NHL

Draft e free agency remodelam a NHL – Parte 3

Ottawa Senators

Os Sens chamaram atenção nas últimas duas offseasons por protagonizarem duas grandes trocas: a que trouxe Bobby Ryan para Ottawa e a que mandou Jason Spezza para Dallas. Ao trocarem o seu capitão para os Stars, os Sens tinham suas mãos parcialmente atadas pelo no movement clause no contrato de Spezza, o que limitou o raio de times que ele aceitaria ser trocado. Acreditava-se que os Predators tinham feito uma oferta substancial e boa o suficiente para que os Sens aceitassem, mas Spezza vetou a troca. Então, Dallas, que é uma das equipes que ele aceitaria ser trocado, ofereceu Alex Chiasson, Alex Guptill, Nicholas Paul e uma escolha de 2ª rodada do draft de 2015. Negócio feito. Ottawa consegue um ótimo power forward que ainda está evoluindo em Chiasson, e dois bons prospects. Compara à troca de Kesler, os Sens não conseguiram um retorno bom o suficiente. Mas é aceitável. Para substituir o buraco deixado por Spezza, assinaram David Legwand na free agency por dois anos, $3M por temporada, e renovaram com Milan Michalek, que passou as últimas cinco temporadas com o time canadense, por três anos, $4M por temporada. No draft, por parte da negociação que trouxe Ryan para Ottawa, os Sens mandaram sua escolha de primeira rodada para Anaheim, que se transformou na 10ª geral. Com suas escolhas de segunda e terceira rodadas, não selecionaram nenhum nome que chama atenção. Ainda tem que assinar o goleiro Robin Lehner, que acredita ser capaz de assumir a titularidade do time, enquanto os Sens não querem dar um contrato deste tipo para o sueco.

Draft: Ruim

Offseason: Mediano

Philadelphia Flyers

Philadelphia é outro time engraçado. Com Ron Hextall como seu novo General Manager, o primeiro movimento dele foi trocar Scott Hartnell por RJ Umberger e uma escolha de 4ª rodada do draft do ano que vem. Uma péssima troca para Philly. Hartnell é um excelente powerforward, que briga, marca gols e sabe jogar defesa, enquanto Umberger não tem uma temporada decente desde 2010, ainda carregando um contrato de três anos, $4.6M por temporada. Agora os Flyers tem $9.1M de cap comprometido em Umberger e Lecavalier, o que é simplesmente terrível para um time que quer ser jovem e brigar por títulos nos próximos anos com Giroux, Voracek, Simmonds e Schenn. Renovaram com Kimmo Timonen por mais um ano e assinaram Nick Schultz, o que solidifica a defesa do time. Porém, olhando para a defesa de Philly no papel, com os contratos enormes de Streit e MacDonald, se percebe o quão mal administrado o time é. E Hextall parece que não veio para limpar a sujeira que Holmgren fez, e sim para completa-la. Sediando o draft na sua cidade, Philadelphia era um time que estava no páreo pela primeira escolha geral dos Panthers, mas não fizeram uma oferta boa o suficiente para Florida aceitar. Com a 17ª escolha geral, selecionaram o defensor Travis Sanheim, que cresceu muito no último semestre que jogou nas Juniors. Uma escolha interessante foi a feita na 5ª rodada, quando selecionaram o sueco Oskar Lindblom. Despretensioso, mas bem feito. É difícil de se imaginar os Flyers indo longe com tantos contratos mal administrados, mas ainda é uma equipe capaz de chegar aos playoffs. Ainda tem que assinar Erik Gustafsson, que é um RFA.

