NBA

Maior salário da NBA: qual é e quem pode destroná-lo?

dolar notas maior salario da nba

Muita gente procura qual é o maior salário da NBA nos mecanismos de pesquisa. Independentemente se você quer um escape e descobrir quantos zeros alguém pode ganhar ou se quer ter um alvo prioritário para tomar o salário e as terras, nós estamos aqui para informar. Antes de soltar a resposta, é interessante apontar que os jogadores da NBA são parte muito interessada em qualquer perda de renda da liga porque a divisão do dinheiro é basicamente igualitária.

Toda a renda conquistada é dividida, 51% para os donos e 49% para os jogadores. É assim que se chega ao teto salarial que cada equipe tem e posteriormente é calculado o salário mínimo de veteranos, o contrato máximo e toda forma de recompensa. Ou seja, a volta da NBA não é só um interesse de donos, mas também dos jogadores, que podem perder não só cheques agora mas também nos seus contratos futuros.

O mesmo raciocínio serve para a rusga entre a China e a NBA no começo da temporada 2019/20, motivada pelas declarações pró-manifestantes de Hong Kong de Daryl Morey. Perder o dinheiro da China impacta no bolso de todos os envolvidos na liga.

Dito isso, vamos lá…

Maior salário da NBA: qual é?

Wardell Stephen Curry II. Depois de ganhar seus dois prêmios de MVP recebendo um salário pífio para seu valor para o Golden State Warriors, o armador foi recompensado. Lembrando que sua extensão de quatro anos e US$ 44 milhões, quando foi assinada em 2012, não foi o produto de uma péssima negociação. Curry teve problemas com seu tornozelo e jogou apenas 26 partidas na temporada anterior, perdendo 40 jogos – era uma temporada encurtada por causa do locaute – por contusão.

Curry valeu cada centavo desses 44 milhões e assinou em 2017 um contrato super max de US$ 201 milhões por cinco anos, o primeiro a passar da marca de 200 milhões na história da NBA. Por isso, se nada no mundo tivesse acontecido, ele receberia US$ 40,2 milhões na temporada 2019/20. Ou seja, quase o mesmo que o que recebeu por quatro anos de seu melhor basquete entre 2012 e 2017. Por causa da pandemia, deve ser acertado um corte.

Portanto, respondida a pergunta do maior salário da NBA, agora continuamos na lista. O segundo e o terceiro estiveram envolvidos na mesma troca na última offseason: Chris Paul e Russell Westbrook, com US$ 38,5 milhões e US$ 38,1 milhões respectivamente. Ambos os contratos são vistos como pesados, já que eles passaram de seus auges e, como acabaram de ser assinados, se estendem até 2021/22 e 2022/23.

Mas nada que se compare ao contrato de John Wall. Ele assinou uma extensão de cinco anos e US$ 170 milhões em 2017, um sinal de confiança da franquia apesar de Wall não ter conseguido liderar sua equipe além de um divisional round no Leste. Tudo bem, se ele entrasse no seu auge esse contrato se pagaria, e sua extensão só valeria a partir da temporada 2018/19. O time perdeu para os Raptors na série inicial dos playoffs na temporada 2017/18 e já com seu salário turbinado, Wall machucou seu calcanhar na temporada 2018/19. Ele ainda teve uma infecção séria no local e rompeu seu tendão de Aquiles em um acidente caseiro.

Ou seja, desde que sua extensão começou a valer, no começo da temporada 2018/19, ele atuou em 32 jogos.

Por que LeBron, Kawhi Leonard e Kevin Durant não recebem mais?

Parece estranho que os últimos três MVPs de finais da NBA – LeBron em 2016, Durant em 17 e 18, Kawhi em 19 – não estejam entre os cinco maiores salários da NBA.

LeBron James é o sexto neste momento, com US$ 37,4 milhões. Isso se deve ao fato que ele trocou de equipe quando poderia ter recebido uma oferta à la Curry para assinar por cinco anos com o Cleveland Cavaliers. Como ele optou por ir para o Los Angeles Lakers, seu contrato máximo só poderia ter quatro anos e um valor anual um pouco menor.

