NFL

Tom Brady deixar os Patriots não seria sem precedentes; veja três casos icônicos na história da NFL

Nas últimas semanas, nove entre 10 notícias da National Football League giram em torno de Tom Brady. Bem, talvez estejamos exagerando. O mais certo é 8,75 a cada 10.

Isso porque, pela primeira vez em sua carreira profissional, o astro/deus maior/sonho de marido das mulheres de Boston está com o futuro totalmente indefinido. E o camisa 12 pode deixar o New England Patriots durante a free agency de 2020.

Nem o maior criador de plot twists de Hollywood imaginaria uma coisa dessas. Se a saída se concretizar então, Jesus, será uma hecatombe na história dos esportes americanos. Sem exageros.

Nós discutimos toda a novela do Tom Brady no podcast desta semana. Só clicar no play que pula pro momento certo, sem enrolações

Mas, por mais que nós todos estejamos boquiabertos, uma saída dessa magnitude não seria algo sem precedentes na NFL. Quem acompanha a liga há menos tempo pode não conhecer outros casos. E é por isso mesmo que nós, do Quinto Quarto, preparamos este texto.

Para os mais rodados no futebol americano, este pode ser um bom motivo para relembrar. Selecionamos três jogadores (todos QBs) que deixaram os times nos quais foram ídolos e vestiram outras camisas na liga.

Então, vamos a esses três monstros da história da bola oval…

Joe Montana

Joe Montana é o ídolo maior do San Francisco 49ers. Selecionado pela franquia californiana na terceira rodada do draft de 1979, com a 82ª escolha geral, ele gravou (bonito) o seu nome na história dos Niners.

Lá, ele foi titular e ganhou quatro títulos de Super Bowl e foi o primeiro jogador na história da liga a faturar o MVP do Super Bowl em três oportunidades.

‘Joe Cool’ ou ‘The Comeback Kid’ foram os apelidos que ganhou. Foi um dos signal callers mais clutch da NFL em todos os tempos. Era só colocar a bola oval nas mãos do camisa 16 para decidir partidas que ele não decepcionava.

Ainda assim, com toda sua história nos Niners, essa passagem pela Costa Oeste acabou em 1993, quando ele foi trocado com o Kansas City Chiefs.

Como foi o desfecho: Razoável.

Montana chegou aos Chiefs cercado de hype e, em partes, correspondeu. Ele ficou lesionado durante parte da temporada 1993, mas ainda assim foi selecionado ao oitavo e último Pro Bowl na carreira.

Com ele atrás do center, Kansas City venceu sua divisão pela primeira vez em 22 anos. Nos playoffs da temporada 1993, Montana liderou o time em duas vitórias de virada e levou a equipe à final da Conferência Americana (AFC). Mas o Buffalo Bills, com uma vitória por 30 a 13, impediu que o QB chegasse a mais um Super Bowl.

Após sofrer uma concussão naquele jogo contra os Bills, Montana voltou saudável aos Chiefs em 1994, sendo titular em 14 dos 16 jogos da temporada. Naquele ano, ele enfrentou seu ex-time, com Steve Young no comando do ataque, e derrotou os Niners por 24 a 17.

Houve mais uma classificação aos playoffs, com campanha mediana de 9-7, mas KC caiu para o Miami Dolphins de Dan Marino na rodada de wild card.

Em abril de 1995, Montana anunciou sua aposentadoria em San Francisco. Em 2000, ele entrou para o Hall da Fama do Futebol Americano Profissional (PFHOF).

Brett Favre

Brett Favre foi selecionado pelo Atlanta Falcons na segunda rodada do draft de 1991, com a 33ª escolha. Mas ele foi trocado com o Green Bay Packers em 1992.

Contudo, não é sobre essa troca que falaremos. Muita calma nessa hora.

Nos Packers, Favre se tornou um ídolo. Ele atuou lá por 16 temporadas, de 1992 a 2006, e lá foi o primeiro e único jogador da história da NFL a ganhar três prêmios de MVP de maneira consecutiva.

O camisa 4 ajudou os Packers a irem a dois Super Bowls, tendo vencido o Super Bowl XXXI (vitória sobre o New England Patriots por 35 a 21) e perdido o Super Bowl XXXII (derrota para o Denver Broncos por 31 a 24).

Favre foi titular em todos os jogos de Green Bay de 20 de setembro de 1992 a 20 de janeiro de 2008, uma sequência de 253 partidas. O recorde prosseguiu depois que ele saiu dos Packers, chegando a 297 na temporada regular, e esse segue sendo o recorde de todos os tempos de jogos seguidos como titular.

