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Redzone: Vida com Garoppolo e as linhas defensivas da AFC Leste

Crédito: Site Oficial/reprodução

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Caso sirva de consolo, fã da NFL, daqui a 17 Redzones eu falarei sobre o domingo inaugural da temporada 2015/16 da National Football League e como tudo foi maravilhoso, espetacular e empolgante. Hoje, nesta segunda-feira como muitas outras, só teremos algumas previsões furadas e um bando de “como será que vai ser?”.

Sim, um abre bastante empolgante para o texto que virá em seguida.

Vida sem Brady e com Garoppolo

Vamos especular que a punição a Tom Brady se mantenha mesmo em quatro jogos, algo que não é 100% garantido. O New England Patriots então terá que ir de Jimmy Garoppolo, que estará entrando em seu segundo ano e causando choques de emoção nas mulheres que acompanham o esporte, porque o cara é um Adonis do século XXI (sim, é um comentário bastante Michael Sam).

Mas como será em campo? A maior amostra que podemos analisar de um Patriots sem Brady depois que Brady surgiu – fale isso rápido, te desafio – é na longínqua temporada de 2008/09. Para quem não lembra, o camisa 12 logo no primeiro jogo viu Bernard Pollard rastejando e pegando seu joelho, acabando com seu ligamento e a temporada . Eis que entra o glorioso Matt Cassel.

E Cassel foi bem. Por pouco os Pats não foram para a pós-temporada, com o quarterback tendo um aproveitamento de 63,4% dos passes, 21 TDs, 11 interceptações e 3693 jardas. Para os anti-Tom Brady, essa foi a prova que o senhor Bundchen não era/é tudo isso e que o esquema do pai Bill Belichick é uma mãe para qualquer jogador, principalmente o quarterback.

Bobagens à parte, Garoppolo não será jogado aos leões e a comissão de Belichick vai montar um plano de jogo que encaixe perfeitamente nas suas características. Porém, entretanto, mas, todavia, ainda analisando a era Cassel, uma coisa pula aos olhos. Randy Moss era um dos recebedores. Wes Welker somou mais de 1100 jardas. E os dois running backs, Sammy Morris e Kevin Faulk conseguiram quase 2000 mil jardas correndo e recebendo passes para desafogar o ataque. Ou seja, era um ataque completo, que tinha na temporada passada dilacerado vários recordes.

Agora o segundo anista chega em um ataque com algumas dúvidas. A linha ofensiva no começo da temporada passada fez Tom Brady passar vergonha em Kansas City. Aliás só vimos o (possível) futuro quarterback dos Pats em um jogo a sério no Garbage Time dessa partida contra os Chiefs, quando ele acertou seis passes de sete para 70 jards e um TD e na última partida da temporada regular contra os Bills (10/17, 90 jardas, sem TD ou INT).

Voltando, para este ano, pelo visto, o experiente Dan Connolly não voltará para a linha ofensiva. Shane Vereen, que faria mais uma vez o papel de running back que é uma ameaça carregando e também recebendo passes foi para os Giants. Julian Edelman foi uma experiência bem sucedida de clonagem de Wes Welker feita por Belichick, mas com certeza não há um Randy Moss nesse elenco para replicar essa era Cassel e 4 jogos. Rob Gronkowski é um belo ponto para o elenco de 2015 pelo menos.

O que quero dizer é que Garoppolo terá que ser Matt Cassel ou melhor com um grupo de qualidade inferior no papel. E seus desafios nos quatro primeiros jogos não serão um passeio pelo parque: Steelers em casa, Buffalo e a melhor linha defensiva da NFL em 2014/15 fora, Jacksonville em casa (ok, fiquem frios, uma vitória) e o Dallas Cowboys fora.

Na temporada 2014/15, que terminou com anel, os Patriots tinham duas vitórias e duas derrotas em quatro jogos e podem perfeitamente repetir isso em 2015/16. O problema é que toda a divisão leste da AFC se reforçou e especialmente as defesas serão um problema (ver abaixo). Caso a suspensão de Brady realmente se confirme, quatro jogos não acabam com uma temporada, mas são chaves na briga por posicionamento nos playoffs e até a liderança da divisão. Isso é algo que com certeza o pessoal em Foxborough está levando em conta, até para fazer a apelação de Brady com ainda mais “vigor”.

A divisão das linhas defensivas

Overdose de AFC Leste hoje na Redzone. Uma olhada nas linhas defensivas dos rivais dos Patriots na divisão mostram que a perseguição ao camisa 12 de New England deve ser ainda mais intensa e o jogo corrido dos atuais campeões pode sofrer e muito.

Vamos colocar em poucas palavras, já que já abusei tremendamente e neste momento devo estar falando com 1% dos que começaram o texto (obrigado você que resistiu).

Falei da linha dos Bills neste post aqui. Mario Williams, Marcell Dareus, Kyle Williams e Jerry Hughes (de contrato novo) foram um terror para os quarterbacks adversários na temporada passada. Peyton Manning e Aaron Rodgers inclusive. E além de todos continuarem ainda ganharam o guru defensivo Rex Ryan como mentor.

Em Nova York, o novo treinador Todd Bowles já tinha Muhammad Wilkerson e Sheldon Richardson no front defensivo. E pelo draft ele ainda ganhou o DE Leonard Williams, colocado por muitos como o melhor jogador vindo da universidade neste ano. Não vai dar para os três jogarem juntos todo o tempo, mas qualquer combinação vai ser para destruir a linha ofensiva adversária.

E em Miami, a linha já tinha uma força destrutiva em Cameron Wake. Agora chegou nada mais, nada menos que Ndamukong Suh para ancorar o meio.

Vai ser bastante divertido ver como Belichick e seus comandados vão reagir a tamanha potência no próprio quintal. A tendência é que a AFC Leste se torne verdadeiramente competitiva em 2015/16. Mas nunca duvide da habilidade dos Patriots de fazer times bons parecerem medianos e ganhar uma divisão na liga mais competitiva do mundo uma jornada sem grandes complicações.

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