Megan Rapinoe encerra 6ª e última Copa sem recorde e com pênalti perdido

Paola Zanon | 06/08/2023 - 11:29

Assim como Marta e Christine Sinclair, Megan Rapinoe encerrou sua sexta e última Copa do Mundo com um gosto amargo e sem bater o recorde de marcar um gol em seis Mundiais diferentes.

A atacante entrou em campo na metade do segundo tempo contra a Suécia, no jogo válido pelas oitavas de final, que aconteceu neste domingo, (6), em Melbourne, palco de mais uma triste despedida.

Rapinoe só pensava em uma coisa desde que colocou os pés em campo: fazer gol —algo que ela fez muitas vezes e com bastante facilidade ao longo da carreira. Mas o gol não veio no tempo regular, nem na prorrogação.

Diferentemente de Marta e Sinclair, Megan passou da fase de grupos e ainda teve mais uma última chance mesmo depois do apito final com a cobrança de pênaltis para decidir a classificação para as quartas de final.

A estrela da seleção feminina dos Estados Unidos foi a 4ª a cobrar pênalti, e surpreendentemente, a primeira a errar. Rapinoe isolou a bola por cima do gol de Zecira Musovic e abalou a confiança de suas companheiras que ainda iriam fazer suas cobranças.

— É uma piada, é por isso que tenho esse sorriso no meu rosto. Fala sério, perder pênalti? Honestamente, não me lembro a última vez que perdi. Mas é assim que acontece, é sempre uma possibilidade. Mas achei que ia conseguir. Pensei que todas fossem [marcar] e que Alyssa [Naeher] salvaria cada uma delas. Pensei que seria ótimo—, desabafou ela, na entrevista coletiva após a derrota, explicando o motivo da risada logo depois de errar a cobrança da penalidade máxima.

Despedida de Rapinoe

Quando anunciou sua aposentadoria do futebol, a jogadora de 38 anos não imaginava que teria uma despedida tão desastrosa, principalmente depois de conquistar as Copas de 2015 e 2019.

Isso é difícil. Foi uma ótima atuação, estou muito orgulhosa do grupo. Achei que tínhamos ótimo controle do jogo, fomos capazes de tirar o que elas construíram, levar perigo. A goleira foi fantástica. Não conseguimos ter qualidade na prorrogação. É o que acontece às vezes. É difícil.

Megan Rapinoe em campo contra a Suécia. Foto: Icon sport
Megan Rapinoe em campo contra a Suécia. Foto: Icon sport

Apesar do fracasso, Rapinoe não se arrepende de nenhuma das escolhas que fez ao longo de sua carreira, muito menos o sentimento de gratidão pela oportunidade de defender os Estados Unidos em seis Copas do Mundo e nos Jogos Olímpicos de 2012.

— Eu desejava ganhar mais um campeonato, mas sinto que isso não tira nada da carreira em geral. Me sinto sortuda e muito agradecida por ter jogado tanto tempo, ser parte de uma geração muito especial de jogadoras que têm feito tanto no campo e fora dele. Seria difícil se sentir decepcionada. Obviamente, tem a decepção imediata de sair do torneio, mas, em geral, eu estou bem. Estou pronta em muitas formas de me aposentar. Me sinto em paz—, declarou.

Pela seleção dos Estados Unidos, Megan Rapinoe conquistou duas Copas do Mundo, uma medalha de ouro olímpico, três Algarve Cups, dois Campeonatos Femininos da Concacaf e uma She Believes Cup.

Em 2019, foi eleita a Melhor Jogadora do Mundo pela FIFA depois de conquistar a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro do Mundial do mesmo ano.

Escrito por Paola Zanon
Paola Zanon é jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7 e UOL Esporte. A carreira no jornalismo esportivo começou com a cobertura dos Jogos Pan-Americanos de 2019 pelo R7 até chegar ao Quinto Quarto em fevereiro de 2023. São-paulina de coração e apaixonada por basquete, futebol e viagens.