NFL

Redzone: confie nos seus instintos nos playoffs (prévia Divisional Round)

Confrontos da rodada de divisão dos playoffs da NFL - 2016

(Crédito: Instagram/reprodução)

Antes de começar qualquer coisa, digo que estou abandonando o termo Divisional Round e aceitando a nomenclatura que NBA e MLB usam: semifinal de conferência.

Segundo, tive 3-1 nos meus palpites do wild card round (OU PRIMEIRA RODADA DOS PLAYOFFS). Os Seahawks atropelaram como esperava e os Packers venceram, por mais que não achasse que a diferença fosse tão grande. Mas assim como vou destacar que os 25 pontos foram mentirosos, já que o jogo foi mais parelho que isso, destaco também que apesar de ter dito que os Steelers ganhariam (algo fácil), esperava um jogo mais pegado e uma atuação melhor da defesa dos Dolphins.

Os Steelers não estão tudo isso, volto a destacar. Mas deixo isso um pouco mais para baixo.

Explicando o título: pessoas que gostam de dar palpites, ganhando ou não algo por isso, são movimentadas por duas forças. O instinto e a influência externa. O primeiro pode dar peso a coisas completamente superficiais, como apreço por um time, jogador, confiança irracional, linguagem corporal, que seja. O segundo é um texto de um especialista, o palpite de alguém que você considera, etc.

Abaixo digo mais.

Prévia #1: Atlanta Falcons x Seattle Seahawks – 19h35 (horário de Brasília)

Eu achava que os Seahawks iam ganhar fácil dos Lions porque não estava confiando mais no time de Stafford. Mas quem viu o jogo lembra do placar em 10 a 6 no fim do terceiro quarto, apesar dos visitantes estarem jogando muito mal.

Não estou empolgado com Seattle, devo admitir. A linha ofensiva é trágica e os Lions não tinham um Vic Beasley, que explodiu esta temporada (15,5 sacks) depois de um começo tímido. E como acontece em todos os esportes coletivos do mundo, concentrar demais em Beasley vai deixar espaço para outros jogadores. Mas estava ainda menos empolgado com os Lions. E por isso fui nos Seahawks -8.

Então, desse grande jogo contra Atlanta, a linha ofensiva do Seattle é o grande fiel da balança. Thomas Rawls mostrou que pode correr com a bola e os Falcons foram apenas uma posição melhor que os Lions (17º contra 18º) na defesa do jogo corrido.

O ataque dos Falcons é de inegável qualidade: foi o melhor da liga em jardas por jogada e pontos por jogo. E além de Matt Ryan, possível MVP da temporada (para mim foi), tem um dos melhores recebedores da NFL em Julio Jones e uma duo de running backs que são uma ameaça dupla, Tevin Coleman e Devonta Freeman (1541 jardas de scrimmage, 13 TDs corridos e aéreos).

“Ah, mas a defesa dos Seahawks”… realmente, é uma defesa sensacional. Mas a perda de Earl Thomas foi brutal. Eu já citei o mestre Bill Barnwell da ESPN americana aqui. Cito de novo: com Thomas em campo, os Seahawks levaram 7 touchdowns aéreos e o rating dos QBs adversários foi de 77,8. Sem ele: 9 TDs e 99,5 dos QBs adversários. Isso na temporada regular.

Os Lions não souberam aproveitar isso. Matt Ryan saberá.

Então a dúvida que resta é, considerando o fiel da balança que citei acima: quanto tempo Ryan terá para aproveitar isso? Porque se a OL dos Seahawks fizer um bom jogo, Rawls se impõe, o ataque de Seattle fica em campo e Russell Wilson terá menos pressão sobre ele, podendo encontrar seus recebedores, especialmente Doug Baldwin. Recepções miraculosas acontecem com esse time do Noroeste.

Agora, se a linha ofensiva não abrir buracos, Wilson for pressionado e a defesa ficar entrando toda hora em campo, os Falcons estão no céu e os Seahawks no inferno.

Palpite: Las Vegas tem os Falcons como favoritos por cinco pontos (caso você não entenda o que é isso, veja na prévia abaixo). Eu acho que Atlanta ganha, mas será um jogo pegado demais e decidido por menos que isso. Por isso vou em Seahawks +5.

Prévia #2: New England Patriots x Houston Texans – 23:15 do sábado (horário de Brasília)

Os Patriots são entre 15 e 16 pontos favoritos contra os Texans. Isso quer dizer que para Las Vegas igualar o plano de jogo, eles “fazem” os Texans entrar na partida com 15 a 0 no placar e perguntam para os apostadores: os Patriots ganham mesmo assim? É tipo quando você joga bola com um priminho e dá três gols de graça para ele para no fim ganhar por 9 a 3.

Minha resposta: acho que sim. Com Jacoby Brissett de titular, os Pats venceram por 27 a 0. Tudo bem: Jadeveon Clowney está finalmente mostrando porque foi a escolha número um do Draft. Whitney Mercilus é ótimo e os cornerbacks também. Os Texans são melhores hoje que naquele dia do zero.

