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Redzone: a campanha “aposenta com anel Peytão” e Panthers reis da preleção

Crédito: Instagram/reprodução

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Sim, na semana passada não teve Redzone. Não foi culpa nossa, o servidor caiu mais que o Tom Brady no pocket. Mas todos esses problemas passaram e agora estamos voando rumo ao Super Bowl. Na Redzone da próxima segunda eu falo mais sobre o futuro confronto entre Denver Broncos e Carolina Panthers. Hoje…

Patriots e Spurs + Broncos e tchau para Manning

Sempre gosto de traçar paralelos entre o San Antonio Spurs e o New England Patriots. As duas franquias são incrivelmente semelhantes: nada vitoriosas até o fim dos 90, contratam um treinador temperamental e brilhante que causa uma verdadeira virada de eventos (Gregg Popovich e Bill Belichick) e com um jogador modelo (Tim Duncan e Tom Brady) criam verdadeiras dinastias, mesmo perdendo jogadores, enfrentando o passar dos anos e as evoluções e mudanças na liga em volta de tudo isso.

Pois bem, se em uma diferença de pouco mais de seis meses – julho de 2014 até fevereiro de 2015  – nós vimos a coroação das duas, mais uma vez, com títulos depois de um longo período e derrotas sofridas (as duas contra os Giants para os Pats e a derrota para o Miami Heat para os Spurs), a temporada da tentativa do bi também traz outra semelhança.

Se poupar e esconder jogo na temporada regular é bom. Mas pode te punir na pós-temporada. Os Spurs, poupando atletas como sempre, entrou nos playoffs como a sexta equipe do Oeste e teve que pegar o Los Angeles Clippers logo na primeira rodada. Com o jogo 7 sendo em Los Angeles. O que aconteceu? A série foi até sete jogos e os Clippers em um final sensacional venceram em casa.

Os Patriots tinham tudo para ser a primeira equipe da AFC. Era só continuar o ritmo de antes e bater Jets ou Dolphins. Mas o que vimos foram os Patriots bem meia bomba, especialmente contra Miami, com Brady mal passando a bola. No fim, Denver pegou a 1st seed com a mesma campanha de 12-4. E talvez Denver nem seja melhor que os Patriots, mas em um só jogo, em casa, com uma defesa que todos sabiam que era um verdadeiro esquadrão da morte, aconteceu o que aconteceu.

O duelo XVII entre Peyton Manning e Tom Brady nunca existiu. Era o duelo entre Brady e a defesa dos Broncos e a segunda foi simplesmente brutal, negando o jogo corrido já quase inexistente dos Pats, anulando completamente Julian Edelman e Danny Amendola, limitando Rob Gronkowski até o drive final e simplesmente abusando da linha ofensiva, que saiu direto do gramado para a delegacia para denunciar os maus tratos.

Brady e Gronkowski mesmo assim foram brilhantes no drive final e caso a conversão de dois pontos funcionasse seria algo tirado puramente do coração e da garra. Mas a falta de jogo corrido e de linha ofensiva foram o que decidiram a partida, não o passe derradeiro de Brady ou até mesmo o extra point de Gostkowski.

Agora a liga está toda pronta para a narrativa “aposenta com anel Peytão”, o que seria sensacional: o cara que foi acusado de ser pipoqueiro, de falhar nos playoffs, se (ainda possivelmente) aposentar sendo campeão pela segunda vez. E caso aconteça, será curioso ver como um dos melhores quarterbacks da história, top 3 junto com o próprio Brady e Joe Montana segundo este que vos fala, pode vencer em seu pior momento de novo. Nos playoffs de 2006/07, quando conseguiu seu primeiro anel, ele lançou três touchdowns e sete interceptações. Neste, ele teve que vencer uma disputa pela titularidade e esteve longe de ser brilhante. Mas foi seguro e preciso em dois passes para Owen Daniels. E com uma defesa dessas, se você chegar em 20 pontos, é muito possível que você ganhe. Esse era o plano de Gary Kubiak e John Elway todo o tempo. Deu mais do que certo.

Eu falo da dilferização de Manning há 38 Redzones. VALORIZE-ME.

Panthers e os três pés atrás

Eu fiz uma cirurgia ao longo da temporada para implantar um terceiro pé e assim ficar com três pés atrás com o Carolina Panthers. Sim, a defesa sempre foi sensacional. Mas nunca gostei de Cam Newton. Achava os wide receivers fracos e a linha ofensiva daria verdadeiros pesadelos para todo mundo.

Mudei no jogo contra os Giants, quando a equipe depois de abrir uma tonelada de pontos, sofreu com a recuperação de Eli e cia mas mesmo assim conseguiu um drive final para a vitória. Com Newton passando para 5 TDs.

Esses Panthers são muito bons e o jeito que eles saem do vestiário e entram para jogador deve ser o mais enérgico dos esportes. Eles atropelam nos inícios dos jogos: foi assim contra os Giants, contra os Seahawks e ontem. E com um tackle para perda de jardas ou um sack, a empolgação aumenta e vira uma bola de neve contagiante. Normal que o ritmo não seja mantido e em todos esses jogos os rivais conseguiram depois pontuar e chegar um pouco mais perto no placar: ninguém consegue ser um porra louca por 4 horas sem perder a vida, basicamente.

Já os Cardinals, talvez esse seja o teto e sem Tyrann Mathieu a equipe sofreu mais com big plays contra Seahawks no fim da temporada regular, Packers (DUAS HAIL MARY NA MESMA CAMPANHA) e ontem. E Carson Palmer, por mais brilhante que tenha sido em 2015/16, nos mostrou uma realidade insubstituível: ele é Carson Palmer.

Falei que não ia falar, mas

É engraçado como para os Broncos, o rival daqui a dois domingos é parecido com o rival de dois anos atrás: defesa enérgica, sufocante, cheia de playmakers, quarterback móvel mas com braço, recebedores longe de serem estrelas e um ótimo jogo corrido.

Só que esses Broncos não podiam ser mais diferentes. Peyton Manning liderava o melhor ataque da história da liga estatisticamente. Hoje ele é quase um coadjuvante de uma defesa com diversos excelentes jogadores – Von Miller, Chris Harris Jr, DeMarcus Ware, Aqib Talib, T.J. Ward – e abusa do jogo corrido.

Ainda assim vejo Panthers favoritos. É, pois é, passei de não confiar nos Panthers para favoritos pro Super Bowl em dois meses.

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