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Draft da NBA 2019 e mais algumas baboseiras em linhas tortas

zion williamson duke

Olá amigos. Eu sei que não escrevi nada sobre a troca de Anthony Davis e fiquei só comendo pasteis de nata e bacalhau com dois litros de azeite. Mas aqui estou para falar do Draft da NBA 2019 e vou aproveitar para basicamente colocar tudo o que penso sobre o que aconteceu recentemente em algumas linhas.

Como eu fiz um tremendo planejamento, separei vários assuntos para falarmos e ai partir para o Draft da NBA 2019. Calma ai, já aconteceu….

1ª escolha – New Orleans Pelicans: Zion Williamson (Duke)

Já vou dizer: eu nunca cravo muitas coisas, mas não há a mínima chance de Zion não ser um All-Star em até três anos. Só há uma coisa que pode impedir isso e uma carreira magnífica: lesões. A história dele é similar a de LeBron no sentido que quando ele estava no ensino médio já tinha highlights dele rodando o mundo.

Só que Zion ainda teve o Instagram (no caso o canal House of Highlights) para mostrar suas enterradas para ainda mais gente no globo. Ele já é famoso desde lá e ter ficado uns meses com Coach K falando no ouvido só ajudou. Sim, teve toda a questão do tênis explosivo, Duke não avançar até o fim no torneio da NCAA e o fato de Zion ainda ter que deixar o seu jogo um pouco mais fino, mais francês.

Mas não se deixe enganar, ele não é Blake Griffin, que dependia muito da questão atlética nos primeiros anos. Ele parece… LeBron James chegando na NBA. Já com um corpo pronto, inteligente, bom companheiro de equipe e que pode ganhar um arremesso de três consistente enquanto pontua de todas as formas, inclusive enterrando sobre todo mundo.

Isso me leva ao segundo tópico

Ele terá o que Anthony Davis não teve

Quando Davis chegou aos Pelicans, ele teve que encarar a terra arrasada pós-Chris Paul. Só que o time de Nova Orleans preferiu corta-caminhos dando contratos horrorosos para Omer Asik, por exemplo. Jrue Holiday também levou um contrato grande, mas tudo bem vai. Os Pelicans nunca conseguiram montar um grande time em torno de Davis e essa foi uma das razões para ele se cansar e fazer o papelão que fez.

Zion chegará em uma situação muito melhor. Tudo bem, os Pelicans negociaram a quarta escolha que conseguiram dos Lakers para os Hawks. Provavelmente não achavam que depois do Top 3 tinha grandes jogadores e por isso fizeram isso. Mas o retorno da troca com Lonzo Ball, que formará um excelente backcourt defensivo com Holiday e ainda Ingram, que finalmente poderemos ver o que pode render sem estar na loucura ridícula dos Lakers nos últimos anos, é interessante. Josh Hart é uma boa peça vinda do banco.

E ainda teve as escolhas desprotegidas, inclusive uma pick swap. Os Lakers pagaram muito, muito caro. Nunca houve um pagamento tão caro assim e é bonitinho quem fala “ah, L.A. precisava de Davis, então se justifica”.

Se os Lakers não ganharem logo, fudeu e fudeu feio. LeBron entrará na sua 18ª temporada. Anthony Davis já teve uma série de lesões chatas. Os Warriors comprovaram como seu super-time pode virar um time sem muito super com uma lesão ou duas. A franquia não tem mais ninguém além dos dois e deve ter só US$ 23 milhões de espaço para rechear seu elenco.

Se esse time implodir, como os Nets implodiram um ano depois da troca por Garnett, Pierce e Terry, os Lakers podem virar terra arrasada enquanto veem os Clippers fazer tudo certinho. O pagamento foi muito caro. Se não der certo, dará muito errado. Não tem meio-termo.

2ª escolha do Draft da NBA 2019 – Memphis Grizzlies: Ja Morant (Murray State)

Morant era a escolha óbvia e ficou tudo mais evidente quando o Memphis Grizzlies finalmente despachou sua última peça de sua era bem legal e infelizmente sem finais ou títulos. Gasol foi a penúltima peça e ganhou um anel na sua mudança para o Canadá.

Os Grizzlies não tiveram um retorno enorme por Conley, mas o lance era livrar-se do gigante contrato e dar espaço para Morant, que tem tudo para gerar belos lances já na primeira temporada e formar a espinha dorsal dos novos Grizzlies com Jaren Jackson Jr. Não espere muito de Jae Crowder e Kyle Korver nessa reconstrução que deve ser bem passo a passo.

Aqui já faço mais um pulo

Utah será um dos meus times preferidos

Mesmo 5 horas à frente de Nova York e 8 horas à frente da Califórnia eu vou arranjar o League Pass. E o Utah Jazz será um dos times que mais vou querer ver. Primeiro porque acho a franquia injustiçada por não ter um título apesar de ter cinco décadas de Stockton e Malone juntos pick n’rolleando a galera.

Segundo porque Donovan Mitchell ganhou bela companhia. Na NBA atual, ter um pivô como Rudy Gobert não serve tanto se ele for sua segunda peça. Mas como terceira peça, só limpando trilho na defesa com seus braços absurdos e no ataque só no bloqueio, enterrada e ponte aérea aproveitando Mitchell e o excelente Conley, nós temos um Big Three de subestimados.

