NFL

Pela imagem que nos passa, Oakland Raiders continua sendo o Vasco da NFL

Mark Davis, Mike Mayock e Jon Gruden, dono, GM e técnico do Oakland Raiders

(Crédito: Twitter/reprodução)

Tudo bem, admito primeiramente que o título deste texto foi para chamar a sua atenção. Se você chegou até aqui, acho que minha missão foi bem cumprida. Mas antes que você, leitor do Quinto Quarto e fã da NFL fique bravo comigo, vou explicar um pouco por que acho que o Oakland Raiders é o Vasco da National Football League.

Pelo menos na imagem pública que eles passam para nós que acompanhamos a liga um pouco mais a fundo.

E o motivo de eu estar escrevendo este texto opinativo é a notícia que saiu nesta Sexta-Feira Santa, através do jornalista Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, um dos insiders mais respeitados nos Estados Unidos na cobertura da bola oval.

A menos de uma semana da primeira rodada do draft de 2019, que será realizada na noite desta próxima quinta (25), o novo general manager Mike Mayock (o tomador de decisões dos Raiders) e o técnico Jon Gruden mandaram seu olheiros de volta para casa.

Até aí, nada para criar um grande alarde. Algumas decisões são mais para o alto escalão da organização e tal.

O ponto central é: eles não devem voltar ao time a tempo de participar do draft.

Segundo Rapoport, Mayock e Gruden “não sabem em quem confiar” entre os scouts e queriam “limpar o escritório”.

O medo é do vazamento de informações confidenciais.

Em resumo, está totalmente em aberto quem serão os integrantes do grupo que estará na war room dos Raiders durante o processo de seleção de jogadores universitários.

Que fuzuê, não é mesmo?

Foi por isso que eu tracei a comparação com o Vasco.

Assim como o Gigante da Colina, os Raiders vivem sob momentos conturbados. E são um time que, nos dias atuais, vivem basicamente do passado.

A última ida do time de Oakland ao Super Bowl foi na longínqua temporada 2002, quando a equipe perdeu a decisão para o Tampa Bay Buccaneers (de Jon Gruden, diga-se de passagem).

O último título? Na temporada 1983, no Super Bowl XVIII, com uma vitória sobre o Washington Redskins.

E o Vasco? Excluindo o Campeonato Carioca, os últimos títulos importantes foram a Copa do Brasil, em 2011, o Campeonato Brasileiro (ops, Copa João Havelange) em 2000 e a Copa Libertadores em 1998.

Além dessas secas (a do Vasco não é tão grande, vamos ser justos), os momentos internos conturbados e a eterna sensação de “agora vai” sendo substituída pouco depois por “daqui a pouco vai” são outras semelhanças que podemos traçar.

Isso sem falar na cor dos uniformes, mas não vou deixar aflorar o meu momento Alexandre Herchcovitch.

Eu poderia utilizar mil linhas aqui para falar por que acho os Raiders um time complicado de entender. Por que eu me coloco na pele de seu torcedor e tenho essa impressão de “correr na esteira da academia”. Você movimenta as pernas, mas não sai do lugar.

A conjuntura Jon Gruden (um técnico durão e de ideias rígidas) sob contrato de 10 anos, Mike Mayock sendo o possível GM para chacoalhar as estruturas e a iminente mudança para Las Vegas pode ser o chacoalhão que a franquia está precisando.

A chegada de nomes como o talentosíssimo/igualmente temperamental wide receiver Antonio Brown e o linebacker/elefante em uma loja de cristais Vontaze Burfict também representa os Raiders querendo sair da mesmice que marca a franquia atualmente. Mas, com o arrojo, também vêm os efeitos colaterais.

É ÓBVIO que eu acredito que Brown vai mudar o ataque dos Raiders da água para o vinho e fazer todas aquelas recepções impossíveis que só ele sabe fazer. Ao mesmo tempo, tem horas que ele quer mais fazer sucesso no Twitter do que nos gramados.

Burfict, a meu ver, é um criminoso disfarçado de jogador de futebol americano. Um linebacker doente que tem tanta inteligência emocional quanto eu tenho destreza para jogar na NHL.

São bombas que explodem para o bem. E, sobretudo, podem explodir para o mal. Mas espero mesmo que eu erre neste palpite. Quero ver os Raiders voltando ao protagonismo. Quero mesmo.

Mas, voltando ao draft, os Raiders possuem três escolhas de primeira rodada (números 4, 24 e 27) neste ano. Suficientes para fazer um bom splash. E também a terceira escolha na segunda rodada, dando ao time quatro escolhas nas primeiras 35 em 2019. O suficiente para fazer um Wet’n Wild.

Mas, como diria nosso querido Ben, tio de Peter Parker (vulgo Homem-Aranha): “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

Na semana passada, Mayock revelou aos repórteres o que Gruden disse a ele antes do draft: “não estrague tudo, cara. Eu tomei muitas pancadas para conseguir três escolhas na primeira rodada para você”.

(Hora de lembrarmos das trocas de Khalil Mack com o Chicago Bears e de Amari Cooper com o Dallas Cowboys).

Em português mais claro ainda: “não f*#$ o rolê, Mayock”.

Para não f*#$r o rolê, Mayock e Gruden afastaram alguns scouts mais suspeitos.

O que isso significa no final das contas? Tudo e, ao mesmo tempo, nada.

E essa seleção pro Hard Knocks que não chega?

Extra:

O Twitter oficial do FanDuel resumiu bem como está a diretoria dos Raiders atualmente.

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