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Redzone: cinco novelas para prestar atenção na offseason da NFL

(Crédito: Instagram/reprodução)

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A Redzone de hoje é uma coparticipação junto com a coluna Top Quinto, tão movimentada no nosso site. Para você ter uma noção, em 20 de junho fazemos um ano de espaço e gloriosas cinco edições foram postadas. Como primamos pela qualidade, são cinco edições matadoras.

Enfim, vamos ao que interessa. O Draft acabou, a Free Agency agora só terá subnomes indo de um lado para o outro e o training camp ainda não começou. Agora é a época dos jornalistas irem de férias, os treinadores se trancarem em uma sala e pensarem no playbook e jogadores treinarem e serem presos.

E é nossa função antecipar cinco coisas que você deve ficar esperto para as próximas semanas. Porque mesmo nas semanas mais mortas, há razão para clicar no Quinto Quarto ainda. Por favor, queremos manter nossas coberturas em Higienópolis.

Ryan Fitzpatrick com a pior mão da história

Imagine uma mesa de cassino. Ryan Fitzpatrick está com várias cartas na mão. Mike Maccagnan só tem uma, um contrato de US$ 7 milhões ou US$ 8 milhões. Fitzpatrick insinua que tem Houston Texans, Cleveland Browns, Denver Broncos, quem sabe o Philadelphia Eagles, talvez o Los Angeles Rams e possivelmente o San Francisco 49ers. Isso depois de sua melhor temporada na história e tendo a melhor temporada de um quarterback dos Jets desde os anos Testaverde. O público ao lado da mesa olha impaciente. Os torcedores dos Jets só de imaginarem Geno Smith como titular já começam a chorar.

A saída? O quarterback abriria mão de todos esses pretendentes e vestirá o maravilhoso uniforme verde oliva novamente por US$ 14 milhões.

Eu, você e uns 28 homens com poder na NFL cederiam ao quarterback. Esse time dos Jets com um bom QB pode chegar aos playoffs. Com Geno Smith, nem tanto. Para dizer o mínimo.

Mas eis que nesse cenário de cassino sempre surge um garotinho sacana que rouba as cartas de Fitzpatrick e mostrou para o mundo tudo que ele escondia. Texans preferiam Brock Osweiler, Denver Broncos até estava interessado, mas muita enrolação fizeram eles irem atrás de Paxton Lynch. Rams e Eagles venderam até a mãe pelos melhores quarterbacks do Draft. Os Niners ficaram mesmo com Colin Kaepernick. E o Cleveland Browns está disposto a dar uma chance para Robert Griffin III.

Ou seja, não sobrou ninguém para Fitzpatrick além dos Jets. O monarca e sua barba estão nus.

Como deve se resolver essa novela: US$ 7 milhões ou US$ 8 milhões é sacanagem para o bom FitzMAGIC. Chase Daniel, reserva nos Eagles, vai ganhar isso. Mas US$ 14 milhões ele não ganha mais porque seu poder de barganha é pior que o meu comprando um Audi. Sobe para US$ 10 milhões, os dois lados ficam mais ou menos felizes e os Jets chegam para uma temporada na melhor forma desde… basicamente sempre.

Lesões

Nesta altura do ano, Dante Fowler Jr, terceira escolha do Draft, já estava fora da temporada 2015/16, mostrando que poucos times sofreram mais com a ira de Deus que o Jacksonville Jaguars. As lesões neste período são as mais estúpidas, geradoras de raiva e possivelmente finalizadoras de temporada, já que uma recuperação de nove meses já coloca sua volta em fevereiro apenas.

Toda offseason tem uma. Pode ser em um treino ridículo, um pique mal dado, um jogador idiota tentando brincar com fogos de artifício ou várias outras coisas que mal esperamos. E assim a temporada fica um pouco esvaziada. Até agora não aconteceu. Ou seja, estamos em uma contagem regressiva.

Lynch ou Sanchez; Bradford ou Wentz?

