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Richard Sherman se diz contra a proposta de banimento de termo racial: “ideia atroz”

(Crédito: Instagram/reprodução)

(Crédito: Instagram/reprodução)

Muito foi comentado nos últimos dias sobre um possível banimento por parte da NFL de os jogadores poderem utilizar uma palavra racista muito difundida nos Estados Unidos, o vulgar termo ‘nigga’. E a medida que poderia ser tomada pela liga é a de penalizar o time do atleta que pronunciar a palavra dentro de campo com a perda de 15 jardas.

Desde já, a ideia causou muita repercussão e, um dos atuais atletas mais famosos do futebol americano, se mostrou completamente contrário à proposta. Richard Sherman, cornerback do Seattle Seahawks, que inclusive é negro, em entrevista ao site The MMQB, foi enfático em relação à iniciativa:

“É uma ideia atroz. É quase racista para mim. É estranho que eles estejam de olho em apenas uma palavra. Então porque não banir todos os palavrões?”

Richard Sherman fez questão de destacar também que nem sempre o termo ‘nigga’ é utilizado de forma pejorativa, sobretudo entre jogadores negros.

“Está nos vestiários e dentro de campo o tempo todo. Eu ouço em quase todas as jogadas no campo. É uma palavra comum na vida cotidiana de vários jogadores. Entre atletas Afro-Americanos e entre as pessoas, é utilizada entre amigos o tempo todo. Parece além da conta a NFL querer dar um jeito nisso. É um termo bastante corriqueiro no vestiário”, finalizou o defensor atual campeão do Super Bowl.

O site The MMQB entrevistou três jogadores negros (Richard Sherman, Jason McCourty e D’Qwell Jackson) e dois deles (Sherman e McCourty) foram contrários à proposta de banimento da NFL. E, além deles, o safety do Pittsburgh Steelers, Ryan Clark, recentemente declarou à ESPN norte-americana que banir o termo seria algo “muito difícil de colocar em prática”.

Ozzie Newsome, general manager do Baltimore Ravens e membro do Comitê de Competição da liga, recentemente revelou que a NFL estava estudando incluir no banimento outros termos preconceituosos, incluindo xingamentos homofóbicos. Resta esperar para ver se a medida será implantada e se, nesse caso, ela terá efeitos práticos.

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