NFL

Troca de Ryan Tannehill marca fim de era da esperança e decepção nos Dolphins

Ryan Tannehill, quarterback do Miami Dolphins

(Crédito: Twitter/reprodução)

Em meio a muita mediocridade, os Dolphins encerraram uma era nesta semana. Depois de sete temporadas, a franquia da Flórida optou por trocar o quarterback Ryan Tannehill, jogador que todo mundo esperava que não ficasse na equipe após o desempenho do time em 2018. A empolgação no começo do último ano e a decepção após a sova levada do Buffalo Bills que marcou o fim da temporada indicavam um pouco o que foi a passagem do atleta de 30 anos.

A equipe de Miami sempre esperou muito de Tannehill. No entanto, ele sempre foi um signal caller mediano, talvez um pouco acima da média. Um típico nome capaz de ser titular na National Football League, mas incapaz de levar um time até o Super Bowl.

Dessa forma, a oitava escolha do draft de 2012 falhou em ser o quarterback que os Fins buscam desde Dan Marino. Por outro lado, ele encerra sua passagem pela franquia do Hard Rock Stadium como integrante de um grupo de cinco QBs com mais passes para touchdown, jardas, interceptações, pass rating e jogos como titular. Além disso, começando uma partida, ele soma desempenho de 42-46, 62,8% passes completos, 20.434 jardas passadas, 123 touchdowns e 75 interceptações.

É claro que Ryan Tannehill marcou o que o Miami Dolphins foi nos últimos anos: a esperança de algo que desse certo, mas que sempre acabava decepcionando. No ano mais promissor dos sete do quarterback na Flórida, o head coach Adam Gase levou o time para os playoffs. A porrada levada do Pittsburgh Steelers foi fatal, contudo existia uma chama da mudança de cultura que poderia gerar frutos. Poderia. Nomes importantes negociados, más escolhas na offseason e um signal caller que perdeu 24 jogos em três temporadas marcaram os dois anos decepcionantes seguintes.

A nota final do agora reserva de Marcus Mariota, do Tennessee Titans (que abriu mão de uma escolha de quarta rodada!), foi a mesma da sua passagem: 0. Provavelmente em seu pior ano, Tannehill ficou com o segundo pior QBR (rating usado pela ‘ESPN’), na NFL, atrás apenas do calouro Josh Rosen. Ele ainda completou apenas 27% dos passes para, pelo menos, 20 jardas, sendo o terceiro pior no quesito à frente de Sam Darnold e Joe Flacco.

Para quem torce pelos Dolphins, agora resta a esperança – ela ainda existe? – de que Chris Grier fará bons negócios e Brian Flores aproveite algo feito por Adam Gase e traga a cultura verdadeiramente vencedora que ele aprendeu nos rivais de New England.

Para a posição de quarterback? Os “renomados” Luke Falk e Jake Rudock estão no elenco. Do draft pode sair alguém, mas só virá coisa boa se subir de posição (meu Deus, por favor, façam uma troca e escolham um nome decente! – leia-se Kyler Murray ou Dwayne Haskins) ou esperar a classe de 2020 e sofrer em 2019. Porque, pelo visto, ninguém de bom sairá da free agency, já que os nomes especulados, como Teddy Bridgewater e Tyrod Taylor, preferiram ser reservas em outros times (o que mostra bem como os Dolphins andam valorizados #sqn).

Quem sabe, um dia, a mediocridade acaba…

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