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Mesmo inocentado de dois assassinatos, Aaron Hernandez está preso; entenda

Aaron Hernandez preso

(Crédito: reprodução)

Aaron Hernandez, ex-tight end do New England Patriots, foi absolvido da acusação de assassinato duplo nesta semana e recebeu “apenas” cinco anos de prisão por posse ilegal de arma. Contudo, o que muitos ficaram com dúvida é qual é a real situação do ex-jogador de 27 anos.

Atualização: este texto foi publicado no dia 17 de abril de 2017. No dia 19, ex-jogador cometeu suicídio.

Por que Aaron Hernandez está preso?

Hernandez está atualmente preso pelo assassinato de Odin Lloyd em 2013 e nunca deverá sair do xilindró, pois recebeu uma sentença de prisão perpétua sem direito a condicional. Com isso, mesmo que ele tenha sido julgado inocente do assassinato de dois cabo-verdianos em 2012, o ex-astro da NFL ainda ficou na prisão. Lloyd era um ex-jogador de futebol americano amador que estava namorando a irmã da esposa de Hernandez.

Hernandez e Lloyd tinham um relacionamento próximo e inclusive o segundo chegou a levar drogas para ambos consumirem. Em 17 de junho de 2013, ele foi encontrado morto, com seis tiros no corpo, em uma zona industrial dos subúrbios de Attleborough. O corpo estava a apenas um par de quilômetros da mansão de Hernandez e próximo da cena foram encontradas as chaves de um carro alugado pelo jogador.

A acusação colocou o ex-atleta dos Patriots como mentor e assassino de Lloyd. Com os amigos Ernest Wallace e Carlos Ortiz, os três teriam encontrado a vítima e o levado para o local do assassinato. A promotoria destacou um possível desentendimento entre vítima e criminoso como o motivo.

A arma do crime, porém, nunca foi encontrada. A defesa de Hernandez baseou-se nisso: não havia arma e nem clara motivação para que o ex-atleta fizesse aquilo de que era acusado.

Só que o atleta também estava no foco de outro grande problema: novas acusações de assassinato. A acusação argumentou então que por Lloyd saber demais sobre o assunto, Hernandez resolveu eliminá-lo.

Quanto à arma do crime, Shayanna Jenkins, noiva de Hernandez, teria sido a responsável por eliminá-la. Após fazer um acordo com a promotoria para testemunhar, Jenkins foi a estrela do julgamento, revelando as informações mais relevantes.  Hernandez não testemunhou.

Jenkins, pelo acordo, não poderia ser acusada pelas informações que revelou. E ela contou que, à pedido de Hernandez, retirou uma caixa da mansão e a jogou em uma lixeira sem saber o que havia dentro. Imagens do circuito de segurança da casa mostram Hernandez entrando com um objeto preto em mãos – assumiu-se que aquela era a pistola usada para matar Lloyd – cerca de dez minutos após a morte.

Ao fim de meses de julgamento e quase uma semana de deliberação por parte dos jurados, Hernandez não foi condenado apenas por homicídio em primeiro grau, mas também por outros quatro crimes relacionados ao porte ilegal de arma de fogo.

Caso de duplo assassinato em 2012

Aaron Hernandez foi acusado de disparar de maneira fatal contra Daniel Jorge Correia de Abreu, 29 anos, e Safiro Furtado, 28 anos, em 2012. Os promotores afirmaram que o ex-tight end abriu fogo em direção ao carro das vítimas após se sentir desrespeitado quando um dos homens bateu nele e derramou bebida em uma casa noturna de Boston.

Os advogados de defesa apontaram o dedo para Alexander Bradley, amigo próximo de Hernandez que estava com ele na noite dos assassinatos.

Bradley alegou que Aaron Hernandez ficou furioso depois que Daniel de Abreu deu uma trombada nele enquanto dançava, o que o fez derramar seu drink. O amigo de Hernandez acrescentou que, mais tarde, o então tight end atirou contra o carro dos dois homens enquanto eles estavam parados em um semáforo.

Bradley também acusou Hernandez de ter dado um tiro em seu rosto meses depois, após ele ter testemunhado sobre outros tiroteios. Alexander Bradley acabou perdendo o olho direito com o tiro e, assim, Aaron Hernandez também foi indiciado por intimidação de testemunha.

Os advogados de Hernandez disseram que foi Bradley – um traficante de drogas – que atirou contra os dois homens devido a uma dívida. A defesa então se apoiou na credibilidade questionável da testemunha, mencionando seu acordo de imunidade com os promotores para depor contra Hernandez, em seu papel de motorista do carro na noite dos assassinatos e em sua ficha criminal.

Hernandez também teria tentado assassinar Bradley como tentativa de eliminar a principal testemunha do assassinato dos dois cabo-verdianos, entretanto este processo foi arquivado em 17 de junho de 2013. Os promotores chegaram a utilizar essa alegação para tentar incriminar o ex-jogador da NFL durante o processo que ele acabou sendo absolvido da acusação de assassinato duplo e recebendo cinco anos por porte de arma ilegal.

A carreira de Aaron Hernandez

All-American na Universidade da Florida, Hernandez foi draftado na quarta rodada pelos Patriots em 2010 e rapidamente teve um impacto na equipe. Disputou um Super Bowl em 2012, sendo derrotado.

Seu contrato de 40 milhões de dólares, assinado em agosto de 2012, foi por ralo abaixo após as acusações no caso Lloyd. O time de Massachusetts o dispensou 90 minutos após ele ser preso, no dia 26 de junho de 2013.

Durante os três anos em que atuou na NFL, Hernandez fez 175 recepções para 1.956 jardas e 18 touchdowns.

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