NFL: Como funciona o franchise tag?

Marcelo Cartaxo | 20/02/2024 - 16:58

A off-season da NFL começa à todo vapor, e antes do draft no dia 25 de abril, os times precisarão se movimentar para manter suas principais peças. Trocas, novas contratações, reestruturação de contratos. O que os times tiverem que fazer para manter o nível da temporada anterior ou elevá-lo precisa começar agora, e para isso serve o franchise tag.

A janela de uso para o franchise tag começa na terça-feira (20) e essa “artimanha” ajuda os times a manterem um único jogador que seja essencial para a franquia e que esteja no fim de seu vínculo com a organização.

A franchise tag na NFL é uma designação que uma equipe pode atribuir a um jogador para restringir o free agent, ou, em analogia com o mundo do futebol, o “passe livre”. Ou seja: escolhe quais times podem ou não negociar com o jogador que foi colocado nesta tag e tem direito à algumas particularidades nas negociações.

Para a temporada 2024, os jogadores mais esperados para serem colocados no franchise tag são o wide receiver do Cincinnati Bengals Tee Higgins, os defensive end Josh Allen, do Jacksonville Jaguars, e Brian Burns, do Carolina Panthers.

Como funcionam os contratos da franchise tag?

O time que detém os direitos do atleta pode igualar ou cobrir qualquer proposta feita por outra equipe. Este valor pode ser igual a 120% do que recebeu na temporada anterior ou uma oferta superior. Os jogadores na tag também estarão sob o contrato de pelo menos mais um ano com o time.

Quando acionada, o time em questão tem até a metade do mês de julho para fechar um acordo de extensão contratual com o jogador. Do contrário, após o encerramento do “vínculo extra”, o atleta estará livre no mercado.  Nesse sentido, existem três tipos de tag: Exclusiva, Não-Exclusiva e Transição.

Exclusiva:

O time que opta pela tag exclusiva tem o direito de exclusivo de negociar com o atleta, sem que outros times possam abordá-lo e oferecer um contrato.

A exclusividade eleva a escala salarial, com a oferta de um ano sendo a média dos cinco salários mais altos na posição do jogador no ano atual, ou 120% de seu salário anterior. O valor que for maior, prevalece. Poucos jogadores recebem a marca exclusiva.

Não-exclusiva:

O franchise tag não exclusivo é a mais usada. Trata-se de uma oferta de um ano no valor médio dos cinco salários mais altos na posição do jogador nos últimos cinco anos, ou 120% de seu salário anterior. O que for maior.

O jogador marcado pode negociar com outras equipes, mas a franquia atual tem o direito de igualar qualquer oferta ou receber duas escolhas de primeira rodada no draft como compensação se ele assinar com outro clube.

Transição:

A marca de transição é uma oferta de tender de um ano no valor médio dos dez salários mais altos na posição – ao contrário dos cinco mais altos para a marca de franquia. Isso garante ao clube original o direito de preferência para igualar qualquer oferta que o jogador possa receber de outra franquia. No entato, caso o time escolha não igualar o valor oferecido por outro time, não recebe nada em troca. Ao contrário da tag exclusiva.

O valor total do franchise tag e suas variações ainda não foi divulgado, ao passo que varia com o teto de gastos da NFL em 2024, algo que também não é de conhecimento público. Contudo, alguns rumores indicam que será de US$ 230 milhões (R$ 1.1 bilhão) para cima.

Escrito por Marcelo Cartaxo
Marcelo Cartaxo é um estudante de jornalismo na Universidade Veiga de Almeida, cujo interesse e paixão pelo jornalismo esportivo o levaram a acumular experiências em várias plataformas renomadas. Sua trajetória inclui colaborações notáveis em veículos como Premier League Brasil, Minha Torcida, Esportelandia, Futebol na Veia e ShaftScore.