NFL

Tom Coughlin: Blake Bortles precisa reduzir o número de turnovers

Tom Coughlin, vice-presidente executivo do Jacksonville Jaguars

(Crédito: Twitter/reprodução)

O Jacksonville Jaguars mais uma vez está em modo de reconstrução. Depois de uma temporada 2016 com campanha de três vitórias e 13 derrotas, o que ampliou o jejum da organização para nove temporadas sem playoffs, muita coisa mudou. Doug Marrone foi efetivado como técnico principal e o experiente Tom Coughlin foi trazido para o cargo de vice-presidente executivo de operações.

Nesta sexta-feira (24), em uma entrevista coletiva pré-scouting combine, Coughlin falou sobre o quarterback Blake Bortles e não garantiu que ele ser o titular do time na temporada 2017. Contudo, o dirigente também não disse que a organização não conta mais com o camisa 5 no futuro.

O que Coughlin deixou bem claro, contudo, é que Bortles precisa reduzir o número de turnovers caso queira ser bem-sucedido na National Football League.

“Há muito trabalho para todo mundo fazer, incluindo Blake. Para elevar o jogo a um nível mais algo, são necessários todos os componentes, contudo (…) E é por isso que eu mencionei a proteção, em primeiro lugar. (Isso também implica) nas pessoas estarem no lugar certo na hora certa, o timing, cuidar da bola, o que é fundamental nesta posição (de QB)”, declarou. “Não pode cometer turnovers nessa quantidade de maneira alguma, então acho que ele seria o primeiro a dizer que tem muito trabalho a fazer. Mas nós todos temos muito trabalho a fazer, vamos dizer assim”, prosseguiu Coughlin.

Bortles foi selecionado com a terceira escolha geral do draft de 2014 pelos Jaguars e, na temporada 2016, ele teve um retrocesso em relação ao seu desempenho geral no ano anterior. Em 16 jogos neste último campeonato, o signal caller de 24 anos de idade acertou 58,9% de seus passes para 3.905 jardas e 23 touchdowns, tendo sofrido 16 interceptações. Ele também correu 58 vezes para 359 jardas e três TDs.

Desde que entrou na liga, Blake Bortles cometeu 63 turnovers ao todo, pior marca da liga neste período, incluindo 51 interceptações.

O quarterback dos Jaguars já sofreu 11 pick-sixes (interceptações que são retornadas para touchdown) na carreira, marca negativa que mostra a importância de Bortles melhorar nesses aspectos. A mecânica de passe do signal caller também regrediu na temporada passada e agora ele está treinando com seu treinador de lançamentos na 3DQB, na Califórnia, para corrigir seus problemas.

Como ressaltou Coughlin, a correção dos problemas também passa por um melhor jogo corrido e pela chegada de reforços para a linha ofensiva. A equipe está trazendo o left tackle Branden Albert em troca com o Miami Dolphins e deve adquirir mais peças para a OL durante a free agency.

“Para melhorar o quarterback, eu acho que também precisamos melhorar a proteção e todos os componentes ao seu redor”, falou.

Outro fator exaltado por Coughlin é a resistência. O vice-presidente não chegou a dizer que o time foi suave demais nas últimas temporadas, mas observou que faltou um pouco mais de pegada.

“Esta liga pode se beneficiar mais dessa atitude (de tenacidade) e este time pode ganhar com essa atitude também. Você é um profissional. Isto não é um joguinho. É um esporte duro. É um negócio duro. Você tem que superar algumas coisas se seu time quer ter sucesso (…) Certamente, eu não estou falando sobre uma lesão séria. Estou falando de coisas com as quais você pode atuar”, pontuou. “Às vezes (faltou tenacidade para os Jaguars). Pode não ser a palavra-chave, mas é parte disso. Há uma parte de força mental nessa coisa que estou falando também. Você tem que saber fechar (jogos)”, finalizou Tom Coughlin.

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