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Confira os principais elementos que fazem o Super Bowl bem-sucedido

Super Bowl

O Super Bowl é uma história de sucesso, definitivamente. Realizado pela primeira vez em 1967, o jogo surgiu para atender um impasse entre duas ligas diferentes: a NFL e a AFL. Com dois campeões em cada ano, veio uma solução: fazer um duelo entre os campeões das duas ligas, o Super Bowl (ou o “super campeonato”).

Até aí, toda essa articulação poderia terminar em um fracasso. Mas não foi assim, o simples fato de uma partida definir o grande campeão atraiu o público americano que ao longo dos anos virou o grande combustível do maior evento esportivo do mundo que é realizado em um dia.

Audiência do Super Bowl

Esqueça o último capítulo da novela das oito, as maiores audiências da história da televisão americana foram em Super Bowls. As duas últimas edições do grande jogo estão entre os três programas mais vistos de todos os tempos, com mais de 100 milhões de telespectadores. Os canais que têm direitos de transmissão nos EUA são três que fazem um revezamento: NBC, CBS e FOX (que irá transmitir o jogo de hoje). A cobertura da partida é algo preparado ao longo do ano. Para a edição de 2014, a FOX prepara uma novidade: uma câmera que lê as temperaturas dos corpos dos jogadores.

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Comerciais

Muitas pessoas reclamam que o futebol americano é um esporte que para “demais”. Bom, certamente essas pessoas não reclamariam das interrupções em duas situações: se elas estiverem dentro de campo ou assistindo o Super Bowl pela TV americana. O primeiro domingo de fevereiro não é só o dia mais esperado na NFL. Publicitários das principais marcas consideram o jogo a principal oportunidade para lançar as suas campanhas, já que a audiência do evento bate recordes. Porém não é qualquer um que consegue colocar a sua marca nas pausas da partida, o preço de um anúncio de 30 segundos supera os 4 milhões de dólares no Super Bowl XLVIII. Para hoje, muitos comerciais já causaram polêmica como o da marca “Soda Stream”, que pede explicitamente provoca a Coca-Cola e a Pepsi.

As empresas aproveitam a semana que antecede o jogo para antecipar os seus filmes publicitários, até para ter uma noção de quanto a campanha vai viralizar. Nesta semana, o comercial que mais foi visto na internet foi o da cervejaria “Budweiser”, que conta uma história de amizade entre um filhote de labrador e um cavalo.

Show do Intervalo

Essa é mais uma tradição recente do Super Bowl. Tudo começou na edição de número XXVII, em 1993, com o rei do pop Michael Jackson. O que viu o Rose Bowl, em Pasadena, viu foi o início de uma série de shows que mudaram a história da música mundial. As performances marcaram a cultura da época, como o Backstreet Boys e o N’sync em 2001 na febre das “boy bands”. Em 2002, o contexto era outro: para honrar as vítimas do 11 de setembro, os irlandeses do U2 fizeram um show memorável que trouxe o nome de todos os mortos na tragédia em um telão. Nos últimos anos, a tendência foi o pop, com o Black Eyed Peas, Maddonna  e Beyoncé.

Hoje a festa promete com as combinações do pop retrô e romântico de Bruno Mars e o rock californiano do Red Hot Chilli Peppers. Mars começou a sua carreira com músicas melosas e agora parece viver em décadas passadas. Não que isso seja ruim, aliás, muito pelo contrário. “Treasure” é um bom exemplo do novo perfil do cantor havaiano.

Os locais do Super Bowl

Como todos sabem, o local do Super Bowl é definido anos antes do jogo. Mas isso não significa que os times que jogam no palco da final chegam com favoritismo para a temporada. O efeito é justamente o inverso, a última vez que uma equipe “mandante” foi aos playoffs foi o Tampa Bay Buccaneers em 2000 (!). O mais perto que uma franquia chegou de conquistar o título em casa foi o San Francisco 49ers de 1985 que garantiu o troféu no Stanford Stadium, em vez do Candlestick Park, e o Los Angeles Rams de 1980, que ganhou no Rose Bowl no lugar do Los Angeles Memorial Coliseum. De 1996 a 2011, os times que “recebem” a grande final têm um recorde de 249 vitórias, 364 derrotas e 2 empates.

Talvez esse seja o motivo por qual franquias como o New Orleans Saints e Miami Dolphins não têm tantos títulos. O Superdome, casa dos Saints, é o estádio que mais recebeu Super Bowls: sete (1978, 1981, 1986, 1990, 1997, 2002, 2013). Na segunda posição vem o antigo Miami Orange Bowl, que foi a casa dos Dolphins nos melhores 20 anos da franquia. No entanto, o time nunca ganhou uma das cinco finais que foram sediadas no local (1968, 1969, 1971, 1976, 1979).

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