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Sam Bradford explica pedido de troca e Doug Pederson fala que QB é “o cara”

(Crédito: Instagram/reprodução)

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As atividades começaram. Nesta terça-feira (17), Sam Bradford e Carson Wentz dividiram espaço no campo de treinamentos do Philadelphia Eagles e o técnico Doug Pederson voltou a ressaltar para a imprensa que o veterano é o titular do ataque da equipe para a temporada 2016 da National Football League.

“Eu realmente falei com Sam desde que ele voltou e eu disse a ele: meus sentimentos não mudaram. Ele é meu cara. Ele é o número 1. Eu quero que ele abrace isso e não olhe para trás. Olhe para a frente”, afirmou o head coach. “Sam ainda é o titular. Carson (Wentz) tem um longo caminho a percorrer com o sistema. Ele está aprendendo a cada dia, mas Sam é o cara. Eu espero que Sam não olhe por cima dos ombros. Espero que Sam olhe adiante. Ele está se preparando para a temporada, está se preparando para Cleveland (Browns, primeiro adversário dos Eagles). É isso que espero de Sam”, completou.

Sam Bradford treinou no primeiro time na sessão desta terça, enquanto que Chase Daniel, contratado nesta offseason, trabalhou no segundo time. O calouro Carson Wentz treinou na terceira equipe.

E falando novamente com os jornalistas depois de muito tempo, Bradford admitiu ter ficado “frustrado” no mês passado, depois que os Eagles acertaram uma troca para subirem para a posição número 2 do draft e selecionaram Wentz com a escolha.

O veterano relembrou que descobriu a questão da troca em uma quarta-feira e ele chegou a treinar no dia seguinte com seus companheiros de time. Foi apenas na sexta daquela semana que ele conversou com Tom Condon, seu agente, e o plano de apresentar um pedido de troca foi realizado.

“Quando eu descobri sobre a troca, eu fiquei frustrado. Eu precisava de algum tempo. Eu poderia ter ficado aqui, mas não tenho certeza que minha cabeça estaria aqui”, ressaltou.

Em março, Sam Bradford assinou um novo contrato de dois anos de duração com os Eagles e, como ele observa, ele aceitou o acordo com a ideia de ter uma chance de mostrar que pode ser o quarterback a longo prazo da organização.

“Obviamente, não há promessas neste negócio. Não foi um acordo de longo prazo, foi um contrato de dois anos. Eu estava bem ciente disso. Conversamos sobre isso. Meu pensamento era de jogar bem nestes dois anos e criar aquela estabilidade sobre a qual falei praticamente em toda a minha carreira. Philadelphia era o lugar onde eu queria estar. Eu queria jogar bem nos próximos dois anos, criar aquela estabilidade e então assinar um contrato mais longo e ficar aqui para o restante da minha carreira”, admitiu.

Porém, depois da troca feita pelos Eagles para que um quarterback fosse selecionado no draft deste ano, os anseios de Sam Bradford foram abalados e, naquele momento, Condon o aconselhou a retornar para Oklahoma enquanto ele buscava uma troca.

“Meu agente sentiu que uma troca era a maneira de chegar a algum lugar para criar essa estabilidade, em um local onde eu poderia ficar arraigado a longo prazo. Ele sentiu que essa era a melhor opção”, falou o quarterback de 28 anos de idade.

Porém, depois que o draft passou e nenhuma troca envolvendo seu nome foi concretizada, Sam Bradford decidiu que era hora de se reapresentar ao Philadelphia Eagles.

“Depois de um tempo e alguma reflexão, eu percebi que aqui ainda era o melhor lugar para eu estar. Há muitos caras neste vestiário com quem eu realmente me importo e sei que eles se preocupam comigo. Algumas das conversas que tive com alguns desses caras me fizeram perceber o quanto eu sentia de estar aqui. Eu sentia falta de estar em campo com eles. Eles me apoiaram. Eu sei quanto apoio eles deram para mim. Isso me fez perceber que aqui ainda era o lugar certo para mim”, ressaltou o signal caller.

Em relação à competição com seus companheiros de posição, Sam Bradford disse compreender que ele continuará sendo o titular desde que ganhe jogos durante a próxima temporada, mas também admitiu que “não é completamente ingênuo” sobre o fato de que o time será comandado por Carson Wentz em algum momento no futuro.

“Competição é o que é. Se eu continuar a jogar em alto nível a cada semana no campo, se continuarmos a ganhar jogos, eu acredito que serei o quarterback titular. Dito isto, não sou completamente ingênuo. Se a organização fez uma troca para chegar à (escolha) dois, provavelmente não será o meu time. Mas até que não seja, eu vou continuar a liderar esses caras do modo que fiz no ano passado. Vou fazer o meu trabalho com o melhor da minha habilidade”, finalizou.

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