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Quatro times ainda estão na disputa pela Stanley Cup

 

Crédito: Divulgação

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Menos de um mês para o final da temporada 2013-14 da NHL. Agora, só restam quatro times na disputa da Stanley Cup: Chicago Blackhawks, Los Angeles Kings, Montreal Canadiens e New York Rangers. Os Hawks buscam a segunda Stanley Cup seguida; os Kings a segunda em três anos; os Habs o primeiro título em 21 anos; os Rangers o primeiro título em 20 anos. Se o oeste vem tendo um tremendo sucesso nas últimas temporadas, os times do leste querem, mais do que tudo, brecar essa hegemonia ainda neste ano. E quando falamos de Stanley Cup Finals, tudo pode acontecer.

Blackhawks e Kings reeditam a final da conferência oeste da temporada passada, quando Chicago bateu LA por 4-1, contando com um gol de Patrick Kane no double overtime para vencer a série. Os futuros campeões conseguiram solucionar Jonathan Quick como nenhum outro time, e terão de fazer isso de novo nestas finais de conferência. Mas acima de solucionar Quick, os Blackhawks tinham um time melhor, mais completo.

Chicago dominou o jogo 1 e manteve a invencibilidade no United Center nesta pós temporada com uma vitória por 3-1. Brandon Saad, Duncan Keith e Jonathan Toews marcaram para os Hawks, enquanto Tyler Toffoli fez o de honra dos Kings. Houve poucas mudanças da equipe que levantou o troféu na temporada passada para esta. A adição de Kris Versteeg vem se provando pouco eficiente, já que o winger tem apenas três pontos em dez jogos de pós temporada. Toews, Kane, Hossa, Keith e Seabrook continuam liderando o time, que tem tudo para fazer a dobradinha de Stanley Cups.

Então, por que acreditar em Los Angeles? Dos quatro times que ainda estão vivos, é a equipe que mais mudou comparada a última temporada. Marian Gaborik vem provando ser a melhor aquisição na trade deadline, com 15 pontos em 15 jogos de playoffs, incluindo 9 gols. Tanner Pearson, Tyler Toffoli e Jake Muzzin evoluíram bastante e cavaram seus espaços no lineup do time, diferente do ano passado, quando transitaram bastante entre AHL e NHL. Além de Anze Kopitar, líder de pontos na pós temporada com 19, e Jonathan Quick, com atuações bastante questionáveis na primeira rodada, mas extremamente consistente na segunda. Mike Richards e Dustin Brown, diferentemente de 2012 quando dominavam o gelo, vêm tendo temporadas bastante abaixo do esperado. Se ambos acordarem, darão ainda mais gás para os Kings. E eles bem que poderiam usar a ajuda dos dois.

Apostar majoritariamente em seu goleiro e em rookies pode ser perigoso para LA contra um time experiente como o dos Hawks. Crawford está tão consistente quanto ano passado, assim como Toews e Kane. Os Kings contarão com atuações brilhantes de Quick, mas precisam marcar mais de um gol por partida se quiserem vencer o confronto.

A expectativa para o duelo entre New York Rangers e Montreal Canadiens era imensa. O único time canadense ainda vivo desbancara o vencedor do President’s Trophy, Boston Bruins, em sete jogos eletrizantes. Os Rangers anularam Crosby e marcaram gols em Fleury como bem entenderam nos últimos três jogos da segunda rodada. Os dois são, discutivelmente, os mais rápidos da liga, com um forte jogo físico e também habilidoso. O leste teria uma final de dois coadjuvantes, mas que fizeram de tudo para chegar onde chegaram.

Henrik Lundqvist vem sendo o que se espera do mesmo: uma parede. Impenetrável, principalmente psicologicamente. Carey Price foi o melhor jogador dos Habs contra os Bruins e durante toda a temporada. Os catalisadores da série estavam definidos antes mesmo de ela começar: Lundqvist contra Price. Em fevereiro, ambos se enfrentaram na final das Olímpiadas, quando o Canadá bateu a Suécia por 3-0 e levou a medalha de ouro. Desta vez, Henrik Lundqvist é quem sairá sorrindo. E isso já está definido antes mesmo do jogo 3 acontecer.

No sábado, dia 17, Montreal parou para assistir e torcer por sua equipe como nunca. Em todos os canais de esportes, análises e discussões eram feitas do quão equilibrada seria a final do leste. Mas no final do jogo, uma depressão tomou a cidade canadense, após os Canadiens serem humilhados pelos Rangers em pleno Bell Center, perdendo por 7-2. Para piorar a situação, Carey Price não terminou o jogo, dando lugar a Peter Budaj. Após o jogo, o técnico Michel Therrien disse que não tirou Price por conta de lesão. Na manhã seguinte, foi aos microfones confirmando sua mentira, a que todos esperavam: Price sofreu uma lesão no joelho direito após um choque com Chris Kreider no jogo 1, e estaria fora de combate pelo resto da série. Montreal perdia o seu catalisador.

Para o jogo 2, Therrien chamou Dustin Tokarski da AHL e deu a ele a missão de começar a partida como titular. Ao ser anunciado dentro da arena, os fãs vibraram e o acolheram como se ele fosse tão importante quanto Carey Price. E, de fato, era. O goleiro titular do Montreal Canadiens, em uma final de conferência do leste. Para um goleiro de 24 anos que estreava em playoffs, a pressão só não era maior por não valer a Stanley Cup.

Tokarski fez um bom trabalho, mas o catalisador dos Rangers ainda estava sólido como uma pedra. Confiante, calmo e capaz de defender 40 tiros em uma só partida, Henrik Lundqvist venceu o jogo 2 para New York, com o placar final de 3-1. As duas partidas da série serão disputadas no Madison Square Garden, e os Rangers terão a chance de terminar o confronto com uma varrida. Sem Price, parece ser o destino mais provável dos bravos Habs, que vem fazendo uma temporada memorável.

Rick Nash finalmente quebrou sua seca e já tem dois gols na série, seus únicos gols em toda pós temporada. Martin St Louis, mesmo com o falecimento de sua mãe, continua jogando como sempre jogou: com muito coração e determinação, que compensam seu tamanho abaixo da média. Ele lidera os Rangers em ponto junto com Mats Zuccarello, ambos com 11 pontos em 16 jogos. O retorno de Alex Galchenyuk para os Habs é importante, mas não vital o suficiente para suprir a falta que Price faz no gol.

Até a coluna da próxima semana, ambas as séries estarão bem encaminhadas, talvez até terminadas. Com surpresas ou sem surpresas, uma certeza todos temos: serão confrontos fantásticos.

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