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Prévia NBA 2018/19: Times com All-Stars que podem encher o saco dos Warriors na temporada regular, mas não nos playoffs

demar derozan san antonio spurs

Continuando com a prévia NBA 2018/19, que já está perigosamente atrasada, hoje falaremos sobre equipes que têm bons jogadores, inclusive All-Stars, mas ainda faltam peças para verdadeiramente serem favoritos ao caneco. E mais peças ainda para destronarem os infernais Warriors. Acho que com o título do post já ficou tudo explicado e posso partir para as equipes.

Desconsidere que eu vou ficando mais depressivo no fim.

Time: San Antonio Spurs

Desempenho em 2017/18: 47-35

Linha de Las Vegas: 44,5

Palpite para 2018/19: 44-40

Principal jogador: DeMar DeRozan

O jogador que eu mais quero ver: DeMar DeRozan

Eu tinha um argumento muito bom para começar esta prévia até semana passada. “O San Antonio Spurs, contando 9 jogos de Kawhi Leonard, venceu 47 partidas. Agora eles terão DeMar DeRozan por 82 jogos”

Ai eles perderam Dejounte Murray basicamente para a temporada – depois de abrir mão de Tony Parker, que já não é mais aquele Tony Parker, mas pelo menos seria uma mostra de continuidade, conhecimento do sistema e experiência.

E a Conferência Oeste, não sei se já te informaram, é um completo pesadelo.

Os Spurs chegam para a temporada 2018/19 com o maior número de dúvidas desde que eu comecei a acompanhar a NBA. Tá, não vou fazer uma autorreferência. Desde que Tim Duncan foi draftado.

Depois de claramente ficar desconcertado com a troca para o Texas, DeRozan não terá que ser apenas o grande pontuador que era em Toronto, mas também o principal “condutor” de uma orquestra sempre muito bem afinada. Pode esperar a bola ainda mais nas mãos dele que em Toronto e um aumento nas 5,3 assistências que ele teve em 2017/18.

Quem vai ser o armador titular? Tudo indicava que seria Derrick White, já que Lonnie Walker IV, draftado neste ano, também tem uma lesão no joelho e Patty Mills é um jogador melhor vindo do banco. Mas ele também se machucou. Bryn Forbes então é o “escolhido”, ou melhor dizendo, o que sobrou.

Aliás Mills é só mais um dos veteranos, assim como Marco Belinelli – que teve uma boa passagem pelos 76ers – Pau Gasol e Rudy Gay, os últimos dois sendo prováveis titulares. Na troca de Kawhi ainda veio Jakob Poeltl para trazer um mínimo de juventude para o elenco.

Claro que não posso deixar de focar o fato que LaMarcus Aldridge é a principal esperança de pontuação junto com DeRozan. Depois de ter, assumidamente, deixado a peteca cair, Aldridge fez uma temporada incrível em 2017/18, aumentando em quase seis pontos sua média (para 23,1) e podendo viver mais no mid range, onde fez sua fama em Portland.

O problema é que DeMar DeRozan também fez sua fama nessa área, com mais de 14 dos seus 17 arremessos por jogo sendo de dois pontos. Atrás do arco, em 2017/18, seu aproveitamento foi de 31% e isso foi unanimemente visto como uma evolução do ala-armador.

Ou seja, não precisa ser um gênio para ver que o espaçamento dos Spurs não vai ter nada a ver com o que há de mais moderno nessa liga. Vai caber a Gregg Popovich descobrir uma forma de encontrar espaços de forma constante e pontuar em uma liga onde cada vez mais os ataques ganham sim campeonatos.

Mills, Davis Bertans e Belinelli podem ganhar muitos minutos por serem jogadores que sabem viver, se reproduzir, alimentar e existir atrás da linha de 3.

Agora, no Globo Repórter….

A solução de Pop sempre foi levantar a defesa e na temporada passada o time foi o segundo melhor, atrás apenas do Utah Jazz, sendo essa a principal razão para a classificação para os playoffs, mesmo sem um elenco talentoso. O problema é que Murray se destacava nessa função. E um jogador que não atuou na temporada passada e que poderia ser uma boa adição para evitar pontos, foi trocado para Toronto. Eu acho que esse tal de Kawhi até que marcava bem.

