NFL

Semana 13 NFL – O que fez o Quinto Quarto sorrir e o que quebrou as nossas pernas

Baker Mayfield, quarterback do Cleveland Browns

A semana 13 NFL está rolando a todo vapor. E, assim, vamos destacar alguns assuntos quentes na nossa coluna “O que fez o Quinto Quarto sorrir/o que quebrou as nossas pernas”. Nesta segunda (7), é a vez dos jogos do domingão de semana 13 de NFL.

O QQ traz essa coluna com os temas positivos e os negativos da semana 13 NFL. Bruno Bataglin, editor de NFL do QQ, fica com os assuntos que fizeram a gente sorrir. E Miguel Amado, nosso apresentador do QQ Expresso, escreve sobre o que quebrou nossas pernas.

Então, vamos lá para o bate-papo pós-domingão de semana 13 NFL…

SEMANA 13 NFL – O QUE FEZ O QUINTO QUARTO SORRIR

por Bruno Bataglin

Baker Mayfield agora está se transformando em um QB da NFL de fato

O signal caller do Cleveland Browns agora está se tornando um QB na NFL. Pelo menos a partir do que estou vendo até agora nesta temporada 2020, o amadurecimento de Baker Mayfield é visível.

Antes um jogador que ‘causava’ mais fora de campo do que dentro, com declarações polêmicas e afins, o camisa 6 agora vem se concentrando no que deve fazer dentro das quatro linhas. Na vitória chamativa por 41 a 35 sobre o Tennessee Titans, vimos isso mais uma vez.

Mayfield acertou 25 passes de 33 para 334 jardas e quatro touchdowns (passer rating quase perfeito de 147.0). Ele está protegendo melhor a bola, ainda que tenha sofrido um fumble na partida. Até agora na temporada, ele completou quase 63% de seus passes para 2.442 jardas, 21 touchdowns e sete interceptações.

Para efeito de comparação, em 16 jogos em 2019, Mayfield completou 59% de seus lançamentos para 3.827 jardas, 22 touchdowns e VINTE E UMA interceptações. É evidente a evolução.

Com tal desempenho, não é de se estranhar que os Browns estejam 9-3. Assim, o time já assegura sua primeira temporada com mais vitórias do que derrotas em 13 anos. E o time de Ohio também está prestes a quebrar o maior jejum ativo de playoffs na NFL, que vem desde a temporada 2002.

E não é que o New Orleans Saints oficialmente tem uma defesa?

O New Orleans Saints está apresentando um desempenho defensivo muito bom. Na vitória deste domingo por 21 a 16 sobre o arquirrival Atlanta Falcons, mais uma vez o sistema liderado por Dennis Allen apareceu bem.

Muita pressão em cima de Matt Ryan, que sofreu três sacks, e apenas um touchdown cedido. Aliás, foi o primeiro TD que os Saints sofreram desde o quarto inicial da vitória por 27 a 13 sobre o San Francisco 49ers, no dia 15 de novembro, na semana 10. Ou seja, 14 quartos completos sem deixar o adversário entrar na end zone.

Os Saints costumam começar a temporada com defesas bem porosas nos últimos anos. Mas, quando a unidade encaixa, o time começa realmente a ficar competitivo. Agora, parece ser o caso. A campanha 10-2, a melhor da NFC até agora, não me deixa mentir.

Se continuar assim, vai ser um time chato nos playoffs

O que tio Bill consegue fazer é impressionante…

Basicamente, o mundo do New England Patriots ruiu quando a era Tom Brady acabou em Foxborough. E, quando a temporada 2020 começou, ficou evidente que as coisas haviam mudado bastante na organização.

Os Pats terminaram à semana 8 com campanha 2-5 e, em meio à série de quatro derrotas, todo mundo começou a tirar o time comandado pelo tio Bill Belichick da conversa de playoffs.

Eis que agora, na semana 13, o time venceu quatro dos últimos cinco jogos e chegou a 6-6. Ou seja, ainda há esperanças. E a vitória desta semana foi um SONORO 45 a 0 sobre o Los Angeles Chargers.

Cam Newton (12/19, 69 jardas e um TD, além de 14 corridas para 48 jardas e dois TDs) e os special teams dos Patriots fizeram o serviço. E a defesa tirou proveito das duas interceptações lançadas pelo quarterback calouro Justin Herbert (26/53 para 209 jardas e as duas INTs).

Calma que ainda é cedo, mas os Pats definitivamente respiram por aparelhos quando todo mundo já os descartava. Quem sabe não dá para ir aos playoffs pelo 12º ano consecutivo?

SEMANA 13 NFL – O QUE QUEBROU AS NOSSAS PERNAS

por Miguel Amado

EU NÃO AGUENTO MAIS o Los Angeles Chargers e o Seattle Seahawks

Nós brincamos no podcast que no duelo entre Anthony Lynn e Bill Belichick, com tudo sendo considerado equilibrado, era preciso dar vantagem para quem tem um treinador. Basicamente nos últimos 10 anos os Chargers acham as formas de perder mais absurdas e mesmo tendo equipes talentosas não conseguem chegar nos playoffs.

O 45 a 0 foi humilhante em muitos sentidos, mas para mim o pior é saber que o titular dos Pats, Cam Newton, teve 69 jardas aéreas. Fazer 45 pontos na NFL atual com um QB que não chega a 70 jardas é a maior prova possível que sua preparação e execução no jogo foi pífia. Os dois TDs sofridos nos special teams que o digam.

Já Seattle também sofre de um mal há anos e se chama “não conseguimos abrir vantagens”. Os Seahawks podem pegar uma equipe formada pelo Quinto Quarto que mesmo assim o jogo estará vivo no último período. E para vencer sempre precisa de um milagre de Russell Wilson. Pois bem, o camisa 3 não tem mais milagres na manga. E os Seahawks precisam se preocupar porque depois do começo 5-0 a equipe está 3-4.

Mitchell Trubisky sempre dá um jeito de entregar a rapadura

Faltava 1:54 para acabar o jogo, os Bears tinham a bola, venciam por três, os Lions demitiram treinador e GM, são péssimos, não metem medo em ninguém. Ai lá vai o senhor Mitch Trubisky e sofre um strip sack. Os Lions fazem um TD com ADRIAN PETERSON EM 2020 e vencem. Os Bears perdem a sexta seguida. Mitch estava bem, David Montgomery tinha efetividade, o ataque terrestre entrou, o QB não tinha um turnover. Apaga tudo e vamos embora.

O New York Jets quase ‘lansou a braba’, mas o tank falou mais alto

Não há uma mísera razão para os Jets vencerem partidas. Por isso se eles tivessem vencido ontem, teria sido muito Jets, a franquia que mais dá tiros no pé na história. Mas com 11 segundos faltando, em vez de proteger a end zone, mandar uma blitz “cover 0” – para facilitar, sem safeties recuados – só dá para pensar duas coisas:

1- Gregg Williams é imbecil. Ele já provou isso, mas sua agressividade foi a mais desmedida da história

2 – O time queria perder o jogo.

Até Marcus Maye, safety do time, reclamou dessa chamada depois da partida. Eu nunca vou falar que alguém quis entregar um jogo sem provas, mas esse lance foi basicamente o Roger chutando o pênalti contra o Figueirense antes da queda do Passarela.

 

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