NFL

Ryan Fitzpatrick é o quarterback ideal para o Miami Dolphins em 2019 e 2020

Ryan Fitzpatrick, quarterback do Miami Dolphins

(Crédito: Instagram/reprodução)

Você está sentado? A frase a seguir dará o tom desse texto e pode te surpreender: Ryan Fitzpatrick é o quarterback PER-FEI-TO para o Miami Dolphins.

E não é porque ele vai do ‘magic’ para o ‘tragic ‘de uma hora para a outra, como a campanha da franquia da Flórida em 2018.

Depois de ver Teddy Bridgewater e Tyrod Taylor escolherem a reserva nos Saints e nos Chargers, respectivamente, o time de Stephen Ross precisava de um signal caller. Ninguém no mercado, como Blake Bortles ou AJ McCarron, iria acabar com os rumores de que os Fins seguem buscando um QB, enquanto o veterano de 36 anos fez isso e ainda com um contrato curto e barato (dois anos com média de US$ 5,5 milhões por temporada).

Não se fala mais no assunto. O time tem um signal caller. Agora a questão é: os ‘Fins vão draftar um nome para o futuro em 2019 (o que parece improvável) ou em 2020?

Para este ano as coisas estão complicadas e Drew Lock e Dwayne Haskins aparecem como azarões por causa longínqua 13ª escolha e porque os dois não empolgam tanto quando Kyler Murray. Muitos vislumbram o plano tank (perder de propósito) for Tua para tentar uma boa posição para pegar Tua Tagovailoa (Alabama) ou, se não der, Justin Herbert (Oregon) ou Jake Fromm (Georgia) no ano que vem.

Um ponto extra é que, em eventuais negociações para subir no draft, o Miami Dolphins tira o poder de barganha das outras franquias que poderiam alegar a alta e iminente necessidade da equipe por um quarterback.

Voltando para nosso querido Fitzpatrick, Katy Perry já dizia: “cause you’re hot then you’re cold”. Ele vai do céu, o que pode dar vitórias e uma temporada decente, ao inferno. Esse ponto é importante se você levar em consideração duas declarações:

“O termo tank é desrespeitoso ao esporte. Não gosto desse termo. Não há tank”, cravou o head coach Brian Flores. Junte isso a: “Se você vai fazer tank, Ryan Fitzpatrick pode fazer o suficiente para arruinar isso”, tuitou Connor Rogers, jornalista do ‘Bleacher Report’.

No seu auge, o veterano – que está em sua oitava franquia na NFL e isso tem um motivo – ficou perto de levar o New York Jets aos playoffs. Já no ano passado, uma de suas melhores temporadas na liga, ele somou 2.366 jardas, 17 touchdowns, 12 interceptações e seu melhor rating na carreira (100.4).

Por outro lado, para cada jogo de seis touchdowns como ele teve em 2014, há uma partida com seis interceptações como ocorreu em 2016.

Então, ele irá entregar ao Miami Dolphins atuações inconstantes – vamos ser sinceros, os torcedores já estavam acostumados com isso quando tinham Ryan Tannehill – e, ao mesmo tempo, ele pode ajudar dando vitórias para um ano digno ou derrotas, o que ajudaria no plano de escolher um quarterback para o futuro.

Além disso, com toda experiência, Ryan Fitzpatrick é o nome para fazer a transição e tapar o buraco enquanto o nome do futuro não chega ou faz os ajustes necessários para entrar na rotação da NFL. Sem contar que ele será titular, algo improvável em muitos times da liga.

Destaco também que o barbudo de 36 anos é bom em passes longos e Kenny Stills, Albert Wilson e DeVante Parker serão um prato cheio para ele. As interceptações? Já são rotinas lá na Flórida (e não só nos Fins).

Com sorte, em breve Stephen Ross verá um jovem talento encerrar a sina de 23 temporadas sem um quarterback do seu time ir ao Pro Bowl e a longa fila de 20 signal callers titulares desde a aposentaria de Dan Marino em 1999.

Dando ou não certo, a limpa no elenco, que abriu muito espaço no salary cap, possibilitará que os Dolphins despejem dinheiro na free agency em 2020.

Pelo menos, agora há um plano em Miami.

Para animar, um dado curioso: Ryan Fitzpatrick teve média de duas pontuações por jogo em 2018. De zero a derrota não vai ser.

Comments
To Top