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Ataque e juventude contra defesa e experiência: o excelente duelo pela Stanley Cup

Instagram/Reprodução)

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A esta altura dos playoffs da temporada passada, Chicago Blackhawks e Tampa Bay Lightning já estavam de vestiários limpos, barbas feitas e prontos para começar a pré-temporada almejando alcançar um sucesso maior no ano que vem. E justamente um ano depois, ambos estão na posição desejada. Recuperados de fracassos significativos, os Hawks voltam às finais da Stanley Cup após serem derrotados pelo Los Angeles Kings, enquanto o Lightning havia sido varrido pelos Canadiens.

O retorno de Chicago pouco impressiona e apenas confirma o nível altíssimo que a franquia está, quase formando uma dinastia do século XXI. É a terceira final que o time participa em seis anos, vencendo as duas anteriores. Com a base do time que levantou a taça do Lorde há dois anos intacta, os Blackhawks passaram por cima de Nashville e Minnesota antes de encararem o confronto mais difícil (até agora) destes playoffs, o Anaheim Ducks. Em sete jogos, a equipe saiu de um déficit de 3-2 para virar o confronto e avançar, novamente, para uma decisão de Stanley Cup.

Tampa Bay passou por dificuldades em todas as suas séries, mas foi esquentando conforme os playoffs se desenrolavam. Detroit em 7, Montreal em 6 e Rangers em 7. Oponentes muito complicados e que expuseram as fraquezas dos Bolts, por vezes nas falhas defensivas do time, por vezes na falta de produção ofensiva. Apesar disso, Tampa conseguiu bater todos os oponentes que encarou, minimizando suas fraquezas e se aproveitando das do adversário nos momentos decisivos.

Em um duelo de contrastes, Chicago, junto de Montreal, foi o time que menos sofreu gols na temporada regular. Tampa foi o time que mais marcou. Nos playoffs, no entanto, os números mudam. Chicago toma mais gols que Tampa, mas também marca mais gols. Ao que isso se atribui? Atuação de goleiros. Corey Crawford foi bastante irregular na primeira rodada contra Nashville, dando lugar a Scott Darling por três partidas. Desde então, não foi sacado. Mas convenhamos, ele não está nem perto do nível de Carey Price e Henrik Lunqvist. Ben Bishop, hoje, é um goleiro melhor. Mais calmo e consistente, provou ser capaz de assumir a bronca em dois jogos sete, conseguindo dois shutouts nestas mesmas partidas. Ponto para Tampa.

Os Hawks possuem uma defesa de quatro defensores, e isto não é segredo para ninguém. John Quenneville joga Duncan Keith, Brent Seabrook, Johnny Oduya e Nicklas Hjalmarsson mais de 20 minutos por jogo, todo jogo. É válido apostar que o corpo defensivo de Chicago esteja cansado chegando nas finais, mas é um dos melhores grupos da NHL, capaz de fazer tudo, incluindo parar o ataque de Tampa liderado por Steven Stamkos. Este deve ser o fator decisivo para ter sucesso na Stanley Cup.

Tampa também tem um excelente grupo defensivo. Victor Hedman se transformou em um All-Star, Anton Stralman, Braydon Coburn, Jason Garrison, Matt Carle e Andrej Sustr seguem um sistema eficiente imposto por John Cooper na zona defensiva, o que dificultará a vida dos atacantes de Chicago. Até parece fácil no papel, não? Anaheim não gostou tanto da ideia de parar Toews e Kane no jogo sete da série. Tampa tem uma equipe defensivamente melhor, mais completa e unida, mas é muito difícil parar o ataque de Chicago, para qualquer time da NHL. Por isso, ponto para Chicago.

Por último, entra um ponto importante: experiência. E isso Chicago transborda. Tampa tem um time jovem, o mais rápido de toda a liga, mas será o time capaz de fechar a série em um jogo sete, onde pressão maior, é impossível? Claro, é possível. Mas não o provável. Ponto para Chicago.

Será uma final de Stanley Cup de altíssima qualidade. O favorito é Chicago. Mas quem disse que favoritismo leva alguma coisa? Quem se sair vitorioso do confronto, terá feito por merecido.

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