Nunca duvide dos Spurs. Mas todos os impérios caem e mesmo depois que eles estão no chão, tem gente dizendo “nunca duvide do (império que está no chão)!!!!”

Mas nunca duvide dos Spurs. Sério.

lebron james brandon ingram

Crédito: Instagram/reprodução

Time: Los Angeles Lakers

Desempenho em 2017/18: 35-47

Linha de Las Vegas: 48,5

Palpite para 2018/19: 47-35

Principal jogador: LeBron James

O jogador que eu mais quero ver: Josh Har… você sabe a resposta, pô. Olha na linha de cima

Quem leu sobre a ida de LeBron James para o Los Angeles Lakers no dia que ela aconteceu e ficou surpreso, vai ficar surpreso com qualquer coisa. Agora, depois de ouvir sobre isso, ler sobre isso e até falar sobre isso por um ano e ver que no final LeBron foi mesmo para os Lakers, mas jogará com a turma de jovens e um bando de veteranos loucos, isso sim me deixou surpreso.

Conhecendo Pop do mesmo jeito que você, eu acho que ele viu o DDD de Los Angeles e já aceitou a ligação pensando que pediria o mundo por Kawhi Leonard. Paul George não quis nem uma reunião com Magic. DeMarcus Cousins preferiu voltar para a Califórnia, mas não para a maior cidade do estado.

Então sobrou o que sobrou.

Há duas narrativas para os Lakers nesta temporada. A primeira delas é: “calma, é o primeiro ano de LeBron, não precisamos nos apressar, vamos ver quem do quarteto Ball-Ingram-Kuzma-Hart dá para contar na montagem de um time campeão, e esperamos para ver que All-Star vai forçar sua saída no começo ou meio de 2019.”

Essa narrativa é boa: abrir mão de Brandon Ingram em uma troca por Kawhi, mesmo que não saibamos ainda o que o magro e esquálido (para o padrão NBA) Ingram será nesta liga, é muito arriscado. No meio para o fim da temporada, ele teve excelentes jogos sendo usado como um “pensador” e também arremessando atrás da linha de 3, com 39% de aproveitamento.

E LeBron, por mais que tenha 33 anos, provou que idade para ele é como para Tom Brady: não tem grande utilidade.

A outra narrativa que já ronda não é nem algo relacionado ao time, mas totalmente LeBron-cêntrica: ele vai usar esta temporada para provar que é o verdadeiro MVP da liga e que não importa que James Harden, Russell Westbrook, Stephen Curry ou Kevin Durant tenham ganho a homenagem nos últimos anos, ele é o melhor jogador de basquete do mundo.

Pense comigo, ele terá que ser inegavelmente o líder em todos os quesitos, já que o ala chega para impulsionar um núcleo que teve 33 vitórias por conta própria em 2017/18. E os veteranos que chegaram com ele – JaVale McGee, Rajon Rondo, Lance Stephenson e Michael Beasley – até podem ser úteis, mas não são a segunda peça que todo time que disputa o título têm.

LeBron vai ter que repetir sua versão 2017/18, carregadora de piano, para os Lakers voltarem aos playoffs com mando de quadra na primeira rodada. E isso pode colocar ele à frente na corrida pelo MVP, que seria seu quinto.

Pessoalmente, achei ruim o verão dos Lakers tirando a aquisição do tal do camisa 23, colocando ele em uma situação chata em sua primeira temporada. Mas já que estamos aqui, achei interessante a justificativa de Rob Pelinka para as contratações que foram feitas, argumentando que a diretoria queria um time com foco defensivo, com vários jogadores podendo trocar de posições na marcação.

Em quadra, Luke Walton também forçou a mão no jogo de transição, o que deve fazer os veteranos levarem um tempo para se acostumar e algumas gafes defensivas e erros de posicionamento.