Todos os que estão à sua frente assinaram contratos com franquias onde já estavam e assim capitalizaram, mesmo que Paul e Westbrook, por exemplo, logo tenham saído dos Clippers e Thunder, respectivamente. James Harden, quinto colocado, tinha previsto embolsar US$ 37,8 milhões dos Rockets antes da pandemia.

O mesmo se aplica para Kawhi Leonard, que abriu mão dos Raptors para assinar com os Clippers – e nem por quatro anos, apenas por três com uma saída após duas temporadas – e Kevin Durant, que foi para o Brooklyn Nets.

Qual será o maior salário da NBA em breve?

Aqui é preciso explicar mais sobre como os contratos da NBA funcionam. Quando um calouro entra na NBA, ele basicamente tem um contrato pronto para assinar, com valores pré-definidos. Cada escolha no Draft tem um valor, então você cair no Draft é uma chatice porque os times não acham você tão bom quanto você acha e ainda impacta no seu bolso.

Esses contratos têm quatro anos, mas os valores só são garantidos após dois anos. O terceiro e o quarto são opções que podem ou não ser exercidas pela equipe. Se você é um bust completo, após dois anos é possível que você tenha que ligar para caminhões de mudança.

Zion Williamson, por exemplo, sem pandemia, receberia US$ 9,7 milhões em sua temporada de calouro, US$ 10,2 milhões, US$ 10,7 milhões e US$ 13,5 milhões. Antes de sua quarta temporada ele poderia negociar uma extensão espetacular, mas mesmo assim ela só valeria a partir do quinto ano.

Foi isso que aconteceu com Karl-Anthony Towns. Ele foi a primeira escolha do Draft, ganhou US$ 5,7 milhões, US$ 5,9 milhões, US$ 6,2 milhões e, antes de sua quarta temporada na NBA, assinou uma extensão enorme. Mesmo assim ele recebeu US$ 7,8 milhões em 2018/19 e a partir disso seu salário aumentou exponencialmente. Em 2019/20, seu primeiro ano com salário de gente grande, ele receberia US$ 27,2 milhões.

Por que esse salário não chega nem perto dos maiores? Porque Towns não está qualificado para um contrato supermax como o de Curry. Para ter o super max é preciso ter sete ou oito anos de liga e um ano de contrato restante – completando permanência na mesma equipe por seis anos pelo menos, algo que LeBron, Kawhi e Durant não completaram -, ter sido um All-NBA na temporada anterior ou em ambas as temporadas antes disso, ou ter sido o melhor jogador defensivo do ano na temporada anterior ou ambas as temporadas antes disso ou ter sido o MVP uma vez nas últimas três temporadas.

Ou seja, só a elite da elite pode ter um super max.

Damian Lillard atualmente é 21° salário da NBA, mas ele já assinou a extensão com o Portland Trail Blazers e ela é um super max. Ela começa a agir com tudo em 2021/22, fazendo ele pular para o top 10 e depois, em 2022/23, ter o maior salário da NBA. Isso, claro, entre os salários já acordados.

Porque tem um jogador que pode ultrapassar tudo: Giannis Antetokounmpo.

Giannis estará apto a receber um super max, ou seja, um salário que chega a 35% do teto salarial da equipe. Ele bate todos os critérios. O Milwaukee Bucks não precisa nem pensar duas vezes antes de oferecer. O GM dos Bucks já disse que o papel tá pronto basicamente.

Os valores?

“A extensão de cinco anos, começando em 2021/22, valeria US$ 247,3 milhões”, declarou Bobby Marks, ex-assistente de GM e especialista em contratos e assuntos relacionados da ‘ESPN’.

Ou seja, Giannis e Lillard serão os maiores contratos da NBA, já que Anthony Davis trocou de equipe. E Lillard pode ter alcançado o timing perfeito: como dissemos lá em cima, por causa da pandemia e da desaceleração da economia global, o que deve impactar a NBA, podemos ter aumentos menores no teto salarial nos próximos anos, com menos dinheiro rodando. Isso não fará Giannis ser pobre, pode ficar tranquilo. Mas pode criar uma diferença pequena nos salários anuais, fazendo Damian Lillard ter o maior salário da NBA e não o grego.

Confira o maior salário da NBA hoje e fique com inveja junto comigo:

Comments
To Top