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Redzone: Falcons x Packers e Patriots x Steelers para os fãs da NFL chegarem ao clímax

Tom Brady Ben Roethlisberger

Crédito: Instagram/reprodução

Estamos na sexta-feira, dois dias antes do domingo mais interessante da NFL. Mais que o Super Bowl, Miguel? Sim. Porque o Super Bowl costuma ser um jogo nervoso em um evento gigantesco que significa mais que o esporte. As finais de Conferência, além de serem dois jogos, o que é sempre melhor que um, reservam momentos espetaculares na história recente e não tão recente assim e são mais sobre o que rola no campo.

Na temporada passada tivemos o último duelo Manning x Brady. Na temporada retrasada o jogo entre Seahawks e Packers que eu coloco entre os melhores jogos de qualquer esporte que vi na vida. E ainda tive que fazer o relato para o Quinto Quarto. E na temporada anterior à retrasada?

Ou seja, as finais de Conferência sempre reservam pelo menos um jogo bom. Podem ser os dois? Eu nunca peço nada.

Prévia Atlanta Falcons x Green Bay Packers – domingo, 18h05 (horário de Brasília)

Agora sim é o último jogo no Georgia Dome, já que os Cowboys perderam para os Packers em uma partida que Mike McCarthy quis entregar, com mais uma sequência de jogadas estranhas sendo chamadas e péssimo controle de relógio. Só que Jason Garrett entregou mais ainda, fazendo o jogo sair das mãos dos texanos ainda no começo: por que raios Ezekiel Elliott correu apenas 11 vezes até o intervalo, sendo que a defesa dos Packers estava com um defensive back a mais (nickel) na maior parte das jogadas. ELE TEVE 5,68 JARDAS POR CARREGADA, POR QUE 22 TENTATIVAS E NÃO 30, 35?

Enfim, esse jogo já passou e a Redzone na sexta não me permite falar de passado, só de futuro. Prometo que na próxima segunda, terá uma Redzone.

Duas pessoas comemoram, uma delas pode ou não ser minha parente.

Então estou aqui para voltar a dizer: os Packers não são um time sensacional. Achei que eles ganhariam dos Giants, achei que eles perderiam para os Cowboys, mas aqui eles estão na final da Conferência Nacional e apostar contra Aaron Rodgers neste momento é como apostar contra Oliver Tusbasa.

Jordy Nelson ainda é dúvida. Mas sem ele, o camisa 12 ainda consegue achar seus alvos e Jared Cook virou uma espécie de Tony Gonzalez. A linha ofensiva consegue ganhar tempo para o QB e ele responde com os passes mais improváveis possíveis. Contra o movimento do corpo, pressionado, enfiado no campo de defesa, ele achou o tight end colado na lateral. Tudo é possível para esse cara.

A defesa dos Falcons pode parar ele? Não, ninguém pode, o máximo que dá para fazer é tirar ele de campo e diminuir o número de milagres, algo que os Cowboys podiam ter feito perfeitamente com Zeke Elliott sendo o Sting dos Cowboys: ele tinha que compor, cantar e ser o símbolo da banda. Garrett ferrou tudo, Dak Prescott quase salvou, mas, no fim, Rodgers foi como uma groupie linda que dá em cima de dois integrantes de uma banda e bota um contra o outro.

Não pense em Yoko Ono.

Tá, mas Las Vegas colocou a linha de pontos do jogo no seu nível mais alto desde sempre não só por causa de Rodgers. Para quem não entendeu minha frase anterior, as casas de apostas fazem algo bem divertido: eles estabelecem uma quantidade de pontos interessante, somando as duas equipes, e perguntam para você se terá mais ou menos pontos que essa linha. Nunca antes ela tinha chegado a tanto em um jogo de playoffs, 61.

Os Falcons têm o melhor ataque da NFL nesta temporada, ganhando até uma comparação com o The Greatest Show on Turf dos Rams do começo do século, que faz todo o sentido. O Seattle Seahawks foi simplesmente aniquilado, com Richard Sherman simplesmente não sabendo como lidar com Julio Jones especificamente, ainda mais sem Earl Thomas na ajuda.

A dupla de running backs Tevin Coleman e Devonta Freeman, que ameaçam na corrida e no passe, Jones sendo rápido, forte, ágil e alto, tudo ao mesmo tempo, Sanu e Gabriel também sendo atendidos, uma boa linha ofensiva e Matt Ryan em temporada de MVP vão fazer a secundária dos Packers sofrer.