Só há duas grandes disputas na posição de quarterback nas 32 franquias da NFL, além da questão dos Jets já exposta acima. E nem assim será uma disputa 100%.

Os Broncos vão iniciar a temporada 2016/17, de defesa do título, com uma hecatombe nuclear na posição. Peyton Manning se aposentou e isso não foi uma grande surpresa, mas a saída de Osweiler foi. Mark Sanchez deve ser o titular, o que nenhum torcedor na altitude de Denver jamais imaginou no último Ano Novo. Lynch, mesmo a franquia tendo trocado escolhas para conseguir selecionar ele na primeira rodada, ainda é verde para a NFL.

Verde também é Carson Wentz, mas ele está no time verde na Philadelphia e sua titularidade não é impossível, mesmo sendo improvável.  Falei da situação para mim bizarra dos Eagles, que manteve Sam Bradford com um contrato de US$ 26 milhões garantidos, trouxe um bom reserva em Chase Daniel por mais um bom preço e não contente, deu várias escolhas de Draft para escolher Wentz para o futuro.

Ou seja, tudo indica que Wentz vai sentar na carteira e no banco, Daniel vai esquentar o braço na lateral e Bradford vai jogar. Mas Bradford não tem grande moral com uma das torcidas mais cornetas do mundo. E o povo que ver a escolha número 2 do Draft. Ou seja, mais que uma disputa pela titularidade, vai ser um show de desconforto e inveja esses Eagles de 2016/17.

_____________ Raiders

Los Angeles Raiders? Oakland Raiders? Las Vegas Raiders? Todos os três são muito possíveis em 2017 e a decisão não deve tardar muito. Óbvio que apoio a manutenção dos Raiders em Oakland, onde a torcida é fanática e o time tem história. Mas o O.co Coliseum é mais ultrapassado que um discman e o financiamento por um novo estádio está difícil.

Já Los Angeles é aceitável porque os Raiders não só jogaram lá de 1982 até 1994 como ainda ganharam um Super Bowl. E é uma boa possibilidade, jogando no futuro estádio dos Rams.

Mas se toda pessoa quer sua casa própria sem dividir com ninguém, um time de futebol americano não é diferente. E Las Vegas já acena com dinheiro para um novo estádio e o dono da franquia, Mark Davis, gosta disso e também de cortes de cabelo ridículos. E se os moradores de Las Vegas não compõem um mercado 10% tão espetacular como o de Los Angeles, os visitantes de Las Vegas fazem esse serviço. E essa cidade dizem que recebe alguns turistas por ano.

Jimmy Garoppolo na lupa

Dessa vez não parece que Tom Brady conseguirá um “efeito suspensivo” e jogará as quatro partidas iniciais da temporada 2016/17 da NFL. Para o torcedor do New England Patriots, melhor que o camisa 12 fique fora agora que na temporada passada. Por que digo isso?

  1. Jimmy Garoppolo teve mais um ano para aprender com os melhores (Bill Belichick e Tom Brady)
  2. O camisa 10 não terá a pressão de jogar a primeira partida da temporada, com todos os olhos da NFL nele
  3. O ataque está mais reforçado para esta temporada. Martellus Bennett com Rob Gronkowski é uma bela dupla de tight ends. Dion Lewis estará de volta e a linha ofensiva ganhou o treinador Dante Scarnecchia, que se aposentou em 2013 e desaposentou em 2016. Ainda tem Julian Edelman.

Cardinals fora, Dolphins, Texans e Bills em casa são um pouco mais desafiadores que Steelers em casa, Bills fora, Jaguars em casa e Cowboys fora (já sem Tony Romo e Dez Bryant), que foi como começou a temporada 2015/16, mas ainda é plenamente possível começar com 2-2 ou até 3-1 e quando Brady voltar o barco estar caminhando em águas navegáveis ainda.

Mas isso não quer dizer que não há uma interrogação pairando sobre Garoppolo. E espere análises até dos passes certos e errados que ele der nos treinos.

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