NFL

Tom Brady concede sua primeira coletiva como um Buccaneer

Tom Brady, quarterback da NFL

Tom Brady se dirigiu pela primeira vez aos jornalistas sem ser um representante do New England Patriots. Agora, o astro é do Tampa Bay Buccaneers (sim, nós do Quinto Quarto ainda estamos custando a acreditar nisso).

Nesta terça-feira (24), o camisa 12 falou pela primeira vez desde que assinou um contrato de dois anos com os Bucs. Foi em uma teleconferência, já que não há possibilidade de juntar muitas pessoas em uma coletiva tradicional devido à pandemia do novo coronavírus que vem assolando o mundo inteiro.

E engana-se quem acha que Brady conseguiu deixar os Patriots para trás em sua coletiva. As perguntas relacionadas à franquia que o QB defendeu por duas décadas e com a qual ganhou seis Super Bowls surgiram, inevitavelmente.

Mas Brady mostrou sua classe mais uma vez. Ao ser questionado sobre os comentários recentes de Robert Kraft, proprietário dos Pats, que afirmou que o quarterback ainda seria um Patriot se quisesse, o maior de todos os tempos adotou um tom positivo.

“Eu não sou responsável pela maneira como as outras pessoas dirão certas coisas. Acho que o Sr. Kraft tem sido uma grande influência na minha vida. Eu sou tão grato por duas décadas e me referi a isso outro dia, foi uma coisa incrível para minha família. Quando eu parar de jogar, vou olhar para trás e ter a chance de realmente avaliar toda a minha carreira”, disse. “Ao mesmo tempo, estou empolgado com essa oportunidade que tenho. Eu só posso falar sobre como me sinto. Escrevi sobre isso nas minhas redes sociais outro dia. Ser um free agent e ter a oportunidade de me juntar aos Bucs foi algo com o qual fiquei realmente empolgado, e é por isso que estamos onde estamos”, frisou.

Os questionamentos sobre seu êxodo da Nova Inglaterra seguiram. Brady continuou com sua postura impecável, como a que estamos acostumados a ver quando o astro está no pocket.

O QB ressaltou seu “total respeito e amor” por Kraft e Bill Belichick, que o deram a primeira chance na NFL.

Brady não escondeu que a saída teve uma carga emocional muito forte em sua vida, mas o signal caller soube isolar bem isso de suas respostas.

Inclusive, veio uma pergunta de Jarrett Bell, do ‘USA Today’, sobre Joe Montana, ídolo de infância de Brady, que deixou o San Francisco 49ers para jogar no Kansas City Chiefs na reta final de sua carreira.

Esse questionamento meio que tocou em um ponto sensível de Brady.

“Eu estava no último jogo de Joe no Candlestick Park. Na verdade, fui até lá e vi com meu amigo. Eu nunca esquecerei isso. Ele era um jogador incrível. Ele e Steve Young eram meus ídolos entre os quarterbacks na infância. Só acho que a vida continua mudando para todos nós. Ter a oportunidade de continuar jogando futebol americano e liderar um time é algo que eu amo fazer. Eu adorava praticar esse esporte desde criança, desde que jogava bolas de futebol americano no estacionamento do Candlestick. E eu ainda amo fazer isso hoje”, afirmou. “Treino duro. Tento manter meu corpo o mais fisicamente possível. Mentalmente, tento me manter afiado, embora este ano seja um desafio diferente para o aprendizado. Mas farei tudo o que puder para fazer o melhor que posso”, pontuou.

Por fim, Tom voltou a refletir sobre seus anos nos Patriots e demonstrou uma gratidão enorme.

“Eu tenho muito respeito, não há ninguém que tenha sido mais torcedor dos Patriots do que eu. Então, não tenho nada além de total respeito e amor. Sou muito grato ao Sr. Kraft e à organização e ao treinador Belichick e a todos os treinadores e obviamente a todos os meus companheiros de equipe. Foram muitos dias respondendo a mensagens de texto incríveis de meus colegas de equipe, de ex-colegas de equipe, de muitas das grandes pessoas que eu conheci ao longo dos anos”, falou. “Eu tenho tantos bons relacionamentos que serão mantidos. Acho que o maior presente que o futebol americano me trouxe são os relacionamentos que tive com tantas pessoas com quem trabalhei. Certamente será diferente, mas ao mesmo tempo é assim que a vida pode ser às vezes. O que não será diferente é minha abordagem ao jogo, minha postura em relação a quais são meus papéis e responsabilidades. E vou fazer o melhor que posso todos os dias para colocar nossa equipe em posição de vencer”, finalizou.

Brady segue agora os mesmos passos do ídolo Joe Montana. E, nos Bucs, ele tentará ao menos fazer o que Joe conseguiu: levar seu time a uma final da Conferência Americana (AFC).

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