Draft: Bom

Offseason: Ruim

Pittsburgh Penguins

Outro time com sérios problemas de espaço na folha salarial, os Penguins deixaram nomes importantes de seu time ir para outras equipes, apostando majoritariamente em seus prospects para assumirem papeis mais importantes nesta próxima temporada. Agora com Jim Rutherford como seu novo GM e Mike Johnston como novo técnico, a equipe entrará na temporada com uma perspectiva diferente daquela que os tiraram dos playoffs apenas na segunda rodada contra os Rangers. O primeiro movimento de Rutherford, no dia do draft, foi trocar James Neal para Nashville por Patric Hornqvist e Nick Spaling. A troca dá mais corpo ao elenco dos Pens, mas eles perdem o principal parceiro de Evgeny Malkin que é capaz de marcar 30, 40 gols em uma temporada. Além de Neal, Jussi Jokinen assinou com os Panthers, ou seja, Malkin jogará com dois wingers diferentes nesta temporada.  Os defensores Matt Niskanen e Brooks Orpik foram ambos para Washington em contratos extremamente caros e longos. Pittsburgh fez certo ao deixar ambos irem, dando oportunidade para Olli Maatta e Derrick Pouliot subirem no lineup do time. Para dizer que Pittsburgh não fez nada para substituir os defensores, eles assinaram Christian Ehrhoff para um contrato de um ano, que vale $4M, muito melhor do que Niskanen e Orpik por $11.25M combinados. Ehrhoff é excelente no power play e capaz de jogar contra as linhas adversárias mais difíceis, podendo jogar ao lado de Paul Martin ou Kris Letang. Para suprir a perda de Gibbons, Vitale, Conner e Engelland, que deixaram o time no dia 1º, contrataram Steve Downie, Blake Comeau, Tanner Glass e renovaram com Marcel Goc, além de trazerem o competente Thomas Greiss para ser o backup de Fleury. No draft, com a 22ª escolha geral, selecionaram o excelente Kasperi Kapanen, listado como o melhor prospect internacional antes do draft, que foi caindo até a seleção dos Pens. Esta pode ser a melhor escolha do draft fora do top 5, já que Kapanen tem grande potencial e jogará ao lado de Crosby e Malkin nos próximos anos. Ainda precisa se desenvolver, mas não está muito longe da NHL. Só por Kapanen, o draft de Pittsburgh já valeu a pena. Ainda tem que assinar Brandon Sutter, Nick Spaling e Simon Despres, todos RFA.

Draft: Bom

Offseason: Bom

San Jose Sharks

As principais notícias envolvendo os Sharks não se tornaram fatos. Joe Thornton e Patrick Marleau assinaram renovações de contrato durante a última temporada para ficar em San Jose por mais três anos, ambos por preços abaixo do que o mercado os ofereceria. Os dois também têm mais de 34 anos, o que difere com o plano dos Sharks de fazer uma renovação no elenco. Eis que começaram as especulações de que Thornton e Marleau poderiam ser trocados. Porém, ambos possuem no movement clauses em seus contratos, o que lhes dá o direito de vetar uma eventual troca. Por enquanto, eles ficam em San Jose. Partindo para o que aconteceu de verdade, os Sharks decidiram não renovar com Dan Boyle como parte de sua renovação e rescindiram o contrato de Martin Havlat. Renovaram com Tommy Wingels, James Sheppard, Scott Hannan e Jason Demers, que se tornariam free agents. No draft, trocaram sua escolha de primeira rodada, a 20ª geral, para Chicago, pela 27ª e 62ª escolhas gerais. Com a 27ª, selecionaram o russo Nikolay Goldobin, que não é lá uma escolha muito segura. Selecionaram outras quatro vezes nas segunda e terceira rodadas, o que fortalece um grupo fraco de prospects. Sem chamar a atenção, os Sharks entram na temporada 2014-15 com um time bem parecido da 2013-14, o que não é uma coisa ruim, mas que ainda é capaz de ser eliminado na primeira rodada dos playoffs por um time como os Kings ou Ducks, que melhoraram nesta offseason, enquanto San Jose ficou parado no tempo.

