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Los Angeles Kings ganha a segunda Stanley Cup em três anos

Crédito: Divulgação

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Se o Los Angeles Kings fez história ao vencer a Stanley Cup em 2012 com uma trajetória fácil, perdendo apenas quatro jogos ao mesmo tempo em que venceram 16, o Los Angeles Kings de 2014 fez  teve uma trajetória difícil até a conquista da Stanley Cup. Foi esse o discurso do capitão Dustin Brown entrando nas finais contra o New York Rangers, após vencerem as três séries anteriores todas em sete partidas. Mal ele sabia que, justamente a série que deveria ser a mais difícil, seria a mais fácil da campanha.

Los Angeles venceu as três primeiras partidas com méritos, mas sem muita autoridade. Na quarta partida, o time californiano perdeu para os nova-iorquinos, mas no quinto confronto deu Kings, fechando a série em 4 a 1. O principal trunfo dos californianos não está em uma estratégia em específico, nos special teams ou em um jogador que está arrebentando. E sim, na frustração.

Entrando na série, New York depositou todas as suas esperanças em Henrik Lundqvist. LA levava vantagem em todos os outros aspectos do jogo, com center melhores, terceiras e quartas linhas mais eficientes, um jogo físico imponente e o melhor defensor da liga na atualidade: Drew Doughty. O que os Kings fizeram? Se aproveitaram de todos esses atributos e frustraram o catalizador dos Rangers, o suficiente para vencer todos os três jogos disputados até então.

“A sensação que eu tenho é que poderíamos ter vencido dois desses três jogos, mas eles conseguiram roubá-los de nós”, disse King Henrik após a terceira partida da série, vencida por 3-0 pelos Kings. Nos dois primeiros jogos, dois jogos decididos no OT. E é por ai que começamos a analisar a frustração do sueco, vulgo melhor goleiro do mundo.

Os Rangers não poderiam começar a série de maneira melhor. Benoit Pouliot e Carl Hagelin, que fez um primeiro jogo sensacional, marcaram ainda no primeiro período para dar uma liderança de 2-0 para NY. Os Kings empataram no segundo período com um gol ainda mais sensacional que a partida de Hagelin de Drew Doughty. No OT, Dan Girardi comete um turnover na zona defensiva que deixa Justin Williams livre na slot, cara a cara com Lundqvist, dando poucas chances para o goleiro fazer a defesa. O jogo um foi para LA por culpa de Girardi, e não Lundqvist. Mas ele se frustra por fazer uma ótima partida mas não conseguir vencer o jogo, no final das contas.

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Se esperávamos um jogo dois como o primeiro com poucos gols, se surpreendeu aquele que chegou em casa após a partida e viu na internet que os Kings haviam vencido por incríveis 5-4, também no overtime. Os Rangers abriram 2-0, 3-1 e 4-2 no placar. Entrar no terceiro período com uma vantagem de dois gols e com Lundqvist jogando bem deveria ser o suficiente para vencer a partida. Louco aquele que apostaria que os Kings virariam o jogo.

Eis que a frustração de Lundqvist atingiu um nível ainda não visto nestes playoffs. No terceiro gol dos Kings, Dwight King esbarrou no goleiro, causando uma ira considerável no sueco ao não ver uma penalidade de interferência ser marcada, e o gol permitido. Gaborik empatou, e na segunda prorrogação, Dustin Brown desviou um tiro de Willie Mitchell para vencer o jogo. Henrik parou 39 tiros, mas não foi o suficiente para dar a vitória para New York.

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O terceiro, e possivelmente jogo definitivo, foi vencido não pelos Kings, mas por Jonathan Quick. A batalha de goleiros favorecia New York antes de a série começar, mas Quick nos provou o contrário. Parando todos os 32 tiros que enfrentou, o americano foi impecável. Lundqvist, pelo contrário, enfrentou apenas 15 tiros, permitindo três gols. Uma atuação defensiva exemplar de LA, aproveitando chances pontuais no ataque. Henrik deveria ser capaz de parar 15 tiros. Mas não foi.

A quarta partida foi bem dura e terminou com os Rangers vencendo pelo placar magro de 2 a 1. Lundqvist fechou o gol, 40 defesas em 41 tiros na direção do gol de New York.

Já a quinta e decisiva partida só foi decidida na segunda prorrogação. Alec Martinez, defensor dos Kings,  foi o autor do gol que selou a conquista. Martinez recuperou o disco na defesa e iniciou a troca de passes que resultou no chute de Tyler Toffoli, cujo rebote foi muito bem aproveitado por Martinez que só empurrou o puck para o gol de Lundqvist. E mais uma vez a franquia de Los Angeles não venceu com méritos, mas com uma confiança inabalável. San Jose Sharks, Anaheim Ducks, Chicago Blackhawks e New York Rangers foram sufocados pela convicção e firmeza do campeão da Stanley Cup de 2014: Los Angeles Kings.

 

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