NFL

Sabadão dos running backs: Kamara e Cook enchem o bolso

Alvin Kamara, running back do New Orleans Saints

Alvin Kamara e Dalvin Cook estão (bem) mais ricos. Os running backs tiveram motivos para sorrir neste sábado (12) e fecharam extensões de contratos gigantes com New Orleans Saints e Minnesota Vikings, respectivamente.

Os dois chegaram a ameaçar boicote aos treinos caso não tivessem seus acordos renovados, mas acabaram não fazendo. Agora, eles são recompensados com contratos que quase ‘resetam’ o mercado de RBs na National Football League e seguem a mesma maré na qual Christian McCaffrey remou meses atrás.

Fato é que nada mais justo do que Kamara e Cook serem pagos. Como todo contrato dado a RBs, eles são arriscados. Mas tais acordos podem valer bastante pelos playmakers que são.

Contudo, vale ressaltar, o acordo com Kamara parece ser melhor para os Saints do que o acordo de Cook pode ser para os Vikings. Vou explicar o porquê…

Kamara e sua importância para os Saints

A extensão de Kamara com a franquia da Louisiana é de cinco anos de duração, como anunciou a equipe de maneira oficial.

O acordo traz US$ 75 milhões de dinheiro ‘novo’ e faz o total do contrato de Kamara chegar a US$ 77,133 milhões, com US$ 34,333 milhões garantidos, segundo Adam Schefter, da ‘ESPN’ norte-americana. A média anual da extensão é de US$ 15 milhões e deixa Kamara com um contrato similar ao que Ezekiel Elliott assinou com o Dallas Cowboys em 2019.

O de McCaffrey com o Carolina Panthers foi um pouco além, com média de US$ 16 milhões por temporada.

Kamara chegou a parecer perto de sair dos Saints, quando as negociações ficaram tensas e a organização considerou trocar o camisa 41. Para sorte do torcedor de New Orleans, nada rolou neste sentido.

O astro do ataque liderado por Drew Brees é mais do que um baixinho com pernas explosivas. Kamara é uma peça fundamental da parte ofensiva, juntamente com o wide receiver Michael Thomas.

Atualmente com 25 anos, Kamara foi o Calouro Ofensivo do Ano em 2017, após ser selecionado na terceira rodada do Draft NFL.

Em três anos na liga, são 2.408 jardas corridas e 27 touchdowns terrestres, além de 243 recepções para 2.068 jardas e 10 TDs. Olha, 4.476 jardas a partir da linha de scrimmage em apenas três temporadas é bem significativo. E ele é apenas um de quatro jogadores na história da NFL a ultrapassar as 2.000 jardas corridas e 2.000 jardas recebidas em suas primeiras três temporadas na liga. Os outros? Herschel Walker, Roger Craig e… Christian McCaffrey, segundo o ESPN Stats & Information.

Mas não se engane: assim como foi o caso com McCaffrey, Kamara não ganhou por ser um running back. Ele faturou sobretudo pelo que ele significa para o jogo aéreo dos Saints.

Curiosamente, ele fez exatamente 81 recepções em cada um de seus três anos na liga. Suas 243 recepções ao longo de três temporadas o deixam em segundo na história da NFL, atrás apenas das 303 de McCaffrey.

Cook e sua importância para os Vikings

Com Dalvin Cook, as coisas mudam um pouco. Inegável que o camisa 33 é importante para o ataque do Minnesota Vikings, sobretudo quando você tem um quarterback como Kirk Cousins, que tem um ‘meia-boca’ tatuado na testa. Se você ainda não percebeu essa frase marcada lá, preste bem atenção.

Mas Cook não é para a franquia de Minneapolis o que Kamara e McCaffrey são para Saints e Panthers. Que fique bem claro.

Cook recebeu uma extensão de cinco anos, com valor de US$ 63 milhões, segundo Adam Schefter, da ‘ESPN’. O acordo inclui um bônus de assinatura de US$ 15,5 milhões (maior para um não-QB na história dos Vikings) e US$ 28,2 milhões em dinheiro garantido.

Agora, o astro dos Vikings é o quinto running back mais bem pago da liga, com média salarial de US$ 12,6 milhões por ano.

O contrato de Cook prevê média menor do que Kamara e McCaffrey vão faturar, mas não tão menos. E tal acordo é arriscado.

Apesar de só ter 25 anos de idade, Cook é um running back menos versátil, ainda que também tenha um grande valor ao jogo aéreo. Porém, ele só começou a despontar mais como recebedor em 2019.

No ano passado, ele teve média de 118.1 jardas de scrimmage por partida, segunda maior marca da liga, e liderou a NFL com 11,3 jardas após a recepção em média, conseguindo a primeira descida em 40,6% das vezes em que foi acionado pelo ar, terceira maior marca entre qualquer RB com, pelo menos, 30 bolas lançadas em sua direção.

Ele é grande parte do ataque dos Vikings, mas soma 104 recepções para 914 jardas e dois TDs em três anos na NFL, números bem menores do que Kamara. E tudo bem que é até mancada comparar o ataque dos Saints com o dos Vikings. Ainda assim, é algo a se notar.

Isso sem falar que Cook perdeu 12 jogos como calouro devido a um problema no ligamento cruzado anterior do joelho e cinco jogos em 2018 devido a um problema no músculo posterior da coxa, além de dois no ano passado com lesões no peito e no ombro. Sinal amarelo.

E também teve wide receiver…

O sábado não foi só alegre para os running backs. O wide receiver Cooper Kupp recebeu uma extensão de três anos do Los Angeles Rams, como anunciou a franquia.

Segundo Ian Rapoport e Mike Garafolo, da ‘NFL Network’, o novo contrato tem valor de US$ 48 milhões.

Kupp somou 94 recepções para 1.161 jardas e 10 touchdowns em 2019, maiores marcas de sua carreira profissional, e estava entrando no último ano de seu contrato.

Na carreira, o wideout selecionado na terceira rodada do Draft NFL 2017 soma 196 recepções para 2.596 jardas e 21 TDs.

Agora, ele está com um contrato mais condizente com sua produtividade dentro de campo.

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