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4 jogadores, 3 treinadores, uma equipe e o maior da história da NBA no Hall da Fama

Crédito: Instagram/reprodução

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No último domingo foi realizada a cerimônia do Hall da Fama do Basquete, com a inclusão de diversos novos membros. Para quem não conseguiu acompanhar, segue a lista de nomes e uma pequena descrição de seus feitos. No fim, me alongarei sobre um em específico.

Jogadores

Alonzo Mourning: um fã novo do Miami Heat vai falar que Dwyane Wade e LeBron James são os maiores ídolos da história da franquia. Um fã mais antigo também citará Wade, mas com certeza colocará Mourning.  O pivô é mais um dos gênios da posição que saíram de Georgetown – tem algo na água do campus em Washington D.C que faz os caras virarem monstros -, assim como Patrick Ewing e Dikembe Mutombo.

Foram dois prêmios de melhor jogador defensivo, sete All-Star, um anel de campeão no fim de sua carreira (2006) e a lembrança de grandes duelos contra Ewing no auge da rivalidade entre o Heat de Pat Riley e os Knicks quando eles eram relevantes. Um vídeo para relembrar esses duelos: o treinador Jeff Van Gundy dos Knicks pendurado na perna de Mourning durante uma briga

Mitch Richmond: Tim (Hardaway), Mitch (Richmond) e Chris (Mullin). Era final dos anos 80 e começo dos 90, quando o rap já tinha seu espaço no mainstream da música. E os três jogavam muito, com um ataque sensacional e rápido. Quem via o Golden State Warriors via por causa do “Run TMC”. Infelizmente aquele time não durou muito e Richmond foi trocado para Sacramento, que era um saco de pancadas. Mesmo assim, foi reconhecido naquela época, indo a cinco All-Stars, fazendo parte da gigantesca lista de excelentes alas-armadores que jogaram nos 90: Reggie Miller, Steve Smith, Joe Dumars e um tal de Michael.

Guy Rodgers: a homenagem demorou. Rodgers foi armador da liga de 1958 a 1970, sendo duas vezes o líder em assistências e quatro vezes All-star. Todo mundo já viu a foto do Wilt Chamberlain segurando um papel escrito 100. Mas Rodgers não teve a presença de espírito de tirar uma foto com um papel escrito 20, o número de assistências dele naquele mesmo jogo, a maioria para o pivô provavelmente.

Sarunas Marciulionis: um dos primeiros internacionais a se firmar na NBA. Ainda mais digno de nota: ele nasceu na União Soviética e quando chegou na NBA o muro ainda estava de pé, jogando por Golden State Warriors, Sacramento Kings, Seattle Supersonics e Denver Nuggets.

Treinadores

Bobby Slick Leonard: até o Indiana Pacers vencer um campeonato – por que os deuses não deixaram Reggie Miller vencer um? – o maior orgulho da franquia será os três títulos da ABA no começo dos anos 70. E o treinador daquelas equipes foi Bobby “Slick” Leonard, aliás, o treinador que mais ocupou o cargo da franquia, por 529 jogos.

Nolan Richardson:  um monstro do basquete universitário, Richardson ganhou o torneio da NCAA por Arkansas, foi três vezes até o Final Four, ganhou nove títulos de conferência pela faculdade e ainda teve passagens vitoriosas por Tulsa e Western Texas

Gary Williams: outra homenagem ao basquete universitário. Williams também foi campeão da NCAA, por Maryland e teve mais de 600 vitórias por quatro programas diferentes: Ohio State, Boston College, American, além de Maryland.  

Time

Immaculata College: não dá para dizer que os “curadores” do Hall da Fama não são inclusivos. A equipe feminina da universidade Immaculata, “a primeira dinastia do basquete universitário feminino”, foi incluída neste domingo. Elas foram três vezes seguidas campeãs nacionais, uma delas de forma invicta e ainda ficaram 35 jogos sem derrota.

E David Stern

O maior nome da história da NBA têm 1,70 m. Falar de seus feitos requer uma série de 10 posts, mas vou tentar resumir: expansão de 23 para 30 franquias, instituição de um draft, explosão no valor da liga e na imagem dela (para se ter uma ideia, as finais não eram transmitidas ao vivo na televisão americana), internacionalização da marca e inclusão de jogadores estrangeiros, aumento das remunerações de jogadores e técnicos e por ai vai.

Mas claro, uma pessoa não é comissária da NBA por 30 anos e sai limpa.

– Ele provavelmente não poderá pisar em Seattle pelo resto da sua vida por causa da mudança dos Supersonics para Oklahoma. Para quem quer saber mais, vale conferir aqui. Para colocar em apenas algumas frases, os Sonics jogavam em uma arena apertada. A direção tentou passar diversos projetos, todos com dinheiro público, mas a prefeitura e o governo do estado de Washington se negaram a financiar.

No fim os Sonics foram vendidos para um empresário de Oklahoma City, que prometeu de pés juntos que não tiraria os Sonics da cidade. Mas no final tirou. Stern provavelmente não queria a mudança, já que Seattle é um bom mercado e tem uma grande torcida, mas no fim pouco fez para manter a equipe em seu lugar de origem, já que os políticos não cederam à pressão.

– O caso Chris Paul. A NBA resolveu comprar o New Orleans Hornets, cujo dono passava por problemas financeiros, para posteriormente revender. Nesse meio-tempo, a estrela do time, Chris Paul, despertou o interesse de diversos times, inclusive o Los Angeles Lakers, que queria montar um belo backcourt com Paul e Kobe Bryant. Porém, no último momento, os Hornets recuaram, e Stern, como sempre, tomou a frente e justificou que não seria vantajoso para os Hornets. Logo depois ele foi trocado para os Clippers.

Obviamente os fãs dos Lakers ficaram putos, já que essa seria uma transferência que poderia ter poupado eles dos últimos dois tenebrosos anos. Para os mais conspiradores, o comissário vetou porque não queria que a Liga ficasse desequilibrada. Mas até hoje a história não foi lá bem muito contada.

– E o caso do draft de 1985. A loteria consistiu em envelopes que giravam como se fosse bolinhas. O grande prêmio: Patrick Ewing. A NBA precisava conquistar os grandes mercados e nada melhor que se, por um lance de sorte, Ewing fosse pisar na quadra do Madison Square Garden. E no fim foi. Obviamente isso iniciou todas as teorias da conspiração possíveis, inclusive que o cartão dos Knicks estava mais frio que os outros. Veja abaixo

Esses são só alguns casos de uma carreira de trinta anos que não tinha como alegrar a todos 100%. Mas com certeza foi digna de Hall da Fama e as homenagens dadas. E poucas homenagens podem ser maiores que ser um cartola que quando é festejado, tem a seu lado Magic Johnson, Bill Russell e Larry Bird para dar apoio.

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