelido

Por fim, Manfio explicou a origem do apelido “Cavalo de Guerra”, e contou sobre os planos de sua marca própria. Confira.

“Tem um filme chamado “Cavalo de Guerra”, que na época estava em cartaz. Na academia lá no Rio de Janeiro, na Team Nogueira, a gente fazia um treino de arrastar o pneu de trator, colocava uma peiteira, tipo um arreio de cavalo e saía puxando aquele pneu deitado, no meio da academia. Na época, o filme mostrava o cavalo passando no meio de tudo, puxando tudo, o cavalo era imparável. Então eles falavam “pô, parece o Cavalo de Guerra, e aí Cavalo de Guerra”, e aí ficou. Eu gostei do apelido, mas de verdade eu prefiro em inglês, “War Horse”. Acho que Cavalo de Guerra fica muito grande. Agora estou fazendo minha marca, com a minha logo, tem vários produtos saindo, só está faltando a tatuagem (risos).”

Foto destaque: Divulgação/PFL

Popular

Copyright © 2015-2021 - https://www.quintoquartobr.com/

+18 Jogue com responsabilidade


Copyright QuintoQuartoBR

To Top