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Retrospectiva NFL 2015: Patriots fominhas, Cam Newton é ‘o cara’ e Kirk Cousins carisma

(Crédito: Instagram/reprodução)

CALMA, BRADY! A ceia é mais tarde… (Crédito: Instagram/reprodução)

O ano de 2015 foi privilegiado para os fãs da bola oval. Nos playoffs da temporada passada, disputados em janeiro, houve jogos espetaculares; o Super Bowl XLIX não nos deixa mentir. Em alguns confrontos, o coração veio até a boca. E, nesta atual temporada, também não temos muito do que reclamar, já que teve até hail mary dando certo na vitória do Green Bay Packers sobre o Detroit Lions. Porém, é claro, há também jogadores que decepcionaram, times ruins de doer e, em contrapartida, personagens icônicos (um deles está no nosso Troféu Wesley Safadão, novidade para este final de ano). Portanto, sentem nos assentos mais confortáveis de suas respectivas casas e leiam a nossa retrospectiva 2015 da NFL. Relembrar é viver! E criticar, é claro, também vai nos deixar feliz. Sintam-se à vontade para mandarem suas opiniões nos comentários…

(Crédito: Facebook/reprodução)

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– Time do Ano

Difícil não escolher o New England Patriots nessa categoria. O time poderia ganhar o título até de time do século XXI por sua consistência nos primeiros anos do milênio e 2015 não foi diferente. Começaram o ano passando por prova de fogo contra o Baltimore Ravens, depois amassaram o Indianapolis Colts para chegar ao Super Bowl, vencido de maneira dramática, com uma interceptação que vai entrar para a história do esporte mundial. Nova temporada, e novamente a mesma consistência, iniciando a temporada 10-0 e mesmo com uma enxurrada de lesões (Rob Gronkowski, Julian Edelman, Jamie Collins, Marcus Cannon, para citar alguns) conseguiu terminar 2015 com uma folga na primeira rodada dos playoffs assegurada. E não há nenhum sinal de que o time não vá buscar o bicampeonato no Super Bowl 50.

É preciso também fazer uma menção honrosa para o Carolina Panthers. O time até foi aos playoffs em 2014, chegando a vencer uma partida, mas com uma feia campanha 7-8-1 e derrotando um Arizona Cardinals que jogava com seu quarto QB. Na temporada seguinte, mudança da água para o vinho: Cam Newton elevou e amadureceu seu jogo, Luke Kuechly continuou sendo um dos melhores linebackers da NFL, contando agora com um saudável Thomas Davis para fazer uma das mais temidas duplas defensivas da liga. Ah, e claro Josh Norman, que apareceu do nada para se estabelecer como o melhor cornerback da temporada. Uma temporada de conto de fadas.

– Jogador do Ano

Nessa categoria, bicho, só tem fera concorrendo (/voz do Faustão). Carson Palmer, quarterback que ‘renasceu’ em 2015, sobretudo depois de romper o ligamento cruzado anterior no ano passado, e vem tendo a melhor temporada de sua carreira estatisticamente falando, é um deles. O sempre genial Tom Brady, que depois de quase perder parte da temporada por suspensão, vem liderando um New England Patriots que novamente chegará forte nos playoffs, é outro. Porém, neste ano, não tem como essa categoria não ficar com o quarterback do Carolina Panthers.

Cam Newton. Falem o que quiserem, mas o camisa 1 da franquia da Carolina do Norte é o grande candidato a levar o MVP (Jogador Mais Valioso) da temporada e o ‘Super Cam’ tem números que não nos deixam mentir. Ele é o líder da NFL em touchdowns totais, com 41 (33 passes para TD e mais oito TDs corridos) e tem mais de 4 mil jardas totais (3.544 aéreas e 626 terrestres).

Essas estatísticas marcantes fizeram com que o Carolina Panthers descobrisse o que é derrota nesta temporada apenas no final de dezembro. Por pouco o time não fez uma temporada regular ‘perfeita’, mas ainda assim é uma equipe com 14 vitórias e uma derrota apenas até agora. Uma das fortes concorrentes a ir ao Super Bowl 50.

Com uma combinação de porte atlético, agilidade, evolução clara nos passes e confiança, Cam Newton é uma arma perigosa a favor dos Panthers. E, com uma linha ofensiva muito boa, um grande tight end como Greg Olsen e um backfield bastante competente, podemos colocar esse ataque de Carolina como um dos destaques do ano.