Os três sabem como jogar coletivamente, não parecem ter enormes egos, são efetivos e vão ser treinados pelo excelente Quin Snyder. Nesse Oeste onde temos os Lakers com dois monstros e mais ninguém, os Warriors na enfermaria, os Rockets brigando com todo mundo e o Thunder com um Russell Westbrook que nunca vai mudar, eu gosto desse Jazz.

Isso me lembra de outro assunto

Antes da temporada retrasada eu disse que uma de duas convicções minhas mudariam: ou Carmelo iria muito bem no Thunder e eu teria que calar minha boca ou James Harden e Chris Paul saberiam como coexistir. No fim, tive que engolir a segunda, já que os dois armadores que amam a bola, ser fominhas e generais na quadra jogaram bem e só não chegaram nas finais da NBA porque Paul machucou.

Eis que nesta offseason surgiu como boato, lá no fundo, sem tanto barulho, que tinha algo errado nos Rockets. E aí nesta semana, o barulho veio com tudo: Harden chegou com o ultimato adolescente “ou ele ou eu” para a diretoria.  É claro que os Rockets ainda querem o atual MVP (aliás, quão ridículo é não terem entregado o MVP ainda da temporada 2018/19) e por isso vão começar a oferecer Paul até para o time da minha faculdade.

O problema: quem vai querer um armador que é tirânico em quadra, um pé no saco fora dela, tem um contrato enorme que ainda restam mais de US$ 100 milhões, já tem 34 anos e um histórico de lesões enorme.

Já sei: O PHOENIX SUNS. LIGUEM JÁ.

3ª posição – New York Knicks: R.J. Barrett (Duke)

Quero fazer uma pequena linha do tempo.

No começo da temporada passada surgiu um boato de que Kevin Durant e os Knicks podiam ser um casamento. Pouco depois eu fiz um texto para fazer graça apontando algumas coisas que faziam essa teoria da conspiração fazer sentido.

E os boatos foram crescendo e crescendo. De repente, Durant teria a companhia de Kyrie Irving nesse boato. E continuou o papo…

Ai os Knicks despacharam Kristaps Porzingis por um preço irreal que só fazia sentido se uma estrela viesse acompanhada de outro. NY só tinha espaço no teto salarial agora.

E o boato cresceu e cresceu. Até o Tendão de Aquiles de Kevin Durant ter uma experiência extracorpórea. E Kyrie estar basicamente fechado com Brooklyn segundo todos os relatos. Agora os Knicks pegaram R.J. Barrett, uma das razões para Duke ter caido antes da hora no campeonato da NCAA. Ele pode ser um excelente jogador, mas ele precisa mandar um oi sumida para seu arremesso.

Deus odeia os Knicks. Pode ter certeza.

4ª posição – Atlanta Hawks: De’Andre Hunter (Virginia)

Os Hawks têm seu time mais empolgante desde… sempre? Sim, Dominique, bla bla bla

Com Hunter chegando em um time de Trae Young, John Collins e Kevin Huerter, temos um quarteto muito, muito novo mas que pode dar uma canseira em vários times. Seria até legal ter um veterano que já viu muita coisa e sabe ser complemento, encaixar as peças e ser um líder.

Que tal… AL HORFORD? Ele sabe como chegar na Rodoviária de Atlanta e que busão tem que pegar para o centro de treinamento.

5ª posição – Cleveland Cavaliers: Darius Garland (Vanderbilt)

6ª posição – Minnesota Timberwolves: Jarrett Culver (Texas Tech)

7ª posição – Chicago Bulls: Coby White (North Carolina)

8ª posição – New Orleans Pelicans: Jaxson Hayes (Texas)

9ª posição – Washington Wizards: Rui Hachimura (Gonzaga)

10ª posição – Atlanta Hawks: Cam Reddish (Duke)

11ª posição – Phoenix Suns: Cameron Johnson (North Carolina)

12ª posição – Charlotte Hornets: P.J. Washington (Kentucky)

13ª posição – Miami Heat: Tyler Herro (Kentucky)

14ª posição – Boston Celtics: Romeo Langford (Indiana)

15ª posição – Detroit Pistons: Sekou Doumbouya (França)

16ª posição – Orlando Magic: Chuma Okeke (Auburn)

17ª posição – New Orleans Pelicans: Nickeil Alexander-Walker (Virginia Tech)

18ª posição – Indiana Pacers: Goga Bitadze (Georgia)

19ª posição – San Antonio Spurs: Luka Samanic (Croácia)

20ª posição – Philadelphia 76ers: Matisse Thybulle (Washington)

21ª posição – Memphis Grizzlies: Brandon Clarke (Gonzaga)

22ª posição – Boston Celtics: Grant Williams (Tennessee)

23ª posição – Oklahoma City Thunder: Darius Bazley (Não passou pela universidade)

Bazley foi diferente: ele não quis jogar no nível universitário nem jogar no exterior, dois dos caminhos usados por possíveis prospectos. Ele até mencionou jogar na G League por um ano, mas no fim preferiu treinar por conta própria antes de entrar no Draft da NBA 2019. Agora o ala finalmente poderá jogar nos profissionais.

24ª posição – Philadelphia 76ers: Ty Jerome (Virginia)

25ª posição – Portland Trail Blazers: Nassir Little (North Carolina)

26ª posição – Cleveland Cavaliers: Dylan Windler (Belmont)

27ª posição – Brooklyn Nets: Mfiondu Kabengele (Florida State)

28ª posição – Golden State Warriors: Jordan Poole (Michigan)

29ª posição – San Antonio Spurs: Keldon Johnson (Kentucky)

30ª posição – Detroit Pistons: Kevin Porter Jr. (USC)

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