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Robert Kraft: Deflategate fez título do Super Bowl LI ser “mais doce”

Robert Kraft, dono do New England Patriots

(Crédito: Twitter/reprodução)

O Deflategate ficou para trás, mas Robert Kraft parece não esquecer o caso. O proprietário do New England Patriots disse que a “inveja e o ciúme” tiveram um papel nas punições da NFL contra seu time e, para o executivo, isso tudo fez o título no Super Bowl LI ser “inequivocamente o mais doce” dos cinco conquistados pela franquia de Foxborough.

Kraft deu as declarações na noite da última terça-feira (2), durante o Bloomberg Breakaway, um encontro de líderes empresariais realizado em Nova York. E, em meio aos discursos sobre sua filosofia de negócios e tudo mais, ele encontrou tempo para criticar a National Football League no que diz respeito ao escândalo das bolas murchas.

Vale lembrar que Tom Brady, quarterback dos Patriots, foi suspenso pela NFL pelos primeiros quatro jogos da temporada 2016 e o time perdeu uma escolha de draft pelo suposto envolvimento da equipe no uso de bolas infladas abaixo do limite permitido pela liga durante a final da Conferência Americana (AFC) disputada em janeiro de 2015.

Na temporada 2016, os Pats tiveram campanha de 14 vitórias e duas derrotas na temporada regular e caminharam até o Super Bowl LI, quando superaram uma desvantagem de 25 pontos para derrotas o Atlanta Falcons por 34 a 28, faturando o quinto troféu Vince Lombardi da história da organização.

Sobre a suposta violação no caso Deflategate, Kraft falou que tudo foi “bobagem e estupidez”.

“Bem, eu não guardo rancores, mas também não me esqueço de nada. A inveja e o ciúme são doenças incuráveis. Estou entrando em minha 24ª temporada como proprietário. Sou apaixonado por possuir um time de futebol americano em minha cidade natal”, declarou. “Se eu não tivesse ganhado, ficaria tão zangado com nosso pessoal e pensando no que teríamos que fazer (para ganhar um título). Assim, nossos concorrentes, eu compreendo como eles trouxeram a pressão sobre o escritório da liga para ser muito forte e (fizeram lobby) para não comprometer em um problema que foi bobagem e estupidez”, prosseguiu.

Kraft também aproveitou a ocasião para rasgar elogios ao técnico Bill Belichick e a Brady, ressaltando a qualidade da equipe para começar o campeonato com três vitórias e uma derrota mesmo sem o camisa 12 em campo.

O dono dos Pats disse que sua organização é “muito sortuda” de ter Belichick, contratado em 2000.

“Quando eu contratei (Belichick), as pessoas me disseram que eu não deveria. Nós tivemos que construir um estádio. Precisamos da boa vontade do público. Precisamos de pessoas que entrevistaram bem e foram graciosas. Pessoas me mandaram fitas dele em Cleveland. Em seus cinco anos em Cleveland, ele teve campanhas negativas em quatro dos cinco anos”, relembrou. “Na vida, se você está escolhendo seu parceiro de vida ou gerentes-chave em sua empresa, você pode olhar para o curriculum vitae e olhar para todas essas coisas, mas é (sobre) a energia de uma conexão. O que é certo para mim pode não ser certo para você”, ressaltou.

Robert Kraft também disse que o New England Patriots ter draftado Brady em 2000, jogador a quem ele se referiu como “um ser humano especial”, mudou os rumos da franquia.

“Além disso, a propósito, selecionar um quarterback com a 199ª escolha. Basta pensar sobre o draft que acabou de ocorrer e o que aconteceu nas primeiras rodadas. Veja como as pessoas trocaram tanto valor apenas para subir e pegar um quarterback. E aqui estava um cara que foi a última escolha da sexta rodada”, disse. “E todos esses gurus com quem gastamos milhões de dólares em scouting e tudo mais (…) como todo mundo deixou ele (Brady) passar (…) é realmente incrível”, prosseguiu.

Para Kraft, o título dos Patriots foi “uma grande lição para a geração millenium sobre (…) trabalho duro, perseverança e sobre nunca desistir”.

Sobre sua filosofia de negócios, Kraft deixou claro que o pensamento é simples.

“Nós tentamos trazer pessoas boas, encorajá-las a assumir riscos e a serem ousadas. E, se eles assumirem riscos e não funcionar direito, mas eles fizeram o que é do melhor interesse de sua empresa ou for muito lógico, nós os incentivamos a fazer isso”, observou. “Porque a maioria das pessoas vai tentar fazer da forma segura o tempo todo. E então você precisa das suas pessoas especiais que pensam fora da caixa, que fazem as coisas de forma diferente e, às vezes, cujas personalidades são peculiares, mas elas têm um talento especial”, finalizou.

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