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– ‘Causo’ do Ano

A notícia que mais agitou o ano na National Football League e encheu nosso saco (com perdão do trocadilho neste caso) foi o escândalo Deflategate, ocorrido no jogo entre New England Patriots e Indianapolis Colts, final da Conferência Americana (AFC) da temporada 2014/15, duelo esse que foi disputado no dia 18 de janeiro.

Faz tanto tempo do caso que poderia nem parecer que foi em 2015, mas fomos constantemente lembrados do ‘escândalo das bolas murchas’ durante o ano, seja pela punição imposta a Tom Brady e posteriormente revertida. A briga na Justiça dos Estados Unidos entre NFL e o quarterback do New England Patriots segue e, como estamos razoavelmente longe de ver uma resolução, não vamos nos estender no episódio. É quase Ano Novo e estamos mais preocupados com os playoffs de 2015, que estão chegando. Mas antes, bora encher o bucho de comida e bebida.

– Pior Time de 2015

Sempre é uma tarefa árdua apontar o pior time da NFL em um ano. Se fosse o caso de contar apenas a temporada 2015, poderíamos até colocar o Dallas Cowboys na briga, já que o time conseguiu decepcionar a todos, utilizou 947 quarterbacks diferentes no campeonato e conseguiu o FEITO de ficar na lanterna da fraquíssima NFC East. Porém, os ‘vaqueiros’ estavam nos playoffs em janeiro e só caíram na rodada de divisão, quando perderam para o Green Bay Packers, fora de casa, por apenas cinco pontos de diferença.

Assim, o prêmio de pior time de 2015 fica, por pouco, com o Cleveland Browns. A franquia de Ohio teve campanha de três vitórias e 12 derrotas até agora, assim como o Tennessee Titans, mas leva ‘vantagem’ por não ter conseguido nem acertar algo referente à posição de quarterback. Enquanto os Titans têm em Marcus Mariota uma grande joia para o futuro, nos Browns, Johnny Manziel aprontou mais fora de campo, foi punido pelo técnico Mike Pettine (que é um dos grandes candidatos para procurar emprego a partir da próxima segunda-feira) e só voltou a ser quarterback titular da equipe porque Josh McCown se lesionou. Para completar o 2015 triste para Manziel, o signal-caller, que teve sim lampejos de bom futebol americano, ficará fora do último jogo de Cleveland na temporada, devido a uma concussão.

Cleveland Browns, a honraria fica com vocês, não tem jeito…

(Crédito: Instagram/reprodução)

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– Melhor transferência do Ano

Quem dava um real por Brandon Marshall em 2015? Com 31 anos e uma dor de cabeça nas três franquias que tinha passado anteriormente, Marshall foi para os Jets em março, com os Bears ainda dando uma escolha de sétima rodada para dar valor suficiente para Nova York abrir mão de uma escolha de quinta rodada.

Nos últimos anos os Jets estiveram péssimos de wide receiver. Eric Decker aliviou um pouco em 2014, mas Marshall chegou com tudo em 2015 e já na semana 13 já tinha sua oitava temporada com mil jardas, conquistadas em quatro franquias diferentes. E ele não parou por ai: aos 31 anos ele tem a segunda melhor temporada da carreira e ainda falta o jogo final. São 1376 jardas e 13 TDs (recorde em um ano para ele), sendo um dos principais motivos para os Jets só dependerem de si mesmos para chegar aos playoffs. E, novamente, isso tudo em troca de apenas uma escolha de quinta rodada.

– Pior Transferência do Ano

Temos três opções para escolher das que vêm imediatamente à cabeça: DeMarco Murray, DeMarco Murray e DeMarco Murray. E ainda assim estamos em dúvidas.

A contratação do running back pelo Philadelphia Eagles foi um completo fiasco e, com certeza, um dos principais motivos para a demissão de Chip Kelly nesta semana. Líder da National Football League em jardas terrestres em 2014, quando atuava pelo Dallas Cowboys, quando somou 1.845 jardas na temporada regular e foi um dos grandes responsáveis pela classificação texana aos playoffs, o camisa 29 chegou aos Eagles com muitas expectativas cercando seu desempenho. O resultado? Pífias 633 jardas em 14 jogos, sendo apenas oito como titular.

Em termos de jardas, Murray teve a pior temporada de sua carreira até agora. Ainda há um jogo na temporada para ele tentar ultrapassar as 663 jardas suas de 2012, quando ele participou de apenas dez jogos do Dallas Cowboys. Já em touchdowns terrestres, foram somente cinco, pior número desde 2012, quando ele marcou quatro.