Draft: Mediano

Offseason: Mediano

St Louis Blues

Tendo ótimas temporadas na NHL recentemente, os Blues entraram na offseason procurando melhorarem ainda mais para darem o próximo passo nos playoffs, já que durante a temporada regular, eles dão conta do recado. Após serem derrotados por Chicago na 1ª rodada da pós temporada, St Louis identificou a necessidade de melhorar a posição de centers do time, o que foi devidamente ajustado. Assinaram o free agente Paul Stastny, melhor center disponível, para um contrato de quatro anos, $7M por temporada. Stastny ajudará muito o time ofensivamente, dando muitas possibilidades para Ken Hitchcock formar o lineup da equipe. Stastny pode jogar ao lado de Steen e Backes, TJ Oshie e Tarasenko, como o segundo center atrás de Backes…as opções são muitas, e nenhuma é exatamente ruim. Perderam Vladimir Sobotka para a KHL, mas o substituíram com o ótimo Jori Lehtera, finlandês que jogava em sua terra natal, renovando também com Steve Ott, o que torna o lineup do time completo apesar da ausência de Sobotka. Entrando na temporada, começarão com Brian Elliott e Jake Allen no gol, após o plano com Ryan Miller ter ido por água abaixo. No draft, com a 21ª escolha geral, selecionaram o center Robby Fabbri, MVP dos playoffs da última temporada da OHL. Fabbri é clutch, tem ótimas habilidades ofensivas e capacidade de ser um top 6 forward no futuro. Na segunda rodada, com a 33ª escolha geral que obtiveram na troca que enviou David Perron para Edmonton, selecionaram o russo Ivan Barbashev, ótimo líder que poderia ter ido na primeira rodada. Ainda selecionaram o winger Maxim Letunov na segunda rodada, o defensor Jake Walman na terceira e Ville Husso na quarta, que é um ótimo goleiro finlandês. Se o time trocou seus melhores prospects nos últimos anos a fim de melhorarem imediatamente, o draft de 2014 reestocou a franquia pelos próximos anos. Ainda tem que assinar Jaden Schwartz, que teve sua primeira ótima temporada na NHL e merece um aumento.

Draft: Ótimo

Offseason: Bom

Tampa Bay Lightning

Jovens e já brigando pau a pau com os melhores da NHL, os Lightning melhoraram ainda mais nesta offseason. Parece que eles nunca estiveram tão prontos para ir mais longe nos playoffs nestes últimos anos, e grande parte deste sucesso se deve ao GM da franquia, Steve Yzerman. Antes da free agency, Tampa trocou sua escolha de segunda rodada, a 50ª geral, para Vancouver por Jason Garrison, defensor sólido, que tem um ótimo tiro e ajudará o power play dos Bolts, ao mesmo tempo que sabe jogar muito bem na defesa e tem um salário bastante aceitável para os padrões atuais. O preço da troca foi justo, já que a escolha foi usada em Roland McKeown, defensor que tem potencial de ser um jogador como Garrison um dia. Já que estamos falando de prospects, Tampa selecionou no draft deste ano, com a 19ª escolha geral, o defensor Anthony DeAngelo. DeAngelo era o melhor defensor ofensivo deste draft, anotando 71 pontos em 51 jogos na última temporada, mas com sérios problemas de disciplina, sendo suspenso três vezes, uma delas pelo próprio time que atuava, o Sarnia Sting. Apesar de sua falta de maturidade tem grande potencial, o que levou Tampa a seleciona-lo em uma posição bastante alta. Tinham a 28ª escolha geral adquirida na troca que mandou St Louis para NY, mas a trocaram pelas 35ª e 57ª escolhas dos Isles, usando-as em dois defensores. Com a 79ª escolha geral, selecionaram Brayden Point, jogador, discutivelmente, mais talentoso da classe. Um analista disse: “Não se surpreenda se Point se tornar o melhor jogador de todo o draft de 2014 em alguns anos”. O porquê de ele ser selecionado apenas na 3ª rodada? Tamanho. Mas a aposta é muitíssimo bem feita pelos Lightning. Fora do draft, renovaram com Ryan Callahan, Richard Panik, Bret Connolly, Andrej Sustr e Ondrej Palat e Tyler Johnson, dois candidatos ao Calder que receberam contratos idênticos. A esse grupo, adicionaram Anton Stralman, Bryan Boyle, Brenden Morrow e Evgeni Nabokov na free agency. Stralman solidifica muito o top 4 do time na defesa, sendo potencialmente o par de Garrison. Com Hedman, Carle, Gudas e Brewer, o sistema defensivo de Tampa não é mais um ponto fraco da equipe. Boyle e Morrow serão ótimos para o bottom 6 do time, sendo bons matadores de penalidades e capazes de cumprir suas funções. Nabokov trás experiência no gol e será o backup para Bishop, podendo ajudar muito no desenvolvimento do americano. O melhor reforço do time, no entanto, vem das ligas juniores: Jonathan Drouin está pronto e jogará com o time nesta temporada. Um candidato instantâneo para o Calder, Drouin é um dos melhores prospects dos últimos anos, senão do século XXI. Competirá por um lugar no top 6, talvez até ao lado de Stamkos. Tampa vem bastante reforçado para essa temporada, e brigará muito bem pelo título do Atlântico.

