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Semana 5 NFL – O que fez o Quinto Quarto sorrir e o que quebrou as nossas pernas

E cá, nesta semana 5 NFL, estamos com nossa coluna “O que fez o Quinto Quarto sorrir/o que quebrou as nossas pernas”. Se, até a semana 3, ela estava inserida no nosso tradicional Scramble, agora ela é publicada separadamente. Afinal, QUEREMOS QUE VOCÊS NOS LEIAM COM CARINHO!

Neste espaço, o QQ vai levantar alguns temas que curtimos e outros que não nos agradaram nesta semana 5 NFL. Bruno Bataglin, nosso editor de NFL e um eterno otimista, é o responsável pela primeira parte. E Miguel Amado, nosso apresentador do QQ Expresso e um jovem gagá, faz os ‘deu ruim’.

Sem mais enrolação, vamos para os destaques do QQ da semana 5 NFL…

SEMANA 5 NFL – O QUE FEZ O QUINTO QUARTO SORRIR

por Bruno Bataglin

Para começar, Alex Smith de volta em campo enche os corações de alegria

É impossível não se emocionar. Pela primeira vez em 693 dias, Alex Smith entrou em um campo de futebol americano. Eu tentei contar um pouco da trajetória dele pós-lesão gravíssima neste texto publicado meses atrás, após o documentário da ‘ESPN’. E eu fico feliz DEMAIS por ele ter atingido seu sonho.

Não foi uma lesão que ameaçou sua carreira. Foi uma lesão que ameaçou sua vida. Mas Smith conseguiu.

O quarterback de 36 anos de idade assumiu o comando do ataque do Washington Football Team neste domingo depois que Kyle Allen, titular na partida, saiu de campo lesionado. E Alex comandou o time durante toda a segunda metade da derrota para 30 a 10 para o Los Angeles Rams.

Smith não disputava uma partida pelo time desde 18 de novembro de 2018, quando sofreu uma fratura exposta na tíbia e na fíbula. Sinceramente, os números dele na partida pouco importam (foram nove passes certos de 17 para apenas 37 jardas). Mas ele ainda teve o gostinho de sofrer seis sacks e sair ileso.

O que são seis idas ao chão após 17 cirurgias e o risco de ter a perna direita amputada? Alex Smith é a história desta semana 5 NFL e uma das histórias mais legais da NFL nos últimos anos.

O Las Vegas Raiders conseguiu anular Patrick Mahomes e isso é digno de nota

Patrick Mahomes é o cara, um dos astros da NFL e possível maior astro da liga nos próximos anos. Mas, neste domingo, ele foi transformado em mortal pela defesa do Las Vegas Raiders.

Na vitória surpreendente dos Raiders por 40 a 32 sobre o Kansas City Chiefs, a defesa de LV fez Mahomes ter uma partida com números mais condizentes com Kirk Cousins. Foram apenas 22 passes certos de 43 para 340 jardas, dois touchdowns e uma interceptação (sua primeira na temporada).

Mahomes ainda anotou um TD terrestre, mas foi muito pouco perto do que estamos acostumados a vê-lo jogar semana após semana. Ele ficou desconfortável em grande parte do jogo e os Chiefs, atuais campeões do Super Bowl, perderam a primeira desde 10 de novembro de 2019. E foi a primeira derrota de Mahomes por oito pontos ou mais como QB titular na NFL.

Jon Gruden chegou em casa, enfiou a mão no bolso, tirou as chaves, a carteira e Mahomes…

O Miami Dolphins ‘lansou a braba’ e a gente ficou só de olho…

A defesa dos Raiders mandou muito bem, mas quem ‘lansou a braba’ neste domingo foi o Miami Dolphins. É sério que OS DOLPHINS ganharam do SAN FRANCISCO 49ERS pelo placar de 43 a 17? Sim, é seriíssimo.

Os Dolphins foram para o intervalo ganhando dos atuais vice-campeões do Super Bowl por 30 a 7. E, nos últimos dois quartos, fecharam a ‘goleada’ com um sonoro 43 a 17.

