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Roger Goodell: capacete deve ser para proteção e não uma arma

Roger Goodell, comissário da NFL

(Crédito: Twitter/reprodução)

Um dia após os proprietários de franquias aprovarem a expansão da regra para punir pancadas com o capacete, Roger Goodell, comissário da National Football League, deu mais detalhes sobre a modificação que a liga espera que tornará o esporte mais seguro.

Em sua coletiva de encerramento do Annual League Meeting da NFL, nesta quarta-feira (28), o executivo expressou sua visão em relação à mudança de regra.

“Nosso foco é como podemos tirar o contato com a cabeça do esporte e nos certificar de que estamos usando o capacete como proteção, e não como uma arma, e essa é a essência do que estamos focados, e acho que fizemos um tremendo progresso em relação a isso nesta semana”, afirmou Goodell, na conclusão do encontro anual de proprietários, que foi realizado nesta semana em Orlando, na Flórida.

Após o anúncio da nova regra, muitos atuais e ex-jogadores expressaram suas opiniões sobre a mudança e preocupação em como isso pode alterar o futebol americano. E Goodell observou que a próxima fase do processo é educar jogadores e treinadores sobre o que será uma penalidade daqui em diante.

“Todo mundo está entusiasmado por trás disso e apoiando isso”, frisou Goodell, notando que treinadores estiveram envolvidos na decisão de mudar a regra. “Nós entendemos que os jogadores ainda estão. (…) Eles não viram todos os dados que temos e não viram exatamente como vamos abordar isso. Mas estou confiante que, nos próximos meses, poderemos fazer isso. Eles vão entender, e nosso jogo estará em uma condição muito melhor”, prosseguiu o mandatário da NFL.

Sob a regra ampliada, jogadores serão penalizados por abaixar a cabeça e iniciar contato com seus adversários com a parte superior do capacete em qualquer jogada. Uma falta de 15 jardas seria marcada e os jogadores podem ser desqualificados dependendo da gravidade da pancada.

Goodell falou que o replay será usado para determinar se um jogador deve ser expulso do jogo.

“Eu acho que foi (Bill) Belichick (técnico dos Patriots) que primeiro trouxe isso para a pauta, mas se pudermos ter o replay que confirme quando há uma dessas faltas que achamos que deve ser removida do esporte e que também confirme se alguém deveria ser expulso, acho que há muito mais confiança entre os treinadores de que isso será feito de forma consistente e justa”, pontuou. “E eu acho que isso também dá aos árbitros mais confiança para poderem fazer esses julgamentos porque eles sabem que haverá algum tipo de confirmação em vídeo nisso. Na verdade, acho que os treinadores, os times e nossos funcionários sentem coletivamente que isso é uma coisa apropriada a se fazer. E é a primeira vez que usamos o replay por motivos de segurança e acho que isso é positivo. Como (Rich) McKay disse, é a primeira vez que usamos replay em relação a qualquer tipo de falta, mas achamos que isso é justificável para questões relacionadas à segurança”, analisou o comissário.

Goodell ainda acrescentou que a liga ainda está determinando que tipos de pancadas com o capacete levariam a uma expulsão e quais apenas renderiam uma falta de 15 jardas.

“Esse é exatamente o trabalho que precisamos fazer nas próximas semanas”, disse. “Nós fizemos um grande trabalho com isso, mas agora queremos voltar e ver qual é o padrão de quando isso vai causar a desqualificação de um jogador até uma multa, suspensão ou qualquer outra alternativa a partir daí. Esse é o trabalho que vamos fazer, e esse é o trabalho de que estaremos instruindo nossos times em maio e junho com as franquias individualmente”, completou Roger Goodell.

Confira outros tópicos abordados por Roger Goodell durante sua coletiva na Annual League Meeting da NFL:

– Sobre os debates com proprietários relacionados à política para o hino nacional dos EUA:

“O real foco da reunião sobre justiça social foi aprovar, o que fizemos unanimemente, a última parte do nosso programa que trabalhamos em conjunto com a Players’ Coalition, que era criar uma plataforma para abordar as questões levantadas pelos jogadores, problemas sobre os quais eles querem discutir com ânimo. E os proprietários queriam apoiá-los. E, então, eu acho que nós realmente chegamos a um acordo sobre um programa único para apoiar os jogadores e trabalhar entre as equipes e os jogadores para resolver esses problemas nas comunidades. Essa foi a grande maioria da nossa conversa ao longo dos últimos dois dias. Houve alguma discussão sobre o hino, mas apenas no contexto de ‘esta é a plataforma para ajudar os jogadores a lidar com esses problemas em suas comunidades e garantir que estamos em um lugar melhor?’”.

– Sobre o safety Eric Reid ainda não ter fechado um novo contrato durante a free agency:

“Os 32 times tomam suas decisões individuais sobre os jogadores que eles acham que vão ajudar mais suas franquias. Essas são decisões que eles têm que tomar. Eles fazem isso todos os dias. Eles fazem isso com o melhor interesse de vencer e formar as melhores franquias. E eles vão tomar essas decisões. Eu não estou diretamente envolvido nelas”.

– Sobre o progresso feito na venda do Carolina Panthers:

“O processo de venda está progredindo. Eu conversei com Jerry (Richardson) bem como com a equipe de liderança neste processo. Está seguindo em frente com um interesse sem precedentes e estamos animados com isso. E eu esperaria que eles cheguem a uma conclusão em algum momento, de modo que o potencial e a esperança é a de que possamos votar (nisso) como uma liga em maio”.

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