Mas sabe quem é bom, muito bom, e não se chama Jacoby Brissett? Tom Brady. E ele vai jogar dessa vez. E além do poderio com seu braço e Julian Edelman para brincar, Dion Lewis é um canivete suíço e LeGarrette Blount está em sua melhor fase como um Patriot. Brock Osweiler vai errar. E o posicionamento de campo deve ser brutal a noite inteira para os texanos.

Não vou me alongar muito.

Palpite: os Pats ganham (ah vá) e mesmo com a boa defesa dos Texans (melhor em jardas cedidas por jogo da liga), que até me fez pensar que 15 pontos é muito, eu vou em Patriots -15.

Prévia #3: Dallas Cowboys x Green Bay Packers – 19:40 do domingo (horário de Brasília)

Nenhuma pessoa sã no mundo discorda que os Cowboys têm um time melhor que os Packers. Nenhuma pessoa sã no mundo pode duvidar de Aaron Rodgers, mesmo sem Jordy Nelson. 2, no auge da incompetência de Green Bay, falei de coração: acho que o trabalho dele não merece toda a confiança que muita gente deposita. Se Belichick faz Brady ser melhor, McCarthy tem que agradecer aos céus por Rodgers e suas Hail Mary.

Vamos ao jogo: a linha ofensiva dos Cowboys é a melhor da liga. Ponto. A dos Packers é muito boa também e o melhor: consegue estender as jogadas. E é ai que Rodgers mata. Encher de defensive backs o campo não adianta muito para um adversário do camisa 12 porque ele sai do pocket, fica dançando e mesmo com um recebedor marcado, ele acaba achando seu alvo. Só olhar o TD contra os Lions, que ele fica 9 segundos com a bola e Geronimo Allison, com um carrapato azul celeste nele, consegue a recepção.

Ou seja, tem que pressionar Rodgers. Só que os Cowboys não são um grande time pressionando (13º da NFL). A solução? Tirar Rodgers de campo.

Calma Gregg Williams, não sou um discípulo seu. Não é para machucar. É para Ezekiel Eliott correr o dia inteiro e os Cowboys terem longos drives.

A defesa dos texanos não melhorou por causa de talento, pura e simplesmente. O fato do ataque ficar em campo muito tempo (3º da NFL)  faz os defensores ficarem mais descansados e jogar menos. Um dado bastante interessante é que os Cowboys são o quinto melhor time em jardas cedidas para o jogo terrestre adversário. E é justamente o jogo terrestre potente que mata uma defesa adversária, por causa da força necessária para parar ele e também a mental.

Então se o fiel da balança de Falcons e Seahawks é a OL dos Seahawks, a deste jogo é Ezekiel Elliott. Se ele entrar no ritmo, a defesa dos Packers vai cansar, o play action de Dak Prescott entra mais fácil (olá Jason Witten) e Aaron Rodgers fica menos em campo. Vale lembrar também que a defesa contra o passe dos Packers não é das melhores.

Rodgers deve fazer mágica. O jeito é limitar sua exposição ao público.

Palpite: Os Cowboys são favoritos por 4,5 pontos. E eu acho que cobrem.

Prévia #4: Kansas City Chiefs x Pittsburgh Steelers – 23:20 do domingo (horário de Brasília)

Os Steelers têm oito vitórias seguidas, o melhor running back da NFL em Le'Veon Bell e o melhor wide receiver em Antonio Brown. Mas também tem uma defesa que vem e vai em qualidade. E Ben Roethlisberger, além de não parecer estar 100% por causa de uma fratura no pé, nos últimos quatro jogos foi interceptado sete vezes. E o Kansas City Chiefs, especialmente Eric Berry e Marcus Peters, é uma águia que se alimenta de passes ruins de QBs rivais.

Eu acho Ryan Shazier bom. Idem para Lawrence Timmons. Os Steelers são muito bons na redzone defendendo e os Smith teve problemas nas últimas 20 jardas.

Aliás, o que os Chiefs tem de bom no ataque? Alex Smith é o pai do quarterback bom mas nada demais. Poucos turnovers, pouco atrevimento. E nem precisa: o tight end Travis Kelce é o Gronk do meio-oeste. E Tyreek Hill surgiu nessa temporada para dar a explosão que faltava no ataque do time. O lema dos Chiefs é forçar um turnover, ficar mais tempo com a bola que o rival e não se expor. O dos Steelers é confiar em seus dois playmakers e torcer para Big Ben estar em sintonia com eles.

Mando de campo importa e o Arrowhead Stadium estará infernal. É provavelmente o jogo mais parelho do Divisional Round e o duelo entre os dois na temporada regular não vale de nada (43 a 14, uma surra dos Steelers). Os dois times estão melhores, mas ainda acho os Chiefs um pouco superiores.

Palpite: Na rodada anterior fui em Dolphins +10 contra os Steelers baseado na influência externa que citei acima. Me ferrei. Dessa vez os Steelers são azarões para Vegas, mas por apenas um ponto. E eu vou em Kansas City -1. Fã dos Steelers, eu prometo que amo a história da franquia.

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