A defesa de Miami foi absolutamente incrível, cedendo apenas 259 jardas totais aos Niners. E o domínio foi tão grande neste sentido que Jimmy Garoppolo foi mandado para o banco após sete passes certos de 17 para 77 jardas e duas interceptações. A segunda metade de partida ficou por conta de C.J. Beathard.

Já os Dolphins não tiveram problemas com seu QB. MUITO PELO CONTRÁRIO. Ryan Fitzpatrick e sua barba mágica foram perfeitos: 22/28 para 350 jardas e três touchdowns. Passer rating quase perfeito de 154.5.

FitzMagic é o segundo jogador dos Dolphins com 350 jardas de passe, três TDs e nenhuma interceptação. O outro é ‘só’ o maior QB da história do time: Dan Marino, que fez isso quatro vezes.

Se alguém ainda duvidava da capacidade de Brian Flores como head coach, isso foi uma declaração COM NEGRITO E EM CAPS LOCK.

Quão surpreendentemente agradável é ver o Cleveland Browns com 4-1?

O Cleveland Browns é o time que mais vem me surpreendendo (de fato) positivamente em 2020, pelo menos até a semana 5 NFL. Sem aquele hype maldito de 2019, o time veio mais tranquilo e está com 4-1. É o primeiro início assim desde 1994, quando Bill Belichick era o head coach da franquia (caraca, eu tinha três anos de idade!).

O 4-1 veio com uma vitória por 32 a 23 sobre o Indianapolis Colts. Foi longe de ser uma vitória bonita, mas quem se importa com isso?

Baker Mayfield não foi tão bem quanto em outras partidas, teve momentos de céu e inferno, fechando com 21/37, 247 jardas, dois TDs e duas INTs. Mas eu tenho gostado dele em termos gerais.

E a defesa dos Colts, que entrou no final de semana como a melhor da liga em jardas cedidas, com 236 por jogo apenas, comeu poeira. Foram 385 jardas totais dos Browns, sendo vistosas 124 terrestres (e isso sem Nick Chubb, lesionado).

Dizer que Kevin Stefanski começou bem como head coach dos Browns é minimizar o que ele tem feito.

SEMANA 5 NFL – O QUE QUEBROU AS NOSSAS PERNAS

por Miguel Amado

Lesão de Dak Prescott, além de triste demais, é tudo o que os Cowboys não precisavam

Os Cowboys estavam 1-3 e só não começaram o ano 0-4 por causa do Atlanta Falcons e sua incapacidade de vencer uma partida. Por anos todo problema da franquia tinha Jason Garrett como culpado – e não era 100% injusto – mas na primeira temporada sem o head coach gênio, tudo está desmoronando. A lesão de Dak Prescott é o ponto mais baixo nesta temporada 2020 horrenda.

O time tem Andy Dalton na reserva e ainda pode ser competitivo e até ganhar a NFC East, afinal é uma divisão péssima, mas é preciso pensar que para 2021 algumas coisas podem mudar.

Como o New York Jets consegue ser tão horroroso?

Dan Quinn e Bill O’Brien perderam seus trabalhos antes de Adam Gase. A ordem poderia ser invertida que seria justo. Os Jets são o pior time da liga hoje e não há esperança de melhora nem mesmo com escolhas altas no Draft porque isso já acontece há duas décadas basicamente, com poucos períodos fora da curva. O time tomou 20 pontos de diferença dos Cardinals, que vinham de duas derrotas seguidas. Não há solução à vista.

Talvez (bem talvez) Jimmy Garoppolo não seja isso tudo o que pintaram…

Pela segunda semana seguida C.J. Beathard entrou em campo porque o quarterback titular estava péssimo. Mas agora não foi Nick Mullens o substituído e sim Jimmy Garoppolo, dono de um contrato de cinco anos e US$137,5 milhões que foi assinado em 2017.

Antes de sair da partida contra os Dolphins ele tinha acertado apenas 7 de 17 passes e sido interceptado duas vezes em um jogo que Miami simplesmente atropelou. Nós terminamos o Super Bowl LIV pensando que Garoppolo tinha sido carregado até a grande decisão e precisava provar que era um franchise QB em 2020. Talvez a resposta agora esteja clara.

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