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Comprei o hype de Joe Burrow e ele é totalmente justificável

Eu passei na prateleira, peguei, levei ao caixa e… comprei o hype envolvendo Joe Burrow! Bastou o Thursday Night Football que abriu a semana 2. E olha que nem foi uma vitória do Cincinnati Bengals…

Sim, os Bengals perderam por 35 a 30 para o Cleveland Browns, rival de divisão AFC North, e chegaram a 0-2 na temporada. Mas, calma, 2020 (ainda) não é o ano dos Bengals. Mas já pode ser o ano em que Burrow começa a mostrar como nasceu para a National Football League.

Eu cheguei a falar na última edição do nosso Quinto Quarto Expresso que não fiquei muito impressionado com a atuação do calouro de LSU na derrota por 16 a 13 para o Los Angeles Chargers, na semana 1. Foram 23/36 para 193 jardas e uma interceptação. Mas admito que, até mesmo naquela partida, o QB selecionado com a primeira escolha geral do último draft teve algo de positivo, correndo para 46 jardas e um TD.

Na noite desta quinta (17) não foi diferente. O signal caller demonstrou sua habilidade para se virar com as pernas enquanto o pocket está ruindo. O que teve de diferente desta vez foi que ele jogou como gente grande como passador.

Burrow lançou absurdos 61 passes (muito por conta do jogo terrestre inexistente dos Bengals, que produziu pífias 68 jardas totais, sendo 19 do próprio QB) e completou 37 desses lançamentos. Foram 316 jardas aéreas e três conexões para touchdown. Passer rating de 90.6.

Atuação imponente de um QB quarterback que está apenas em seu segundo jogo como titular e em seu segundo jogo na liga de qualquer maneira, já que não tivemos pré-temporada.

Quer mais? Burrow se tornou o primeiro calouro desde 1950, pelo menos, a lançar 60 ou mais passes em um jogo sem sofrer uma interceptação. Impressionante.

Mas o hype que eu comprei (e que está guardado aqui na minha estante agora) vai muito além de estatísticas e de uma marca histórica que vai parecer insignificante daqui a pouquíssimo tempo. Ele abrange a postura do jovem cujo futuro dos Bengals está em suas mãos.

Mesmo atrás de uma linha ofensiva horrorosa, que cedeu pressão em quase 33% dos dropbacks de Burrow na partida, o jovem de 23 anos de idade manteve a compostura. Não se desesperou.

Quando pressionado, ele conseguiu mostrar mobilidade para sair e evitar sacks, ganhou jardas com as pernas que salvaram campanhas e fez até passes complicados chegarem nas mãos de seus recebedores. E olha que A.J. Green não ajudou, agarrando apenas três de 13 bolas lançadas em sua direção para um total de 29 jardas.

Foi tudo bom? Óbvio que não. Burrow sofreu três sacks (pouco para o que ele foi pressionado por Myles Garrett e companhia) e um deles gerou um fumble (forçado por Garrett) que resultou em TD de Cleveland pouco depois. Tal turnover seria evitado caso Burrow tivesse sido mais prudente e aceitado o sack. Mas é coisa de calouro. Absolutamente normal.

Outras estatísticas que chamam a atenção e que são muito mais do que números: Cincinnati converteu oito de 18 situações de terceira descida e impressionantes 5-5 em quartas descidas. Méritos do QB.

Em resumo: Burrow deixou os Bengals vivos na partida com um TD anotado em um drive sob pressão. Mas não deu tempo para a virada.

Ainda bem que tempo é o que não faltará para desenvolver uma joia como esse QB certamente é. A única coisa que pode estragar esse desenvolvimento é algo que faltou ao Cincinnati Bengals no passado: paciência.

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