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Redzone: Raio-X do New England Patriots (Super Bowl LI)

Tom Brady Julian Edelman Patriots

Crédito: Instagram/reprodução

A semana do Super Bowl chegou, fã da NFL! E o Quinto Quarto como sempre vem cheio de conteúdo especial para você se deleitar e manjar tudo sobre o grande jogo. Na edição 51 da partida mais importante do esporte dos Estados Unidos, New England Patriots e Atlanta Falcons se encontram. E para começar os trabalhos, vamos fazer um Raio-X das duas equipes. Também falaremos sobre a trajetória de ambas as equipes na temporada e faremos um head to head dos dois quarterbacks envolvidos, Tom Brady e Matt Ryan.

Espero que vocês gostem.

Ataque do New England Patriots

Jardas por jogo: 4º da NFL (386,2 jardas)
Total de pontos: 3º da NFL (441 pontos)
Jardas terrestres por jogo: 7º da NFL (117 jardas)
Jardas aéreas por jogo: 4º da NFL (269,2 jardas)

*Os números são da temporada regular

O ataque dos Patriots nesta temporada começou com o maior ponto de interrogação desde que Tom Brady levou uma paulada no joelho, rompeu o ligamento e ficou fora da temporada 2008/09. A suspensão de quatro jogos do camisa 12 no fim não mudou nada a vida do time de Foxborough: com Jimmy Garoppolo e Jacoby Brissett, o time venceu três das quatro partidas.

O mais surpreendente dos Patriots versão 2016/17 no ataque é o fato que a produção não diminuiu apesar da perda de Rob Gronkowski, que com uma sequência de lesões nunca estava 100% nas oito vezes que entrou em campo. E Martellus Bennett, que supostamente assumiria sua carga, não ganhou toda essa atenção, com ela sendo dividida entre todos os recebedores.

O backfield dos Patriots continua sendo uma fonte de pesadelos para o coordenador defensivo adversário, já que James White e Dion Lewis são uma ameaça tanto no jogo terrestre e principalmente no aéreo, partindo do backfield para criar problemas na marcação contra linebackers pesados. Se o safety por puxado para a frente para marcar esses dois, há espaço para Julian Edelman, Danny Amendola e Chris Hogan, ameaça de big play nesta temporada, penetrarem. Hogan teve um grande jogo contra os Steelers por causa disso: a defesa de Pittsburgh se preocupou muito com Lewis após o jogo espetacular deste na estreia dos playoffs contra os Texans.

E é assim que Brady, Bill Belichick e o coordenador ofensivo Josh McDaniels ganham a vida: o cobertor sempre vai ser curto e cada jogo de playoff pode ser o momento de playmaker brilhar porque a defesa adversária está preocupada demais com o playmaker que já brilhou. Por isso Bennett pode ser a bola da vez em Houston. Ou LeGarrette Blount, que foi a grande arma na red zone (18 TDs), território que era de Gronk, e também ainda não explodiu nos playoffs.

Brady segue em seu auge técnico, fazendo seus 39 anos serem apenas um número. Com apenas duas interceptações em 12 jogos na temporada regular, o camisa 12 saiu de um jogo ruim contra os Texans para simplesmente destruir os Steelers na final da AFC, com 3 TDs e 384 jardas na conta. Brady adora explorar uma marcação por zona e os Falcons, com sua jovem e rápida defesa, usou mais zona que marcação individual nesta temporada.

O fã dos Patriots que lembra dos dois Super Bowls perdidos para o New York Giants sabe que as recepções miraculosas de David Tyree e Mario Manningham foram apenas uma parte da desgraça e que a má atuação da OL do time de New England, fazendo Brady ficar exposto, foi o principal problema. A linha neste ano funcionou muito melhor que na temporada passada, quando ela custou a final da AFC contra os Broncos em Denver. Se Brady tiver tempo, será difícil impedir a chuva de pontos.

Só que como veremos abaixo, do outro lado uma chuva de pontos também está na previsão do tempo.

