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Semana 16 NFL – O que fez o Quinto Quarto sorrir e o que quebrou as nossas pernas

JuJu Smith-Schuster e James Conner, wide receiver e running back do Pittsburgh Steelers

Fim de papo no domingão de jogos da semana 16 NFL, a penúltima da temporada 2020. Então, agora chegou o momento de destacar coisas positivas e negativas da rodada. Em outras palavras, estamos chegando com nossa coluna “O que fez o Quinto Quarto sorrir/o que quebrou as nossas pernas”.

Às segundas, publicamos este texto para falar do que nos deixou com os olhos brilhando e o que nos fez olhar para cima em sinal de desprezo. Bruno Bataglin, nosso editor da NFL, fica com os temas do bem. E Miguel Amado, apresentador do QQ Expresso, escreve sobre os pontos negativos com a marca de ranzinza que lhe é peculiar.

Pois vamos conferir os temas do pós-domingo de semana 16 NFL…

SEMANA 16 NFL – O QUE FEZ O QUINTO QUARTO SORRIR

por Bruno Bataglin

O Pittsburgh Steelers voltou (e Mike Tomlin é o principal responsável)

Depois de um início impecável com 11-0, vieram três derrotas seguidas (para Washington, Buffalo Bills e Cincinnati Bengals). Acompanhando a sequência negativa, veio um pacote de críticas, contestações e frases como ‘o Pittsburgh Steelers nem é tudo isso’. Estava feio.

Mas uma bela vitória de virada sobre o Indianapolis Colts por 28 a 24 serviu para apaziguar os ânimos dos críticos. E para garantir o título da divisão AFC North pela primeira vez desde 2017, que foi também a última vez em que Pittsburgh se classificou aos playoffs.

Os Steelers começaram jogando feio, o ataque foi tenebroso nos primeiros dois quartos e o buraco no início do terceiro quarto era de 24 a 7. Mas, então, tudo mudou.

Ben Roethlisberger (34/49, 342 jardas e três TDs) soltou o braço, conectou seus passes para TD com Diontae Johnson, Eric Ebron e JuJu Smith-Schuster e virou a partida. A defesa cresceu muito de produção, pressionou Philip Rivers e completou o trabalho.

Isso é muito ‘culpa’ de Mike Tomlin, que fez os ajustes que precisava e tirou sua equipe das águas turbulentas. É isso o que grandes head coaches fazem. E Tomlin, definitivamente, é um dos melhores da NFL. E não se cansa de provar isso, mesmo quando tudo está ruindo.

Recordes de Travis Kelce e Justin Herbert merecem atenção

Em um domingão onde os olhos estavam todos voltados para a tabela de classificação e as calculadoras para fazer contas, tivemos alguns recordes individuais. Um do tight end Travis Kelce, do Kansas City Chiefs, e um do quarterback Justin Herbert, do Los Angeles Chargers.

Kelce, que é um dos melhores tight ends da National Football League, teve uma atuação de sete recepções para 98 jardas e um TD na vitória dos Chiefs por 17 a 14 sobre o Atlanta Falcons. E, durante a partida, ele conseguiu um feito digno de registro.

Com uma recepção de 31 jardas durante o último quarto, ele superou o recorde que era de George Kittle, do San Francisco 49ers, de jardas recebidas em uma temporada por um TD. Kittle somou 1.377 em 2018. E Kelce chegou a 1.416 jardas em 105 recepções nesta temporada. Ele tem a chance de ampliar a marca na semana 17, caso não seja poupado.

Mais cedo na mesma partida, ele também se tornou o primeiro TE da história da liga a registrar mais de uma temporada com 100 ou mais recepções.

Já Herbert estabeleceu um novo recorde para QBs calouros de passes para touchdown. Em sua primeira temporada na NFL, ele chegou ao seu 28º lançamento para TD, superando o recorde que Baker Mayfield, do Cleveland Browns, estabelecem em 2018 com 27 lançamentos para TD.

Justin Herbert conseguiu bater o recorde com uma conexão com o running back Austin Ekeler, no segundo quarto da vitória por 19 a 16 sobre o Denver Broncos.

