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Quinta Descida: o Tic-Tac-Toe do hockey

Tic_Tac_ToeIt's time for the good old hockey game! Sim, hoje é dia de hockey (bebê)! Depois de um longo tempo sem falar do jogo dos patins, pucks e sticks, voltamos a tratar daquele que é considerado um dos jogos mais difíceis de se praticar, mas também um dos mais plásticos e viris.

Antes de começar, um pedido de desculpas voltados aos fãs do baseball. Sim, sabemos que estamos em falta com vocês, mas com a volta da temporada, prometo que irei escrever mais colunas sobre o passatempo favorito dos americanos.

Agora, com hockey. Umas das grandes reclamações do público que começa no esporte recai sobre a velocidade do jogo e o tamanho do puck. O jogo é muito rápido para acompanhar um pontinho minúsculo correndo pela televisão, e muitas vezes um gol sai e o espectador não consegue comemorar direito pois não entendeu a jogada. Pois bem, no Quinta Descida de hoje, iremos falar um pouco do Tic-Tac-Toe (jogo da velha, em português), a jogada de rápida troca de passes feitas para envolver o adversário e tirar o goleiro da jogada. São essas que, muitas vezes aquele que está começando a ver o esporte não consegue entender, então o objetivo aqui é treinar um pouco do olhar e da percepção sobre as rápidas trocas de passe e mostrar a todos o quão incrível o hockey pode ser.

A primeira jogada escolhida aconteceu no última dia 11 de janeiro, em partida que o Chicago Blackhawks recebeu o Vancouver Canucks, que venceu por 5 a 4. O lance em questão foi o gol de empate dos visitantes quando jogo ainda estava 1 a 0.

Patrick Sharp tentou puxar rápida transição, porém perdeu o puck, recuperado por Radim Vrbata, que deixou o time de Vancouver em situação de três jogadores contra apenas um dos Blackhawks. Os jogadores dos Canucks logo se posicionaram em posição de triângulo, justamente para todos na jogada terem duas opções de passe, e não deixarem que um jogador fica cara a cara com o único defensor de Chicago na jogada, Johnny Oduya. O camisa 27 dos Blackhawks por sua vez, manteve certa distância dos jogadores dos Canucks para tentar cortar a linha de passe, e para não arriscar ser driblado e perder a jogada por completo, mesmo precavido, ele nada pôde fazer.

canucks

Vrbata tocou para Chris Riggins, a sua esquerda, que rapidamente tocou para Linden Vey completar para o gol. Corey Crawford, goalie dos Blackhawks estava se recuperando na jogada quando puck foi atirado.

 

O outro lance aconteceu nos últimos playoffs em confronto entre Colorado Avalanche e Minnesota Wild. O jogo estava 2 a 1 para o Avalanche, que estava nos últimos segundo de power play, o Wild tentou um contra ataque short-handed, que não deu certo, dando espaço para transição rápida do Avalanche.

No ataque, Nathan MacKinnon recebeu pelo lado esquerdo do gelo, fugiu de um marcador, e foi acompanhado pelo segundo até quase a parte de trás do gol, e tocou no último momento para Paul Stastny.

Enquanto MacKinnon avançava pela esquerda, seus outros dois companheiro de ataque faziam um movimentação interessante. Paul Stastny é left winger, enquanto Gabriel Landeskog é um central, porém na jogada, os dois trocaram de posição. Stastny se apresentou para receber o passe de MacKinnon, enquanto Landeskog ficou a frente do goleiro. Normalmente as posições seriam trocadas, o winger é, em situações normais, quem recebe o puck para desviar ou somente colocá-lo para dentro, porém o time do Colorado aproveitou que o Wild ainda estava voltando a se posicionar após o power play, para embaralhar mais a cabeça dos defensores e marcar esse lindo gol de Tic-Tac-Toe.

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