NFL

Aaron Hernandez tinha estágios avançados de doença degenerativa

Aaron Hernandez, ex-tight end da NFL

(Crédito: reprodução)

Testes feitos no cérebro do ex-tight end Aaron Hernandez mostraram sinais severos de encefalopatia traumática crônica (ETC ou CTE, em inglês), uma doença degenerativa cerebral. O advogado do jogador falecido afirmou nesta quinta-feira (21) que a filha de Hernandez está processando a NFL e o New England Patriots por induzirem o atleta a acreditar que o esporte era seguro.

Em uma coletiva de imprensa em seu escritório, Jose Baez, advogado de Hernandez, falou que os testes mostraram um dos casos de ETC mais severos já diagnosticados.

“Nos foi dito que era o caso mais grave que já tinham visto para alguém da idade de Aaron”, afirmou Baez.

Aaron Hernandez tinha 27 anos de idade quando ele se suicidou em abril na cela da prisão em que estava detido. Ele estava cumprindo uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de condicional após ser considerado culpado pelo assassinato de Odin Lloyd, em 2013.

Dias antes da morte, Hernandez foi inocentado dos assassinatos de Daniel de Abreu e Safiro Furtado, em Boston, em 2012.

A Dra. Ann McKee, diretora do CTE Center na Universidade de Boston, concluiu que o ex-tight end do New England Patriots estava no estágio 3 de 4 da doença, e também tinha atrofia cerebral inicial e grandes perfurações em uma membrana central.

A afirmação feita por Baez não foi refletida na declaração divulgada nesta quinta pelo CTE Center da Universidade de Boston.

Em relação ao processo de US$ 20 milhões apresentado no tribunal federal em Boston, nesta quinta, a ação alega que o time e a liga privaram Avielle Hernandez da companhia de seu pai. Esse processo é separado de um acordo de US$ 1 bilhão em que a liga concordou em pagar as famílias de jogadores que sofreram com danos cerebrais derivados de traumas repetidos no cérebro.

Um porta-voz da NFL disse: “nós não vimos uma cópia do processo e não podemos comentar neste momento”.

A Universidade de Boston (BU) tem estudado a ETC, doença degenerativa do cérebro ligada sobretudo a jogadores de futebol americano e outros atletas que sofreram concussões ou outros traumas cerebrais enquanto jogavam.

A doença só pode ser diagnosticada após a morte da pessoa, após o exame do tecido cerebral. Os médicos dizem que pessoas com ETC podem sofrer com perda de memória, impedimento da fala, desorientação e depressão.

Entre os ex-jogadores da NFL que foram diagnosticados com ETC em seus cérebros estão Frank Gifford, Junior Seau e Ken Stabler, segundo a BU.

Um estudo recente mostrou evidências da doença em 110 de 111 ex-jogadores da NFL cujos cérebros foram examinados.

Ex-estrela da Universidade da Flórida, quando ganhou o título universitário em 2008, Hernandez caiu para a quarta rodada do draft da NFL em 2010 devido aos problemas extracampo em sua época universitária, incluindo um teste de drogas falho e uma briga de bar. O nome dele também apareceu em uma investigação de um tiroteio.

Em três temporadas vestindo a camisa dos Patriots, Hernandez fez um par com Rob Gronkowski, formando uma das melhores duplas de tight ends na história da liga.

Em 2011, em sua segunda temporada na liga, Hernandez disputou 14 partidas e fez 79 recepções para 910 jardas e sete touchdowns.

No total de sua carreira profissional na National Football League, o tight end disputou 38 jogos e fez 175 recepções para 1.956 jardas e 18 TDs.

Ele foi dispensado pelos Patriots em 2013, logo depois de o jogador ser preso pela morte do jogador semiprofissional de futebol americano Odin Lloyd, que estava namorando com a irmã da noiva de Hernandez.

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