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Tony Gonzalez, Ed Reed e Champ Bailey lideram Classe de 2019 do Hall da Fama

(Crédito: Twitter/reprodução)

A Classe de 2019 do Hall da Fama do Futebol Americano Profissional foi divulgada na noite deste sábado (2), no NFL Honors, cerimônia de premiação da National Football League, e o grupo de novos imortais do esporte foi liberado por nomes como Tony Gonzalez, Ed Reed e Champ Bailey.

Os jogadores de defesa dominaram a Classe de 2019, com quatro defensive backs (Reed, Bailey, Ty Law e o finalista sênior Johnny Robinson) entre os oito selecionados pelo Comitê de Selecionadores do Hall no Georgia World Congress Center, em Atlanta.

O center Kevin Mawae, bem como Pat Bowlen, proprietário do Denver Broncos, além do ex-executivo Gil Brandt também foram selecionados neste sábado.

Membros da família Bowlen, ao tomarem conhecimento da seleção, conversaram por vídeo com o dono dos Broncos, que permaneceu no Colorado. O executivo sofre com Mal de Alzheimer e se afastou as operações do dia-a-dia do Denver Broncos em 2014.

A cerimônia oficial de entrada no Hall da Fama será no dia 3 de agosto, em Canton, Ohio.

Pelo segundo ano consecutivo, a classe do Hall da Fama incluiu três jogadores selecionados em seu primeiro ano de elegibilidade: Bailey, Reed e Gonzalez.

Esses três jogadores combinaram para 35 seleções ao Pro Bowl e 14 escolhas para o primeiro time All-Pro durante suas carreiras.

Há um ano, Randy Moss, Ray Lewis e Brian Urlacher foram nomeados para a Classe de 2018 logo em seus primeiros anos de elegibilidade.

O comitê de selecionadores do PFHOF se reuniu por 7h30 neste sábado, véspera do Super Bowl LIII entre Los Angeles Rams e New England Patriots.

Os finalistas incluíram cinco defensive backs entre os 15 nomes da era moderna – Steve Atwater, ex-safety do Denver Broncos, que chegou a passar pelo corte de 15 para 10 jogadores na manhã deste sábado, e John Lynch foram os outros.

Quatro offensive linemen – Mawae, Steve Hutchinson, Alan Faneca e Tony Boselli, ficaram entre os 15 finalistas.

Ambos os finalistas como contribuintes – Bowlen e Brandt – foram elogiados por suas carreiras e contribuições de destaque na NFL.

Os Broncos de Bowlen tiveram a mesma quantidade de aparições no Super Bowl (sete) do que de temporadas com mais derrotas do que vitórias desde que o executivo comprou o time, em 1984.

Já a longa passagem de Brandt pelo Dallas Cowboys incluiu 20 temporadas consecutivas com mais vitórias do que derrotas e ficou marcada pela inovação e estabelecimento das raízes das estruturas que a maioria dos times usa para avaliar atletas.

Confira resumo dos oito selecionados para a Classe de 2018 do Hall da Fama:

Tony Gonzalez – TE: jogou no Kansas City Chiefs (1997 a 2008) e Atlanta Falcons (2009 a 2013). Foi 14 vezes selecionado ao Pro Bowl, liderou a liga em recepções (102) em 2004 e terminou no top 10 em recepções na liga em cinco oportunidades.

Ele é o número 2 da história da NFL em recepções, com 1.325, e soma 15.127 jardas recebidas na carreira, ficando atrás apenas de Jerry Rice no ranking histórico da liga. É o único tight end no top 20 da história da liga nesta categoria.

Champ Bailey – CB: jogou no Washington Redskins (1999 a 2003) e no Denver Broncos (2004 a 2013). Foi 12 vezes selecionado ao Pro Bowl, três vezes selecionado para o primeiro time All-pro e integrante do time All-Decade dos anos 2000. Terminou a carreira com 52 interceptações.

Ed Reed – S: jogou no Baltimore Ravens (2002 a 2012), no New York Jets (2013) e no Houston Texans (2013). Foi nove vezes selecionado ao Pro Bowl, liderou a liga em interceptações em três oportunidades e encerrou a carreira como líder de todos os tempos em jardas em retorno de interceptação (1.590).

Reed anotou 13 touchdowns não-ofensivos em sua carreira, incluindo sete retornos de interceptações e dois retornos de fumbles. Ele ganhou um anel de campeão do Super Bowl em seu último ano nos Ravens.

Ty Law – CB: jogou no New England Patriots (1995 a 2004), no New York Jets (2005 e 2008), no Kansas City Chiefs (2006 e 2007) e no Denver Broncos (2009). Foi cinco vezes selecionado ao Pro Bowl e ganhou três Super Bowls, tendo feito grande parte de seu grande trabalho em jogos de playoffs.

Ele teve seis interceptações em 13 jogos de pós-temporada na carreira, incluindo três na campanha dos Patriots na temporada 2003 para ganhar o Troféu Vince Lombardi. Ele fechou a carreira com 53 interceptações, incluindo 10 na temporada 2005, maior marca da liga naquele ano, quando ele já estava com 31 anos de idade.

Kevin Mawae – C: jogou pelo Seattle Seahawks (1994 a 1997), New York Jets (1998 a 2005) e Tennessee Titans (2006 a 2009). Foi três vezes finalista ao Hall da Fama. Em oito de suas 16 temporadas na liga, os ataques em que ele jogou ficaram no top 5 da liga em jardas corridas.

Johnny Robinson – S: jogou pelo Dallas Texans/Kansas City Chiefs (1960 a 1971). Foi sete vezes selecionado ao Pro Bowl, bem como a seis primeiros times All-Pro como um jogador defensivo. Iniciou a carreira no ataque, correndo para 458 jardas como calouro e teve duas temporadas com 600 jardas recebidas no começo da NFL.

Gil Brandt – executivo: foi vice-presidente de administração de elenco do Dallas Cowboys de 1960 a 1989. A maneira como os times avaliam jogadores atualmente pode ser ligada à trajetória de Brandt, com uso de computadores, acompanhamento de jogadores de outros esportes e foco em talentos de universidades menores.

Em meio às 20 temporadas consecutivas com mais vitórias do que derrotas que os Cowboys tiveram durante sua passagem e 13 títulos de divisão conquistados neste período, ele disse que as duas vitórias dos Cowboys no Super Bowl (VI e XII) ficam no topo da lista.

Pat Bowlen – proprietário: é dono do Denver Broncos desde 1984. Ele é o único proprietário de franquia da história da NFL cujo time somou 300 vitórias em seus primeiros 30 anos à frente do time.

Os Broncos venceram três Super Bowls e atuaram em sete deles desde que Bowlen comprou a organização

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