Confira 10 jogadores que foram esnobados pelo All-Star da NBA

Antônio Henrique Pires Collar | 02/02/2024 - 12:02

A NBA anunciou na quinta-feira (1) os times reservas para o All-Star Game 2024, marcado para 18 de fevereiro, em Indiana. Como de costume, a lista causou polêmicas entre fãs e especialistas. As críticas, como em todos os anos, são muito mais direcionadas para as ausências do que para os nomes votados pelos técnicos.

Na Conferência Leste, dois jogadores ainda não anunciados devem chamados nos próximos dias por conta das lesões de Joel Embiid (titular) e Julius Randle (suplente). Com o desfalque do camaronês, é provável que Bam Adebayo comece a partida e os dois em lista de espera componham os bancários.

Diante dos nomes escolhidos, listaremos 10 candidatos que poderiam estar nos times deste ano e ficaram de fora.

Conferência Leste

Trae Young (Atlanta Hawks)

Duas vezes All-Star na carreira, o armador do Atlanta Hawks perdeu a concorrência contra Donovan Mitchell, Jalen Brunson e Tyrese Maxey. Se a temporada da equipe não é boa, apenas na 10ª posição, Trae segue com o seu padrão de atuações. Além de 27.0 pontos de média, tem 10.9 assistências por jogo, segunda melhor marca da NBA. Líder do quesito, Tyrese Haliburton será titular. Com 36.8% de acerto no perímetro, tem o segundo maior aproveitamento na carreira.

Scottie Barnes (Toronto Raptors)

Em seu terceiro ano como profissional, o jovem do Toronto Raptors registra seus melhores números em pontos (20.2), rebotes (8.2), assistências (5.8), roubos (1.1), tocos (1.5) e bolas de 3 pontos (1.9, em 35.9%). Ainda assim, não foi suficiente para superar os concorrentes e conseguir a primeira seleção da carreira. Parte disso se deve ao desempenho da equipe canadense, que vive processo de reformualação e ganhou apenas 17 de 47 compromissos até aqui.

Jarrett Allen (Cleveland Cavaliers)

Donovan Mitchell foi escolhido pela quinta vez seguida, mas poderia ter ao menos um colega junto. All-Star em 2022, Jarrett Allen não faz muito o perfil do evento, mas seu desempenho em quadra merecia o reconhecimento. Foi ele o principal responsável pela solidez defensiva que fez os Cavaliers superarem as ausências de Evan Mobley e Darius Garland durante mais de um mês. Num recorte de 20 jogos entre dezembro e janeiro, Allen contribuiu com 18.2 pontos e 13.0 rebotes, sendo 4.5 ofensivos. O time venceu 16 e perdeu apenas 4, com ele tendo um plus-minus médio de +7.9.

Myles Turner (Indiana Pacers)

As duas perguntas mais frequentes sobre Myles Turner em seus nove anos como jogador da NBA são: ele vai ser trocado? Ele não deveria ser um All-Star este ano? Em 2024, aparentemente, as respostas continuarão sendo negativas. Imaginava-se que a boa temporada dos Pacers fosse recompensada com um nome entre os reservas, já que o ASG será em Indiana e Haliburton faz parte do quinteto inicial. Os 17.0 pontos e 1.8 bloqueios por partida não foram suficientes para o pivozão estrear no Jogo das Estrelas.

Derrick White e Kristaps Porzingis (Boston Celtics)

Havia expectativa de que os Celtics pudessem repetir feitos dos Hawks (2015) e dos Warriors (2017 e 2018), quando quatro jogadores da mesma equipe foram chamados. Em 2024, ao menos por enquanto, os celtas contam Jaylen Brown e Jayson Tatum como seus representantes.

Em busca da sua primeira participação, Derrick White é a engrenagem que faz o elenco de Joe Mazulla girar. Contribui com médias de 15.7 pontos, 4.0 rebotes e 4.8 assistências. Um faz tudo que chuta 39.7% do perímetro para o melhor time da NBA.

Adição para esta temporada, Kristaps Porzingis já viveu seus momentos de All-Star quando jogava em Nova York. A esperança era de que as portas se abrissem novamente agora que reencontrou-se na liga. Pelos Celtics, teve uma esperada queda de volume em comparação aos anos anteriores (19.4 pontos e 6.9 rebotes), mas é peça-chave nos candidatos ao título.

Conferência Oeste

De'Aron Fox e Domantas Sabonis (Sacramento Kings)

Ser a franquia de menor mercado na Califórnia, estado que conta com os dois times de Los Angeles e os Warriors, parece ter um peso eterno na vida do Sacramento Kings. Mesmo com uma campanha de vaga direta aos Playoffs, nenhum atleta treinado por Mike Brown foi chamado. E não haveria surpresa ou injustiça alguma se fossem escolhidos dois, como no ano passado.

Domantas Sabonis lidera a NBA em rebotes por jogo, com média de 13.0. É dono da segunda melhor média de assistência entre os pivôs (8.0), uma a menos do que o sérvio Nikola Jokic. Registra ainda a segunda maior média de pontos como profissional, com 19.9. All-Star três vezes, já foi chamado com números inferiores aos de 2024.

De'Aaron Fox fez parte do time no ano passado, mas foi vítima da concorrência de Anthony Edwards, Stephen Curry e Devin Booker nesta temporada. O armador tem 27.4 pontos de média, terceira maior entre jogadores da posição, perdendo para Luka e Curry. Faz a melhor temporada chutando da linha de 3 pontos, com 38% de acerto.

Rudy Gobert (Minnesota Timberwolves)

Gobert e o All-Star Game têm uma relação sempre polêmica. Quando é chamado, dá o que falar. Quando não é, também. Dito isto, ele merecia uma vaga em Indiana no próximo dia 18. Depois de uma primeira temporada decepcionante pelos Wolves, o franc~es conseguiu se encaixar ao time de Chris Finch e lidera a defesa com 12.4 rebotes e 2.1. tocos. Ele é o primeiro no ranking a NBA em Deffensive Win Shares, com 3.6. É o 3º que mais pegou rebotes ofensivos na temporada, 3.4. Perdeu o lugar justamente para Karl-Anthony Towns, seu colega de garrafão.

Lauri Markkanen (Utah Jazz)

A ausência do finlandês parece uma junção de fatores, entre eles a queda do Utah Jazz. Depois de fazer parte do time no ano passado, Markkanen manteve suas estatísticas altas, com 23.6 pontos e 8.7 rebotes, segunda melhor marca da carreira nas duas categorias. Entre pivôs e alas-pivôs, ele é quem mais acerta bolas de 3 pontos, média de 3.2 em 39.8% de aproveitamento.

Outro elemento que pesou foi o mercado pequeno, já que Utah é um dos menos expressivos dos Estados Unidos. No ano passado, Markkanen era visto como uma sensação na liga e surpresa em um Jazz que parecia buscar a reconstrução. Em 2024, pouco se fala no talentoso camisa 23.

Escrito por Antônio Henrique Pires Collar
Formado em jornalismo pela PUCRS e em Basketball Analytics pela Sports Management Worldwide. Com passagem de 6 anos e meio pela editoria de Esportes do jornal Zero Hora e do portal GZH, de Porto Alegre.