Entre os playmakers da defesa, Vic Beasley e Clay Matthews têm iguais chances de explodir, a meu ver. Mas vejo os Falcons mais equilibrados e com o fator casa – podendo ser um jogo mais emocional por causa da despedida do Georgia Dome, que não viu tantos grandes momentos, mas pode ter justo no último o seu auge – como favoritos. Las Vegas também, dando 5 pontos para a equipe mandante. Eu não aposto contra Aaron Tsubasa, mas acho que ele será derrotado.

Prévia New England Patriots x Pittsburgh Steelers – domingo, 21h40 (horário de Brasília)

Uma coisa que adoro nos leitores do Quinto Quarto é que eles não são os leitores comuns de site esportivo, prontos para mandar um “CHUPA OTÁRIO” logo depois que o jogo do time deles acaba, eles ganharam e eu errei no palpite. Eu achei que os Chiefs ganhariam dos Steelers. Alex Smith, Andy Reid pedindo timeout depois de um passe incompleto, com uma quarta para 2 faltando menos de 3 min e a defesa que não marca ANTONIO BROWN NA JOGADA MAIS IMPORTANTE DA TEMPORADA, não quiseram me ajudar.

Tudo bem, eu adoro os Steelers. Só não confio neles. Ben Roethlisberger não está na sintonia que já teve com Brown. Jesse James é bom, mas ele é bom porque ele se desmarca ou porque a defesa dos Chiefs simplesmente se negou a entender que ele era um jogador rival?

Para Le'Veon Bell não há o que dizer. A linha ofensiva do time é fantástica, mas ele simplesmente está reinterpretando o que um running back deve fazer. Ele é os Ramones dos running backs. Ele é o Nickelback do…, ok, me excedi.

O problema: Bill Belichick já deve ter visto todos os vídeos de todas as carregadas de Bell na vida. Até ele carregando um picolé para a namorada no 2º colegial. A defesa dos Patriots, olha só, nunca pensei que diria isso, é a mais “completinha” dos 4 que estão jogando. Não há uma defesa dos Broncos ou dos Panthers como ano passado.

No começo da temporada, os defensores de New England não pressionavam o QB rival nem que a vida deles dependesse disso. Aí Belichick deu o chilique dele, trocou Jamie Collins inesperadamente, Rob Ninkovich mais uma vez puxou a fila, Trey Flowers explodiu na metade da temporada, Dont'a Hightower subiu o nível, Malcolm Butler segue sendo um excelente cornerback, Devin McCourty é um dos jogadores mais subestimados da NFL e aqui estamos todos nós.

A defesa dos Steelers é interessante de observar. A intensidade vai e volta, assim como a respiração de James Harrison depois dele correr por mais de cinco segundos. Bud Dupree está em uma sequência sensacional e Ryan Shazier está se mostrando um linebacker de primeira.

Há razão para os fãs de Pittsburgh ficarem empolgados. O time tem todas as peças necessárias para se encaixar no “tipico time que bate os Patriots nos playoffs”. Os Texans fizeram um excelente trabalho na defesa, mas faltou um QB e Will Fuller não dropar um belo passe desse mesmo QB, que até quando acerta, nada dá certo.

Ben Roethlisberger é um excelente quarterback, que apesar de ter um gosto pela interceptação, pode tirar uma big play da cartola (fãs dos Pats lembram de Joe Flacco). A defesa tem playmakers e pode gerar pressão no pocket, algo que faz Brady sair do status de gênio para apenas espetacular. E Le'Veon Bell pode converter todas as terceiras descidas curtas e manter seu time em campo.

Os Pats foram péssimos contra os Texans e ganharam por 18, o que sempre é algo embasbacante de notar como um time consegue se manter tão dominante em uma liga que destrói times dominantes em poucos anos. Foi bom para derrubar um clima de “somos ultrafavoritos” que poderia se instalar em Foxborough, apesar de todos os gritos e pentelhices de Belichick. Dion Lewis é o novo Rob Gronkowski no sentido que é praticamente impossível anular ele e Julian Edelman é um trabalhador das rotas curtas e jardas após recepção. LeGarrette Blount, sumido contra os Texans, pode ter o efeito Bell de manter seu time dentro de campo também.

Ou seja, os Steelers têm armas para vencer. Mas os Patriots são mesmo os favoritos. E chegam de um jogo que foram péssimos e encararam sua mortalidade. Seis pontos, como Vegas estima, é favoritismo demais. Mas eu iria neles.

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