Draft: Bom

Offseason: Bom

Toronto Maple Leafs

O time com os fãs mais fanáticos e exigentes da liga pode estar em maus lençóis para esta próxima temporada. Já ficando de fora dos playoffs no ano passado, não é aceitável que Toronto não se classifique por uma segunda temporada consecutiva. E eles não parecem estar no caminho certo. O time é confuso, começando pelas renovações que fizeram durante a temporada. Phil Kessel por oito anos, $8M por é aceitável, já que ele é um dos melhores pontuadores do jogo. Dion Phaneuf por sete anos, $7M por, não é. Phaneuf é muito mais valorizado do que deveria, simplesmente por não ser um defensor tão bom quanto os outros que tem um salário de $7M. Na free agency, assinaram Leo Komarov por quatro anos, o que é um bom reforço para a terceira linha do time, e Mike Santorelli por um ano, que trás flexibilidade na posição de center. Para compensar esses bons reforços, assinaram Stephane Robidas, de 37 anos, para um contrato de TRÊS anos, vindo de uma temporada em que ele jogou apenas 38 jogos por quebrar a perna duas vezes. Robidas é um bom defensor, mas não é mais o mesmo de quatro anos atrás, quando era capaz de jogar 82 jogos. Um baita risco dar três anos de contrato para um jogador que teve sérios problemas de lesão em sua carreira. Ainda renovaram com Cody Franson por um ano, Peter Holland por dois, Troy Bodie por um. Deixaram ir para free agency Jay McClement, Nikolai Kulemin, Mason Raymond e Dave Bolland. Eles ainda não tem um center número um e nem uma defesa confiável, sendo Phaneuf o melhor defensor. Esse time que entra na temporada 14-15 é melhor que o da 13-14? A resposta à primeira vista é não. No draft, com a 8ª escolha geral, selecionaram o sueco William Nylander. Gosto muito de Nylander. O garoto é puro ataque, mas precisa melhorar muito seu jogo defensivo e ser um pouco menos egoísta com o puck, o que pode vetar sua vida na liga. Mas se ele atingir todo o seu potencial, será um dos melhores pontuadores da NHL no futuro, já que tem habilidades invejáveis. Deve estar pronto em três, quatro anos. Ainda tem que assinar Jake Gardiner e James Reimer, ambos RFA.