Mas quando ele saiu dos Packers? Foi em 2008.

Após flertes com aposentadorias e retornos nos anos anteriores, o que deixou os Packers fod**** da vida porque eles já tinham um tal de Aaron Rodgers, a franquia de Wisconsin acertou uma troca para mandar Favre para o New York Jets em agosto de 2008.

Foi um divórcio amargo.

Como foi o desfecho: Nos Jets, bem ruim.

Ele até começou bem a temporada 2008 com a camisa da franquia nova-iorquina e chegou a lançar seis touchdowns contra o Arizona Cardinals na semana 4, melhor marca pessoal e um a menos do que o recorde da liga em um jogo.

Os Jets chegaram à semana 12 com oito vitórias e três derrotas. Contudo, o time perdeu quatro dos últimos cinco compromissos da temporada, incluindo o último para o Miami Dolphins.

Nestas cinco partidas, Favre sofreu oito interceptações e conectou para apenas dois TDs. Assim, ele fechou a temporada com o mesmo número de TDs e INTs: 22.

Em fevereiro de 2009, o quarterback disse aos Jets que estava se aposentando após 18 temporadas na liga.

Mas… em agosto do mesmo ano ele assinou com o Minnesota Vikings. Que safadão!

Ele teve uma primeira temporada espetacular em Minneapolis, sendo nomeado ao seu 11º Pro Bowl e liderando a equipe a uma campanha 12-4. Os Vikings chegaram à final da Conferência Nacional (NFC), mas acabaram caindo para o New Orleans Saints, que mais tarde conquistou o Super Bowl XLIV.

A temporada seguinte foi de lesões e Favre teve o pior passer rating de sua carreira (69.9). Em janeiro de 2011, ele se aposentou de uma vez por todas.

Entrou para o Hall da Fama do Futebol Americano Profissional (PFHOF) em 2016.

Peyton Manning

Peyton Manning iniciou sua carreira na NFL em 1998, quando foi selecionado pelo Indianapolis Colts com a primeira escolha geral.

Ali, iniciou-se uma história linda de Peytão (sei que vocês amam o Peytão).

Até 2010, ele foi o QB titular absoluto dos Colts, liderando a equipe a oito títulos de divisão, duas finais da Conferência Americana (AFC) e um título (Super Bowl XLI), o primeiro da franquia em mais de três décadas e o primeiro desde a mudança para Indianápolis.

Ele também comandou o time ao Super Bowl XLIV, mas os Colts não conseguiram segurar o New Orleans Saints, que venceram por 31 a 17 e conquistaram o troféu inédito na história da franquia. Curiosamente, Manning é nascido em Nova Orleans.

Contudo, depois de passar por uma cirurgia no pescoço que o tirou de toda a temporada 2011, Manning foi dispensado pelos Colts. Não sem um pouco de cerimônia.

Então, ele assinou com o Denver Broncos.

Como foi o desfecho: Espetacular.

Manning foi o quarterback titular dos Broncos de 2012 a 2015, comandando a franquia do Colorado ao título de divisão em cada um desses anos.

Na temporada 2013, ele levou os Broncos ao Super Bowl LXVIII, mas o time foi engolido pelo Seattle Seahawks de Russell Wilson, que venceu por 43 a 8.

O final de sua carreira foi ainda mais incrível. Peyton conquistou o segundo título de Super Bowl de sua carreira ao liderar os Broncos ao troféu no Super Bowl 50. Com uma vitória por 24 a 10 sobre o Carolina Panthers, em grande parte graças à defesa, o QB resolveu finalizar sua trajetória na NFL com chave de ouro.

Manning se tornou o quarterback mais velho a jogar e vencer um Super Bowl. Esse recorde durou até o Super Bowl LIII, quando Brady o superou.

Peyton foi o primeiro quarterback a ser titular em Super Bowl com duas franquias diferentes e a liderá-las ao título.

A temporada 2013 foi a melhor em termos estatísticos de Manning nos Broncos, com 68,3% de passes completados para 5.477 jardas, 55 touchdowns e 10 interceptações. Os números de jardas e TDs são um recorde da NFL.

Já a temporada 2015, sua última, foi a pior da carreira. Ele sofreu com lesões na temporada regular, disputou 10 jogos (foi titular em nove), e completou 59,8% de seus lançamentos para 2.249 jardas, nove TDs e 17 interceptações. Mas ele voltou nos playoffs e conseguiu fechar sua trajetória com o Troféu Vince Lombardi.

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