Eu acho que os Lakers vão sofrer para dar liga, seja logo de cara ou então no meio da temporada, quando as equipes pegarem esse estilo porra-louca. Não acho que LeBron James vai explodir na temporada regular, já que há quase uma década ele se poupa para chegar inteiro nos playoffs, não importando se for como #1 seed ou #4.

Mas acho que dessa campanha veremos um Brandon Ingram subindo de produção para ser o segundo ou terceiro escudeiro do camisa 23 nos anos a seguir.

E, quem sabe, um Lonzo Ball que se prove digno de ser o Derek Fisher 2.0 do rolê. Mas talvez surja um armador no mercado para ser o All-Star que tanto foi falado. E talvez ele seja o cara do time abaixo.

mcollum damian lillard jusuf nurkic

Crédito: Instagram/reprodução

Time: Portland Trail Blazers

Desempenho em 2017/18: 49-33

Linha de Las Vegas: 42

Palpite para 2018/19:  46-36

Principal jogador: Damian Lillard

O jogador que eu mais quero ver: de novo vou repetir “principal jogador” e esta categoria – Damian Lillard

Equipes que são boas, legais de assistir, mas não ganham títulos têm destinos ingratos na NBA: o desmanche. Ter uma equipe com bons jogadores, que recebem bem, mas não vão ganhar o caneco é o segundo pior cenário na melhor liga de basquete. Só perdendo para um time caro que ganha 40-45 jogos por temporada e mal chega nos playoffs.

O Portland Trail Blazers é o primeiro caso. Damian Lillard é do car**. C.J. McCollum é do cace**. Jusuf Nurkic é um pivô firmeza. Al-Farouq Aminu é o melhor jogador americano com nome de árabe que tem na liga, uma posição que já foi ocupada por Shareef Abdur-Rahim e um tal de Kareem Abdul-Jabbar.

Mas com duas séries de playoffs vencidas, uma em 2013/14 (Rockets) e uma em 2015/16 (Clippers), o time levou um 4-1 dos Spurs e um 4-1 dos Rockets. E para esta temporada é provável que leve o mesmo no lombo.

Então qual é o sentido de manter tudo isto em pé?

Enquanto me torno existencialista ao máximo, já percebo que não vou fazer prévia coisa nenhuma dos Blazers. Na temporada passada esse time ficou em terceiro na Conferência Oeste e levou um 4-0 no lombo do New Orleans Pelicans, que logo levou 4-1 dos Warriors.

Não há futuro para essa equipe sendo muito boa para chegar aos playoffs e não conseguir possíveis All-Stars no Draft, mas não sendo bom o suficiente para bater a principal força do Oeste.

Por isso defendo que uma troca seja feita. E infelizmente, vai precisar ter Damian Lillard ou C.J. McCollum nela.

Nada mudou nos Blazers nesta offseason, o principal jogador que chegou foi o irmão de Stéf (/Roby Porto) Curry. Terry Stotts é um bom treinador e vai saber ordenhar mais de 40 vitórias desse elenco. Qual o sentido disso? Eu não sei.

john wall bradley beal

Crédito: Instagram/reprodução

Time: Washington Wizards

Desempenho em 2017/18: 43-39

Linha de Las Vegas: 44,5

Palpite para 2018/19: 44-38

Principal jogador: John Wall

O jogador que eu mais quero ver: Dwight Howard

Acho que agora eu só vou ficar puto e não fazer prévia coisa nenhuma, porque em uma NBA onde o 1% ganha tanto e a maioria fica na miséria, os Wizards são a classe média que nunca consegue ascender.

Eu já cansei de escrever sobre como John Wall finalmente poderia se tomar o top 5 dos armadores da NBA. Mas o grupo de Curry, Irving, Paul, Westbrook e Lillard não vai abrir espaço e Wall parece ter desistido, só ver a já muito comentada foto dele ao se apresentar para a seleção americana.

