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Até que ponto é possível vencer na NBA com uma só estrela?

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Vencer o título da NBA é a glória máxima para um jogador de basquete. Ainda mais quando essa conquista tem claramente esse jogador como protagonista e muitos operários em volta. O feito não é nada fácil: a National Basketball Association é a liga das estrelas por uma razão e muitas franquias têm duas ou até mais.

Neste ano de 2020, nós temos o Los Angeles Lakers com LeBron James – um dos maiores da história – e Anthony Davis, muitas vezes All-Star. O Los Angeles Clippers tem Kawhi Leonard, duas vezes MVP das finais, e Paul George, também presente no All-Star Game diversas vezes.

Já o Milwaukee Bucks, logo o time de melhor campanha, tem Giannis Antetokounmpo, atual MVP e provável bi nesta temporada. Khris Middleton é um jogador que já foi ao All-Star, mas é difícil encaixá-lo como uma estrela. Mesma coisa de Brook Lopez e Eric Bledsoe.

No blog da casa de apostas Betway há um post muito interessante chamado “Basquete, o mais individual dos esportes coletivos?” que conta com um insight legal de Leandrinho, que sabe bem como jogar com estrelas. Por anos ele viu Steve Nash revolucionar a liga e ser duas vezes MVP em Phoenix. Depois, o brasileiro ainda foi campeão com Stephen Curry e Klay Thompson no Golden State Warriors.

Leandrinho declarou que todo o esquema de jogo de equipes com jogadores de alto calibre é pensado para girar em torno desses atletas diferenciados, citando o exemplo dos Splash Brothers: “eles abusam das jogadas individuais, mas o time inteiro joga e corre para que eles possam fazer isso”.

Nos Bucks isso também fica claro e Giannis soma números absurdos, com quase 30 pontos de média e mais de 13 rebotes por jogo em apenas 30,9 minutos de quadra. Os Bucks dominaram tanto que o grego muitas vezes nem precisou sair do banco no último quarto.

Mas, nos playoffs, o buraco é mais embaixo. Há exemplos de equipes com um claro líder que derrotaram estrelas e times mais badalados. Kawhi Leonard e o Toronto Raptors de 2019 são um exemplo. O Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki em 2011, batendo LeBron James, Chris Bosh e Dwyane Wade é outro que salta na memória.

Ao mesmo tempo também dá para lembrar do New York Knicks de Patrick Ewing nos anos 90, que bateu na trave nas finais e em séries de playoffs duras contra os Bulls justamente porque Ewing não tinha um jogador top 10 da liga junto com ele.

Mesmo Michael Jordan, com 37 pontos de média, não conseguiu vencer até ter Scottie Pippen, seu fiel escudeiro, ao lado. Os Bucks sem dúvida depositam a maior parte das esperanças em seu franchise player. Mas veremos se Giannis terá ajuda suficiente nos playoffs da NBA em 2020 para vencer seu primeiro título.

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