Defesa do New England Patriots

Jardas cedidas por jogo: 8º da NFL (326,4 jardas)
Total de pontos cedidos: 1º da NFL (250 pontos)
Jardas terrestres cedidas por jogo: 4º da NFL (88,6 jardas)
Jardas aéreas cedidas por jogo: 12º da NFL (237,9 jardas)

*Os números são da temporada regular

Muito se fala ao longo da história das defesas “bend but don't break” (enverga mas não quebra). A dos Patriots é exatamente isso, diferente da defesa do Denver Broncos da temporada passada. A defesa foi a oitava cedendo jardas mas a primeira em pontos cedidos. E isso faz o torcedor dos Patriots lembrar dos primeiros times campeões, que tinham diversos defensores muito acima da média enquanto Brady ainda estava dando os primeiros passos: Mike Vrabel, Richard Seymour, Tedy Bruschi e companhia.

E a unidade vai precisar de todo o talento necessário em seu elenco para parar um ataque dos Falcons que simplesmente atropelou o Green Bay Packers e fez a boa defesa dos Seahawks (apesar da ausência de Earl Thomas) também não ter chance.

Se Malcolm Butler chegou em Glendale para o Super Bowl XLIX como um novato desconhecido e terminou como herói, ele chegará em Houston como um dos melhores cornerbacks da NFL, solidificado como CB #1 dos Patriots e com a missão de ser uma sombra para Julio Jones.

Mas mesmo se rolar uma completa anulação, todos os outros defensive backs terão que estar no melhor de seus dias: Devin McCourty, Logan Ryan, Patrick Chung, Duron Harmon, todos eles serão expostos no ataque de Matt Ryan.

E esse é um grande problema para os Patriots. A tabela da temporada regular trouxe uma série de quarterbacks abaixo da média: Tyrod Taylor, Ryan Fitzpatrick, Ryan Tannehill, Matt Moore, Brock Osweiler, Colin Kaepernick e Jared Goff. Contra os grandes, uma excelente partida contra Ben Roethlisberger e uma pane no final da derrota para o Seattle Seahawks de Russell Wilson.

A estratégia de defesa de Belichick e Matt Patricia deve ser ancorada na performance da secundária, com os linebackers Dont'a Hightower, Shea McClellin, Kyle Van Noy e Rob Ninkovich ajudando bastante na cobertura das linhas de passe. Isso significa menos batalha pela linha de scrimmage e espaço para Devonta Freeman e Tevin Coleman. Novamente, o cobertor sempre é curto.

A pressão ao quarterback, que começou extremamente deficiente na temporada, evoluiu na metade final, com Trey Flowers como estrela. Qualquer sack e pressão poderá ser valiosa, mas com uma boa linha ofensiva do outro lado e um Ryan que sabe ser ágil e se livra rápido da bola, além de inúmeras armas ofensivas, mandar mais de quatro constantemente atrás do QB rival pode ser um convite para os rombos lá atrás e as big plays.

Um detalhe importantíssimo

Stephen Gostkowski está em um inferno astral. Depois de anos sendo um dos melhores kickers da NFL, seu extra point errado na final da AFC de 2015/16 contra o Denver Broncos forçou os Patriots a tentarem uma conversão de dois no final da partida, que não foi convertida e fez o time perder a partida.

Nesta temporada foram cinco field goals e quatro extra points errados e mais um XP não convertido nos playoffs. Gostkowski está longe de ser a garantia que era antes.

Conclusão

A verdade é que os ataques são multifacetados e são eles que vão colocar o ritmo no jogo, diferentemente do Super Bowl da temporada passada. Ambas as defesas terão que reagir apenas e se tivesse que palpitar, as duas vão abrir mão de pressão constante para recuar e povoar as 5 jardas depois da linha de scrimmage.

Os Patriots têm ao lado a gigantesca experiência: sétimo Super Bowl de Belichick e Brady juntos e a presença de boa parte dos campeões de dois anos atrás. Isso obviamente pesa.

Nesta terça (31) será publicado o Raio-X do Atlanta Falcons, com seu ataque versátil e sensacional e sua rápida defesa. Não perca!

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