Draft: Mediano

Offseason: Ruim

Vancouver Canucks

Não é exagero dizer que os Canucks foram o centro das atenções nesta offseason. O time demitiu Mike Gillis, ex GM e Presidente da equipe para contratar Trevor Linden como Presidente e Jim Benning como GM, ao mesmo tempo em que trocaram o rancoroso John Tortorella por Willie Desjardins, técnico que venceu o título da AHL com o Texas Stars. E Linden e Benning não perderam tempo para deixarem suas marcas na franquia que fracassou na última temporada. Ryan Kesler pediu para ser trocado na trade deadline da última temporada, mas Gillis não teve êxito em achar um retorno bom o suficiente pelo americano. Com a chegada de Benning, o desejo de Kesler ainda persistia: deixar Vancouver, que era um time em reconstrução, para um concorrente imediato pela Stanley Cup. A lista de times que ele estaria disposto a ir, já que tinha um no trade clause em seu contrato, era bastante restrita: Anaheim ou Chicago. Sem mais, nem menos. É fato que, se Benning tivesse mais times para trabalhar uma troca, ele teria um retorno melhor, mas isso quem decidia era Kesler. Junto à Anaheim, veio a troca que trouxe Nick Bonino, Lucas Sbisa e a 24ª escolha geral do draft de 2014 para os Canuck. Bonino é um bom segunda linha que substitui Kesler imediatamente, além de ter um contrato excelente de apenas $1.9M pelos próximos três anos. Sbisa tem potencial de ser um bom defensor de top 4. Com as mãos atadas, Benning fez um ótimo negócio para Vancouver. Em seguida, mandaram Jason Garrison para Tampa Bay em troca da 50ª escolha geral do draft. A 50ª escolha foi então trocada para Los Angeles por Linden Vey, bom prospect que está pronto para a NHL, só não tinha o espaço necessário para jogar com um time tão cheio dos Kings. Os Canucks têm muitos defensores bons, e trocaram um deles por um jovem de 23 anos ao mesmo tempo em que abriram quatro milhões na folha salarial. A última troca foi com o New York Rangers, que mandou Derek Dorsett por uma escolha de terceira rodada do draft. Dorsett solidifica muito a quarta linha do time, tendo um papel importante na campanha dos Rangers que chegaram nas finais da Stanley Cup. Mas calma, isso foi só o começo da offseason dos Canucks. Renovaram com Chris Tanev e Zack Kassian. Tanev por um ano, $2M, Kassian por dois anos, $1.75M por. Ambos ótimos contratos. Com o espaço aberto no cap pelas trocas de Kesler e Garrison, ainda assinaram Ryan Miller, melhor goleiro da free agency que pode voltar à sua forma de Vezina em um time sem grandes expectativas pelos próximos anos, e Radim Vrbata, top 6 forward que deverá jogar com os Sedins. O melhor de ambos os negócios são os termos: três anos para Miller, dois para Vrbata. Ambos já têm mais de 33 anos e não se encaixam em Vancouver a longo prazo, e Benning conseguiu ambos sem comprometer o desenvolvimento dos seus prospects, que precisarão da vaga dos dois nos próximos anos. No draft, com a 6ª escolha geral, selecionaram o winger Jake Virtanen, jogador físico, forte e que sabe marcar gols com um tiro que poucos possuem. Se encaixa bem na nova filosofia de Vancouver continuar com jogadores talentosos, mas mais físicos e duros de se jogar contra. Com a 24ª escolha adquirida de Anaheim na troca por Kesler, selecionaram Jared McCann, ótimo center que joga muito bem em todas as zonas do gelo e que poderia ter ido muito mais alto no draft. Com a 36ª escolha, selecionaram o goleiro mais bem ranqueado pela NHL, Thatcher Demko, que pode ser o novo Cory Schneider dos Canucks. Por último, com a 66ª escolha, selecionaram o russo Nikita Tryamkin, defensor de dois metros que modela o seu jogo em Zdeno Chara. Em um só draft, os Canucks conseguiram dois ótimos forwards, um goleiro que tem o potencial para ser uma estrela na liga e um defensor que pode ser o Chara de Vancouver. Foi a offseason mais movimentada dos Canucks, mas uma que remodelou o time e os colocaram na direção certa para voltarem a ter sucesso no futuro, quem sabe até nas próximas temporadas.