Assim, Herbert se consolidou ainda mais como principal candidato ao prêmio de Calouro Ofensivo do Ano.

O Baltimore Ravens controla seu próprio destino

Em uma Conferência Americana (AFC) extremamente competitiva, o Baltimore Ravens viu sua vida se complicar bastante com as derrotas consecutivas para New England Patriots, Tennessee Titans e Pittsburgh Steelers nas semanas 10, 11 e 12. A equipe de Maryland viu sua campanha cair para 6-5 no comecinho de dezembro.

Mas, então, vieram três triunfos seguidos (Dallas Cowboys, Cleveland Browns e Jacksonville Jaguars) e a situação ficou ligeiramente melhor. Mas ainda não estava tranquila. Porém, neste domingo, a vitória por 27 a 13 sobre o New York Giants colocou os Ravens de volta com o controle das rédeas de seu destino.

Agora, os Ravens só precisam de uma vitória sobre o Cincinnati Bengals, na semana 17, para ficar com uma das vagas de wild-card. E isso porque, além da vitória sobre os Giants, os Steelers bateram os Colts e o New York Jets surpreendeu e bateu o Cleveland Browns.

Para conseguir sua vitória, Baltimore basicamente precisou de um primeiro tempo impecável, com todas as quatro campanhas ofensivas nos dois primeiros quartos terminando em pontuações (dois TDs e dois FGs).

Lamar Jackson (17/26, 183 jardas e dois TDs, além de 13 corridas para 80 jardas) fez a sua parte e o ótimo ataque terrestre somou 249 jardas totais. A sólida defesa dos Ravens completou o serviço, com seis sacks e muita pressão em cima de Daniel Jones.

E o time de John Harbaugh respira aliviado até o próximo domingo…

SEMANA 16 NFL – O QUE QUEBROU AS NOSSAS PERNAS

por Miguel Amado

O Cleveland Browns, Indianapolis Colts e Los Angeles Rams estão implorando para ficar fora dos playoffs

Três equipes que pareciam com um pé dentro agora podem ficar até fora dos playoffs. Pelo menos uma entre Browns e Colts deve ver a pós-temporada pela TV graças à recuperação do Baltimore Ravens e a entregada dos Raiders contra os Dolphins. Cleveland hoje tem que se preocupar muito porque seu último oponente será o Pittsburgh Steelers, que apesar de não ter tanto a disputar – já é o campeão de divisão e deve ser o terceiro da AFC, sem bye – adoraria tirar um rival dos playoffs.

Os Colts hoje estão fora, apesar das 10 vitórias. Mas o último jogo será contra o Jacksonville Jaguars, ou seja, o time chegará a 11. Aí resta torcer para uma derrota dos Dolphins, Browns, Ravens ou Titans. Os Titans pegam os Texans, os Ravens enfrentam os Bengals e os Dolphins vão ter uma briga de foice com os Bills. Que semana 17 amigos…

Sem comentários, New York Jets…

É óbvio que os Jets iam destruir tudo. Quatro meses de trabalho e 0 vitórias foram derrubados em duas semanas de competência em campo e vitórias seguidas para entregar Trevor Lawrence para o Jacksonville Jaguars pela próxima década. Agora já sabemos o que irá acontecer: se o time escolhe um QB, ele será comparado a Lawrence até no peido. Se escolher um cornerback sensacional, um tackle maravilhoso, um pass rusher incrível, ele até pode virar ídolo, mas não será um QB de destaque, algo que os Jets não têm desde que o mundo queria os Beatles de volta.

Como o Jared Goff consegue ser tão horroroso?

O Bruno separou este tópico para mim e vocês já sabem – PORQUE VOCÊS ACOMPANHAM NOSSO PODCAST NÉ? – que eu não sou tão crítico a Jared Goff quanto meu colega. Pois bem, nem Sean McVay tem mais paciência e claramente tira a bola das mãos do nosso quarterback. E agora Goff pode ter um dedão quebrado, o que só piora tudo. Ver McVay com um quarterback que nos melhores dias é meião da tabela é como ver Ayrton Senna pilotando um carrinho de rolimã em Interlagos. Sim, não consigo defender mais.

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