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Semana 7 NFL – O que fez o Quinto Quarto sorrir e o que quebrou as nossas pernas

Estamos trazendo mais uma vez a nossa coluna “O que fez o Quinto Quarto sorrir/o que quebrou as nossas pernas”. Até a semana 3, ela estava inserida no nosso tradicional Scramble. Mas, agora, estamos dedicando um post só para ela. Isso porque QUEREMOS QUE VOCÊS NOS LEIAM COM CARINHO!

Aqui, o QQ trará alguns assuntos que curtimos e outros que causaram nossa ira nesta semana 7 NFL. Bruno Bataglin, editor de NFL e um cara que sorri para a vida, fica a cargo do que fez a gente sorrir. E Miguel Amado, apresentador do QQ Expresso e um torcedor do Santos com alma de 87 anos de idade, fica com as partes desagradáveis.

Então, vamos lá com os assuntos quentes do QQ depois da semana 7 NFL…

SEMANA 7 NFL – O QUE FEZ O QUINTO QUARTO SORRIR

por Bruno Bataglin

Depois de uma pancada, o Green Bay Packers sempre se recupera (e paga os boletos)

O Green Bay Packers vinha com 4-0, tranquilão, e tomou uma coça do Tampa Bay Buccaneers na semana 6. Mas, como a franquia de Wisconsin adora fazer na era Aaron Rodgers, o time se recuperou em grande estilo logo na partida seguinte.

Nesta semana 7 NFL não foi diferente, para azar do Houston Texans. Com a dupla Rodgers-Davante Adams afiadíssima, os Packers colocaram um 35 a 20 no placar e chegaram a 5-1 sem nenhum susto. Rodgers teve 23 passes certos em 34 para 283 jardas e quatro TDs, com Adams fazendo 13 recepções para 196 jardas e quatro TDs.

Assim, o Green Bay Packers segue pagando nossos boletos. É o time em que eu mais tenho gostado de apostar nesta temporada.

Nosso Gardner Minshew está de volta (mas não adiantou nada)

Rumores vêm saindo nos bastidores da NFL e eles indicam que Gardner Minshew poderia ir para o banco de reservas se ele continuar a apresentar dificuldades. O Quinto Quarto, sempre com uma força IMENSA nos bastidores da NFL, fez suas ligações. O resultado? Minshew jogou mais leve neste domingo.

O nosso bigodudo lindo da camisa 15 acertou 14 passes de 27 para 173 jardas e dois touchdowns, além de correr quatro vezes para 21 jardas. O passer rating de 96.7 não é genial, mas é interessante para um Minshew que vinha de atuação horrorosa na derrota para o Detroit Lions, na semana passada.

Mas não adiantou de nada. Deu Chargers por 39 a 29 nesta semana 7 NFL.

Joe Burrow e Justin Herbert são jovens QBs muito empolgantes (quatro TDs para cada)

A minha recente admiração por Joe Burrow já ficou evidente aqui mesmo no Quinto Quarto e ela segue aumentando. O mesmo pode se dizer de Justin Herbert.

Sim, o Cincinnati Bengals acabou sendo derrotado de virada pelo Cleveland Browns por 37 a 34, mas foi Burrow o grande responsável por manter sua equipe competitiva. Foram 35 lançamentos certos em 47 para 406 jardas, três touchdowns e uma interceptação. Ele também adicionou 34 jardas e um TD pelo chão. Quatro TDs para ele no total.

Já na vitória dos Chargers sobre os Jaguars por 39 a 29, Herbert carregou Los Angeles nas costas, conectando 27 passes de 43 para 347 jardas e três touchdowns, com nove corridas para 66 jardas e um TD. Também quatro TDs na conta do jovem com espinhas no rosto, mas maturidade de franchise QB.

SEMANA 7 NFL – O QUE QUEBROU AS NOSSAS PERNAS

por Miguel Amado

O Dallas Cowboys está se transformando em uma franquia disfuncional

O primeiro ano de Mike McCarthy nos Cowboys está sendo um pesadelo. O pior da fase final dele em Green Bay está se repetindo no Texas: time apático, estrelas apagadas, erros infantis e aparente falta de união. O jornalista Ian Rapoport retweetou uma declaração de McCarthy que deixa claro que o time não está unido.

 

Andy Dalton levou uma porrada e saiu com uma concussão, sem parecer que seus colegas de time se importaram muito com isso. Caso Ben DiNucci seja titular na próxima partida, será o terceiro QB a começar um jogo nesta temporada por Dallas. O pior de tudo é que a divisão é perfeitamente vencível ainda, mesmo com um 2-5 na conta. Mas talvez seja melhor perder jogos e começar uma reformulação…

O New England Patriots está irreconhecível

Três interceptações para Cam Newton, que foi para o banco. Três derrotas seguidas pela primeira vez desde 2002. Pior derrota da era Bill Belichick em casa, uma diferença de 27 pontos para um rival cujo quarterback teve 0 TDs e duas interceptações. Enquanto isso Tom Brady vence por Tampa passando a bola para Rob Gronkowski.

O torcedor dos Patriots não sabe muito bem lidar com esse novo cenário, a menos que seja bem old school para lembrar do começo dos anos 90. A temporada começa a ser perdida (2-4 em uma AFC com sete times acima do 50% e mais dois com 50%) e todos os drafts ruins cobram seu preço.

O Buffalo Bills precisa acordar. Ganhar do New York Jets com seis FGs é feio demais…

Só que os Bills não estão mais sobrando. Depois de começar 4-0 e levar pancadas dos Titans e Chiefs, hoje era o jogo para descarregar todas as mágoas e soltar o braço. Mas os Bills não pisaram na end zone dos Jets, o pior time da NFL em 2020. Perder seria demais, mas a vitória por 18 a 10 deixa um gosto agridoce, ainda mais porque a equipe chegou a ficar 10 a 0 atrás.

Josh Allen não foi agressivo, mas somou 307 jardas. Tyler Bass tá com o pé cansado com seus seis field goals. A defesa aterrorizou Sam Darnold no segundo tempo. Mas para ser uma força na Conferência Americana é preciso mais.

Extra: parabéns Kliff Kingsbury

Algumas vezes quando zoamos treinadores da NFL parecemos uns idiotas porque nosso conhecimento não chega nem perto do que esses caras sabem e precisam lidar com. Mas o que Kliff Kingsbury fez no Sunday Night Football foi realmente incrível e até um leigo ficaria com dor de cabeça ao tentar entender o que se passou na mente do treinador.

Em uma segunda para 15, com mais de dois minutos faltando, ele decidiu não tentar a segunda e terceira descidas e chutar logo um field goal para vencer na prorrogação. A ideia era clara: vencer logo a partida. Porém tinha várias outras questões: o field goal não era de 25 jardas e sim de 41. Dava para chegar mais perto. A defesa dos Seahawks não conseguia parar nem uma tartaruga manca e os Cardinals conseguiam correr neles toda hora. O time tem um QB móvel. E o pior: correndo mais duas vezes, o time queimaria relógio ou pelo menos os tempos dos Seahawks.

Resultado: Zane Gonzalez errou e a bola voltou para a mão de Russell Wilson com dois tempos e mais de dois minutos no relógio. Os Seahawks até tiveram um TD, mas foi corretamente invalidado. Para sorte de Kingsbury, Isaiah Simmons interceptou o QB rival e Kyler Murray estava endiabrado. Teve mais sorte que juízo o treinador dos Cardinals.

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