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REDZONE: embolamento, “PQ*&¨% Dolphins” e Leões (in) ofensivos

Começo a tradicional Redzone de segunda falando que não direi uma palavra sobre o New England Patriots por já ter falado demais sobre eles nas últimas semanas. Ok, falo um pouquinho: além de ter dito que são favoritos para vencer o Super Bowl, agora digo que o matchup mais legal em Glendale, no dia 1º de fevereiro, seria contra o Green Bay Packers. Perfeitamente possível, não? Agora vamos à programação normal.

Mas antes, um comentário: a recepção de Dwight Clark depois do passe de Joe Montana na final da NFC da temporada 1981/82 é conhecida como “The Catch”. A recepção com uma mão de Odell Beckham Jr. atrás da cabeça, depois de um passe de 40 jardas, é qualquer coisa que palavras não conseguem definir.

Divisões emboladas

Comecei este texto no início do último quarto da partida entre Denver Broncos e Miami Dolphins, quando estes ganhavam por 11 pontos. Tudo bem, o resultado final – vitória de Manning e sua equipe – tirou um pouco de força, mas a AFC Oeste continua uma das divisões mais interessantes de seguir. Os Broncos deram uma queda no rendimento, principalmente por causa da linha ofensiva insegura, e com uma dança de cadeiras rolando, e as lesões. O último foi Julius Thomas, que perdeu o jogo deste domingo por causa do tornozelo. Se a equipe tivesse perdido hoje, teríamos um triplo empate na liderança da AFC Oeste entre Broncos, Chiefs e Chargers. Como venceu, ainda tem um jogo de vantagem na liderança. Só que joga contra seus dois rivais diretos fora de casa. Já os Chiefs se deram bem: enfrenta os dois rivais no seu Arrowhead Stadium.

Só que depois de quinta, talvez o jogo mais difícil dos cinco que restam seja o Oakland Raiders na semana 15.

Além da AFC Oeste, destaco também as seguintes

– NFC Oeste: você coloca a mão no fogo pelo Arizona Cardinals? Ainda confio na equipe do treinador do ano, Bruce Arians, mas você só pode perder jogadores e não diminuir o desempenho até um certo ponto. Vale lembrar que na vitória contra os Lions, Drew Stanton fez duas campanhas ótimas no começo do jogo e depois não fez mais muita coisa. E em Seattle contra os Seahawks não fez nada. Hoje os Cardinals têm duas vitórias a mais que Niners e Seahawks e enfrentará os dois até o final da temporada, o primeiro fora e o segundo em casa. Ainda dá para os três jogarem em janeiro.

– NFC Sul: como pode uma equipe liderar uma divisão com quatro vitórias em dez jogos e ser perseguido de perto por uma equipe que venceu 4 em 11? Não deveria ter vaga para ninguém nessa desgraça. Pelo menos será emocionante a corrida final e na semana 16 terá Saints e Falcons no Superdome. Para o torcedor dos Saints ficar mais tranquilo: a tabela da equipe é muito mais fácil que a dos Falcons.

– AFC Norte: essa é a mais espetacular. Baltimore é o último hoje. E está um jogo e meio atrás (maldito empate para fu*%¨$ a conta) dos Bengals, os líderes. Se ganhar contra os Saints no Monday Night, empata com os ensanduíchados Steelers e Browns. E Cincinnati pega os Steelers duas vezes, os Browns uma (fora) e Denver em casa. Jesus Cristo amado.

Perde logo que é melhor, Dolphins 

É de irritar até quem não é torcedor de Miami. A equipe já tinha acontecido contra o Green Bay Packers, quando um fake spike de Aaron Rodgers nos segundos finais decidiu um jogo que os Dolphins ficaram sete pontos à frente no último quarto em casa. Tudo bem, começo de temporada. Ainda dava para se recuperar. E deu: em cinco partidas foram quatro vitórias. Ryan Tannehill subiu seu aproveitamento nos passes e a defesa tinha números sensacionais (segunda melhor da Liga em jardas por jogo).

O rival deste domingo não era dos mais fáceis: o Denver Broncos em Denver. Mas devo lembrar que a equipe de Manning vinha de uma derrota para o St. Louis Rams e estava sem o alvo preferido do quarterback, o tight end Julius Thomas. Tanto dava para ganhar  que foi para o intervalo ganhando por 4 e abriu 11 no fim do terceiro quarto. Se tivesse vencido as duas teria oito vitórias e três derrotas e estaria fortíssimo na briga pelo wild card. Mas agora, considerando apenas os times não-líderes de divisão na AFC, está atrás de Pittsburgh Steelers, Cleveland Browns, Kansas City Chiefs e San Diego Chargers. Pelo menos dos cinco jogos finais três são em casa, contra Ravens, Vikings e Jets. Os outros: Jets e Patriots fora.

Ataque dos Lions sofrendo

No Draft deste ano o Detroit Lions draftou o tight end Eric Ebron na primeira rodada para uma posição que tinha Joseph Fauria e Brandon Pettigrew. Reggie Bush teve um bom primeiro ano. Calvin Johnson é um dos melhores receivers da história da Liga. Golden Tate foi uma excelente aquisição. E Matthew Stafford, apesar de gostar de um turnover, tem números expressivos para alguém de sua idade. E a franquia deixou de ter um treinador cuja formação é mais ligada à defesa (Jim Schwartz) para outro que foi coordenador ofensivo e treinador de Peyton Manning nos Colts e novamente coordenador quando o Baltimore Ravens ganhou o Super Bowl aproveitando o nitro que não voltou mais de Joe Flacco.

O que quis dizer com tudo isso? Que entrando neste ano esperava mais desse ataque que ser o 21º em jardas por jogo, 26º em pontos por jogo e 25º em touchdowns. Tudo bem que não enfrentou duas defesas moles nas duas últimas semanas, mas contra Arizona Cardinals e New England Patriots, a equipe do Michigan foi especialmente pífia, mal chegando na red zone e não chegando na end zone. Foram dois field goals no Arizona e três em Massachusetts.

Citei quase tudo do ataque. Mas não citei algo importantíssimo que muitas vezes passamos por cima: a linha ofensiva. Stafford foi sacado 33 vezes, apenas um a menos que o quarterback que mais levou pancada na NFL: Colin Kaepernick. E é o 6º que mais sofre hits. Claro que citar lesões em uma Liga onde eles são mais comuns que o Messi fazer gol na Liga Espanhola não é o bastante, mas praticamente todos os nomes citados até agora perderam jogos: Bush, Fauria, Megatron e na linha ofensiva Larry Warford.

E por isso a defesa é de fato a unidade que faz a equipe estar com sete vitórias e quatro derrotas e ainda estar bastante viva na disputa por uma vaguinha na pós-temporada. Uma pena, porque com as peças ofensivas estando 100%, os Lions seriam uma das equipes mais completas da NFL.

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