 

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Defina o novo John Wall em uma palavra…

Uma publicação compartilhada por ? Fabio Balassiano (@balanacesta) em

Eu não culpo Wall, porque deve ser incrivelmente frustrante você se preparar para ser um atleta, ser o melhor do ginásio na escola, na universidade e ai no Draft você dá a má sorte de ser escolhido por uma franquia horrorosa.

Sim, o sistema do Draft é para os melhores jogadores caírem nas piores franquias do ano anterior. Mas de vez em quando a futura estrela tem sorte de cair em um lugar com um bom dono, que logo contrata um bom GM e um excelente técnico e as coisas começam a andar.

Os Wizards não são assim, pode ter certeza. Então mesmo com Bradley Beal tendo conseguido superar minhas expectativas pós-contrato e se mantido saudável e ativo e Otto Porter Jr. ser um bom jogador (44% de 3 em 2017/18), apesar de seu contrato ser desproporcional – esse time não irá para a frente, mesmo sem LeBron no Leste.

Dwight Howard foi uma adição interessante porque mesmo em sua fase pós-auge é melhor que Marcin Gortat e pode trazer seus duplos-duplos contantes. Austin Rivers, que veio na troca de Gortat, irá possibilitar que Scott Brooks faça um backcourt carregado e Jeff Green… bem, deixa quieto.

É um elenco com mais peças, mas no qual não boto fé para destronar na pós-temporada os poderes do Leste: Celtics, Raptors e Sixers. Ainda gosto muito de Beal, mas assim como falei para os Blazers, digo aqui: há uma troca que precisa ser feita porque esse núcleo não irá a lugar algum.

anthony davis jrue holiday new orleans pelicans

Time: New Orleans Pelicans

Desempenho em 2017/18: 48-34

Linha de Las Vegas: 45,5

Palpite para 2018/19: 44-38

Principal jogador: Anthony Davis

O jogador que eu mais quero ver: Julius Randle

O melhor cenário para os times que citei acima é justamente os Pelicans de 2017/18. Depois de anos não indo para os playoffs, com a exceção de uma mísera ida para ser derrotado na 1ª rodada, Anthony Davis subiu mais um escalão, uma contratação “barata” encaixou perfeitamente – Nikola Mirotic – e a equipe foi para os playoffs e varreu na primeira fase.

O duro é que esse cenário “paradisíaco” só gerou uma cacetada no lombo na segunda fase, com uma derrota em cinco jogos para os donos da liga, os Warriors.

Davis já começou a jogar com suas cartas, trocando de agente justamente para o representante de LeBron, o que também pode ser entendido como “não tenho medo de deixar a franquia pela qual fui draftado”. Isso pode acontecer em 2020.

Com médias de 28,1 pontos, 11,1 rebotes e 2,6 tocos por jogo na temporada passada, é até duro pedir mais de Davis, mas com ele tudo é possível, inclusive uma defesa de primeira categoria. Mas além dele…

Mirotic foi excelente como um cara que abre espaços e pode arremessar de três, que o time tinha perdido logo antes com a lesão de DeMarcus Cousins. Ele consegue continuar no mesmo nível? A perda de Rajon Rondo pode ser imensa, já que junto de Jrue Holiday os dois formavam um combo que tinha tudo para dar errado, mas deu certo, especialmente infernizando a vida na marcação de C.J. McCollum e Damian Lillard.

Holiday subiu de nível e se tornou um grande segundo pontuador, com 19 pontos de média. Ele consegue manter o mesmo nível?

Devo admitir que achei a contratação de Julius Randle ótima, ainda mais que foi barata e até agora não entendi porque os Lakers se livraram dele, a menos que achassem que conseguissem trazer um segundo All-Star. Com 16,1 pontos e 8 rebotes por jogo, dá para dizer tranquilamente que ele será de boa ajuda para esses Pelicans.

Já Elfrid Payton e Jahlil Okafor… bem, é a última chance de eles serem levados a sério na NBA.

Vendo tudo isso, eu se fosse torcedor dos Pelicans começaria a rezar, porque 2020 não está tão longe assim e agora as estrelas da NBA estão cagan** e andando para a ideia de “vou trazer um título para a franquia e a cidade que me escolheram”.

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