Draft: Ótimo

Offseason: Ótimo

Washington Capitals

Com um dos melhores jogadores da liga em Alex Ovechkin, outra estrela em Nicklas Backstrom e uma futura estrela em Evgeny Kuznetsov, o foco dos Capitals parecia estar em melhorar a defesa. Mas eles levaram essa ideia um pouco a sério demais. Com espaço no cap, assinaram os ex Penguins Matt Niskanen e Brooks Orpik para contratos que juntos valem $68 milhões de dólares. O contrato de Niskanen é de sete anos, máximo permitido na free agency, $5.75M por temporada, enquanto o de Orpik é de cinco anos, $5.5M por. Niskanen sempre foi um bom defensor até que sua produção de pontos subiu consideravelmente na última temporada, em sua maioria por jogar no mesmo power play que Crosby e Malkin enquanto Letang estava lesionado. Repito, foi só UMA boa temporada. Não que sua produção de pontos vá diminuir, afinal, ele jogará em um power play com Ovechkin e Backstrom, o que é tão bom quanto o de Pittsburgh. Já Orpik é outra história. Com 33 anos e seu jogo apenas piorando, ele é um defensor exclusivamente defensivo. É bastante seguro, mas não trás nada de ataque em seu jogo. Como exemplo, em 19 jogos pela seleção dos EUA, marcou 0 pontos. Seu máximo em uma temporada na NHL foi 25, em 2009-10. $5.5M por um defensor que só sabe jogar em sua própria zona, que terá 38 anos quando seu contrato terminar e consequentemente menos velocidade, não vale esse dinheiro. É o típico contrato que será rescindido daqui a três anos. Ajuda os Caps imediatamente, mas no futuro será um problema. No draft, com a 13ª escolha geral, selecionaram o tcheco Jakub Vrána, winger que tem muito potencial ofensivo e junto com Andre Burakovsky ajudará o time em alguns anos. Com a 39ª escolha geral, selecionaram o goleiro Vitek Vanecek, uma posição que os Caps não são tão fundos assim. Do time que ficou fora dos playoffs na última temporada para esse que entra em 2014-15, os Caps parecem melhores, principalmente com a ótima contratação de Barry Trotz como novo técnico. O longo termo, no entanto, não parece importar muito para Washington.

Draft: Bom

Offseason: Mediano

Winnipeg Jets

Winnipeg é um time simpático. Pode não ter os jogadores mais simpáticos do mundo, mas tem uma filosofia de trabalho e ótima estratégia no draft que me agrada bastante. É um time que está em processo de desenvolvimento, não vai ganhar muita coisa hoje. Mas em alguns anos, estará bastante pronto. Cheio de talento em todas as posições, a classe foi melhorada ainda mais com as adições no draft de 2014. Com a 9ª escolha geral, selecionaram o dinamarquês Nikolaj Ehlers, que assim como Nylander, é puro talento ofensivo, mas tem ainda mais potencial que Nylander. Ehlers anotou 104 pontos em 63 jogos pelo Halifax Mooseheads, mesmo time de Jonathan Drouin, mas jogando a maioria do seu tempo em uma linha diferente de Drouin. Diferente de Nylander, o dinamarquês é mais completo, sabendo jogar em ambas as zonas do gelo e fazendo os jogadores ao seu redor melhores. Com a 69ª escolha, selecionaram o defensor Jack Glover, que pode se tornar um excelente roubo na terceira rodada. Glover é físico e patina muito bem, podendo se tornar um ótimo parceiro para o também americano Jacob Trouba no futuro. Com a 99ª escolha, selecionaram Chase De Leo, center com um ótimo passe, rápido e com bom senso de hockey. Assim como Glover, poderia ter ido mais cedo no draft, e Winnipeg fez muito bem ao seleciona-lo na quarta rodada. Com Scheifele e Trouba já jogando na NHL e Nic Petan, Nik Ehlers, Josh Morrissey e Jack Glover melhorando, os Jets terão um ótimo lineup em um futuro próximo. Isso sem contar que Evander Kane, Bryan Little e Blake Wheeler, primeira linha do time, tem 22, 26 e 27 anos, respectivamente. Para ajudar esse grupo, assinaram Mathieu Perreault para um contrato de três anos, $3M por temporada. O ex Duck será um excelente center para a terceira linha do time, atrás de Little e Scheifele. Além de Perreault, renovaram com Chris Thorburn. Sem pressa para ganhar, os Jets vão preparando seu time para ser uma grande potência em alguns anos. E estão fazendo isso da maneira correta. Ainda tem que assinar Michael Frolik, que é um RFA.

Draft: Ótimo

Offseason: Mediano

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