NFL

Propaganda com Kaepernick piora imagem da Nike, mas atinge o público-alvo

Colin Kaepernick em nova campanha da Nike

(Crédito: Twitter/reprodução)

A percepção geral da Nike caiu significativamente após o lançamento da campanha com Colin Kaepernick, quarterback agente livre que deu início aos protestos na NFL. Enquanto praticamente ninguém tinha uma imagem negativa da empresa em pesquisa feita pela Harris em dezembro de 2017, 17% dos entrevistados na semana passada disseram que viam a Nike sob uma luz negativa.

O número de pessoas que disseram que não poderiam imaginar viver sem a empresa caiu em 9%, de 33% para 24%. O resultado da pesquisa, realizada com 2.026 americanos representantes da população dos Estados Unidos, foram compartilhados exclusivamente com a ‘ESPN’ nesta quarta-feira.

A pesquisa também revelou que, enquanto 21% do público geral disse que parariam de comprar Nike, 19% afirmaram que comprariam ainda mais os produtos da marca e, entre o mercado-alvo (homens jovens), 29% afirmou que compraria mais produtos.

“A Nike assumiu um risco estratégico para alienar alguns clientes a fim de atrair sua base de homens de 18 a 29 anos. Foi um movimento calculado para se tornar uma marca mais polarizada e parece ter funcionado”, declarou John Gerzema, CEO da Harris Pool.

A empresa não comenta sobre o assunto desde que divulgou a campanha e implantou outdoors em Los Angeles e San Francisco.

Uma empresa de rastreamento de dados apontou que a venda de produtos da Nike aumentou em 31% no Dia do Trabalho em relação à média dos dias no mês anterior.

“A geração Z (13 a 22 anos) e a geração milênio (22 a 34 anos) valorizam empresas que são socialmente ativas. A população mais jovem aprova a escolha da Nike em usar Colin Kaepernick”, completou Gerzema.

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