Nos últimos compromissos do Philadelphia Eagles, Murray perdeu espaço para Ryan Mathews, que tem seis TDs em 2015, e, na vitória sobre o New England Patriots, na semana 13, ele teve menos espaço até do que KENJON BARNER, quarta opção de running back no elenco. A falta de espaço com Chip Kelly rendeu até um ‘chilique’ por parte de DeMarco, que foi chorar para Jeffrey Lurie, dono dos Eagles. Até agora, uma BAITA contratação (é ironia, gente!) por parte da franquia da Pensilvânia.

 

– Jogo do Ano

“Ah, o melhor jogo de 2015 foi o Super Bowl XLIX”. Poderíamos falar isso. E seria verdade. Mas nesta retrospectiva resolvemos fugir do clichê. Miguel Amado, há algumas colunas Redzone atrás, elencou o último Super Bowl como o melhor do ano. Mas tem outro que queremos lembrar…

Que ano para a NFL! Sério, que ano incrível. Prorrogações, viradas espetaculares, ‘hail maries’, partidas decidas em lances quase desumanos. Poderia escolher aqui facilmente o Super Bowl, que juntou os dois times mais dominantes nos últimos anos na NFL, contou com uma série de viradas e talvez o final de jogo mais emocionante da história das finais do maior campeonato de futebol americano. Mas para jogo do ano, vou uma partida para trás, na final da NFC entre Seattle Seahawks e Green Bay Packers, disputada no CenturyLink Field, em Seattle. O jogo tinha tudo para ser tranquilo para os donos da casa, que eram os atuais campeões, estavam voando, vindo de uma fácil vitória contra o Carolina Panthers e iam enfrentar um Green Bay Packers que vinha de uma verdadeira batalha contra o Dallas Cowboys, com uma série de jogadores atuando no sacrifício, inclusive seu quarterback, Aaron Rodgers, que não contava com sua plena mobilidade, uma de suas principais armas.

O jogo? Uma completa loucura. Não seria maldade dizer que o ataque do Seahawks não entrou em campo até o final do quarto quarto. Russell Wilson foi interceptado quatro vezes na partida, enquanto Marshawn Lynch não conseguiu se estabelecer em nenhum momento na partida. Porém para sua sorte, Aaron Rodgers e companhia não cansava de desperdiçar oportunidades, chutando dois field goals na porta de end zone. Para conseguir entra na end zone, os Seahawks precisaram de uma trick play em que o punter Jon Ryan lançou para o linha ofensiva Garry Gilliam. Os Packers ainda anotaram outro field goal, e com com menos de cinco minutos para o final da partida, o placar mostrava 19 a 7 para os visitante. Foi então que Russell Wilson resolveu acordar para o jogo, e completou drive fulminante para deixar o jogo em uma posse. No lance seguinte, a jogada chave: um onside kick de Seattle que Brandon Bostick cometeu o erro fatal de não segurar, devolvendo a posse para Seattle. Com mais de dois minutos no relógio, o momento era todo do time da casa, que anotou o touchdown rápido demais e ainda converteu um mini-touchdown hail mary, para fazer com que os Packers apenas empatassem o jogo com um field goal, que Aaron Rodgers tirou do fundo da cartola. Na prorrogação, Russell Wilson jogou aquilo que faltou durante toda a partida e acertou passe milimétrico para Jermaine Kearse terminar o jogo e coroar o Seattle Seahawks bicampeões da NFC.

(Crédito: divulgação)

(Crédito: divulgação)

– Troféu Wesley Safadão – homenagem ao jogador mais carismático de 2015

A categoria mais esperada das retrospectivas de 2015 do QUINTO QUARTO chega agora. Esse troféu vai para o jogador que conquistou nossos corações com seu carisma e irreverência. Cam Newton, por exemplo, bem que poderia estar concorrendo, sobretudo por ser tão atencioso com as crianças. Mas, neste ano, Kirk Cousins é campeão quase unânime.

O quarterback do Washington Redskins já seria o vencedor apenas por ter sido o autor da frase mais icônica da temporada 2015 da NFL. Para quem não se lembra, um pequeno lembrete:

YOU LIKE THAT!

Porém, além dessa frase, Kirk Cousins mostra outros aspectos de um cara gente boa demais (se tem alguma dúvida, favor assistir o Sound FX, do ‘NFL.com’, clicando aqui) e ainda chamou a responsabilidade como quarterback titular dos Redskins, lançando para 3.990 jardas e 26 touchdowns em 15 jogos. Ele liderou Washington em uma campanha que rendeu o título da NFC East, o que, é bem verdade, não é nenhum grande mérito neste ano.

Porém, não tem concorrente à altura de Cousins e WE LIKE THAT!

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