NFL

O mundo é das panelas: Rob Gronkowski é trocado para o Tampa Bay Buccaneers

Rob Gronkowski, tight end do New England Patriots, e o quarterback Tom Brady

Não, o título não tem nada a ver com mais uma crise no Brasil e sim com as panelas que os astros americanos estão ficando craques em montar. Depois de vermos LeBron James comandar a sua em Miami (e em Cleveland. E talvez em Los Angeles) e Kevin Durant se juntando à trupe dos Warriors, Tom Brady indo para a Flórida inspirou Rob Gronkowski a deixar sua precoce aposentadoria e voltar à NFL.

A informação surgiu como uma bomba nesta terça-feira e logo ela estourou, com Ian Rapoport, da ‘NFL Network’ confirmando a negociação. Os Pats cedem o melhor tight end da história e uma escolha de sétima rodada por uma escolha de quarta rodada do draft de 2020.

A volta de Gronk quer dizer muitas coisas. A primeira é que ele deve estar 100% recuperado fisicamente das dores que ele dizia sentir de forma constante em seus últimos anos. Inclusive, ele já passou pelos testes físicos, seja lá como eles foram feitos.

A segunda é que o clima em New England realmente chega uma hora que dá na tampa, com o perdão do trocadilho. Gronkowski preferiu ser fiel a Brady que a Belichick ao voltar para a NFL.

Terceiro, o corpo de recebedores dos Bucs agora verdadeiramente mete medo. Gronkowski se junta a Mike Evans e Chris Godwin para um trio que com certeza será mais do gosto de Brady que Edelman baleado, Mohamed Sanu e N’Keal Harry (que pode ser bom), seu trio para encerrar a temporada passada.

Ainda restam alguns buracos no elenco, como reforçar um pouco a linha ofensiva. O Draft está aí para isso e o time escolhe em 14°, ou seja, pode sobrar um bom jogador de linha, titular imediato, na primeira rodada.

Essas voltas sempre precisam ser vistas com um pouco de pé atrás, já que em raríssimas ocasiões uma volta de aposentadoria foi verdadeiramente produtiva. Marshawn Lynch é o primeiro exemplo que vem à cabeça de jogador físico que se aposentou cedo, tirou um tempo, voltou para a NFL e não teve grande impacto com o Oakland Raiders. Ele chegou a atuar pelos Seahawks de novo, mas o Beast Mode já estava em Human Mode.

Nós não sabemos como Rob Gronkowski está. Forte ele continua sendo, mas a agilidade pode ter sofrido uma queda. Mas, mesmo se ele está próximo do Gronk de 2018, ainda assim é um avanço para os Bucs e mais um nome para encher o estádio. E deixando Tom Brady feliz, tudo vale.

Nos esportes americanos de hoje os atletas têm um poder imenso e a capacidade de trocar de times, levar jogadores e até treinadores junto e montar um contender a qualquer momento. É até engraçado ver um documentário como The Last Dance e notar que Michael Jordan, Scottie Pippen, Dennis Rodman, Phil Jackson, eu, você, Barack Obama e quem mais fosse odiavam Jerry Krause, mas tinham que se submeter a um general manager chato.

Em 2020, Krause seria demitido nos primeiros 15 minutos da relação ou então Jordan iria para os Clippers e levaria Pippen e Jackson na bagagem de mão.

Tom Brady foi para TAMPA (!!!!) e já está mudando a franquia. Quem pode, pode. Bill Belichick e seu militarismo em New England é o último dos moicanos.

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