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Washington Redskins corta cornerback Josh Norman; veja mais movimentações na NFL

Josh Norman, cornerback do Washington Redskins

O Washington Redskins está dispensando o cornerback Josh Norman, como ele próprio disse à ‘NBC Sports Washington’, nesta sexta-feira (14).

“É a escolha deles, não minha. Agora eu posso começar algo novo e do zero”, falou o defensor.

Norman disse que Ron Rivera, novo head coach do Washington Redskins e treinador de Norman na época de Carolina Panthers, ligou para ele nesta sexta pela manhã para informa-lo do corte.

A decisão libera US$ 12,5 milhões no salary cap dos Redskins, montante que pode ser usado para contratar outro cornerback.

A dispensa era bastante esperada, mesmo depois de Washington ter contratado Rivera após a temporada 2019.

A melhor fase da carreira de Norman foi nos Panthers, onde ele foi nomeado para o primeiro time All-Pro após a temporada 2015. E esta honraria coincidiu com a primeira ida de Norman à free agency.

Depois que os Panthers rescindiram a franchise tag que eles haviam colocado em Norman, ele rapidamente assinou um contrato de cinco anos com os Redskins, com valor de US$ 75 milhões, o tornando o CB mais bem pago da NFL.

Norman interceptou sete passes e forçou oito fumbles em suas quatro temporadas nos Redskins, mas ele não fez as jogadas importantes para mudar o jogo que ele fazia em sua temporada final nos Panthers.

Naquela temporada 2015, ele interceptou quatro passes, retornando dois para touchdown, forçou três fumbles na campanha em que os Panthers foram ao Super Bowl.

Os Redskins mandaram Norman para o banco de reservas na reta final da temporada. Ele atuou em apenas dois jogos, com 10 snaps defensivos no total, nos últimos seis jogos do time. Em outro jogo, ele apenas trabalhou nos special teams.

Agora, os Redskins têm uma decisão para tomar em relação ao cornerback titular Quinton Dunbar, que está buscando um novo contrato. Segundo fontes da ‘ESPN’, ele quer ser trocado ou dispensado se não receber um novo acordo e Dunbar não vai negociar com o time depois que o training camp começar, em julho.

Paul Richardson também roda – Os Redskins também cortaram o wide receiver Paul Richardson, como apurou o jornalista Mike Garafolo, da ‘NFL Network’, nesta sexta.

Após quatro temporadas no Seattle Seahawks, Richardson assinou um contrato de cinco anos, com valor de US$ 40 milhões, com os Redskins em 2018. Ele faturou US$ 16,9 milhões em seus dois anos vestindo a camisa da franquia de Washington D.C.

O time abre US$ 2,5 milhões no salary cap e ficará com US$ 6 milhões de ‘dinheiro morto’ ao dispensar Richardson.

Após fechar um contrato grande em 2018, ele não correspondeu às expectativas. Sofrendo com lesões, ele disputou apenas 17 jogos em duas temporadas e totalizou 48 recepções para 507 jardas e quatro touchdowns.

Confira mais movimentações importantes ao redor da NFL nesta sexta (14):

– O Baltimore Ravens anunciou nesta sexta que dispensou o safety veterano Tony Jefferson, após três temporadas dele defendendo a franquia de Maryland.

“Esta é a pior parte deste negócio. Tony é o companheiro de equipe consumado e alguém que é respeitado por todos por sua liderança, determinação, humildade e resistência. Ele é um amigo de todos e um verdadeiro Raven. Sabemos que ele vai superar a sua lesão e estaremos torcendo por ele ao longo caminho. Desejamos o melhor para Tony e sua família”, declarou o general manager Eric DeCosta, em nota oficial.

Jefferson chegou aos Ravens em 2017, como um free agent cobiçado no mercado, e assinou um contrato de quatro anos, com valor de US$ 34 milhões, com o time depois de iniciar sua carreira no Arizona Cardinals.

Nos Ravens, ele disputou 35 jogos, somando 174 tackles, 11 passes defendidos, 3,5 sacks e duas interceptações. Ele fez parte de uma dupla de safeties de grande qualidade em 2019 ao lado de Earl Thomas, mas a dupla que os dois formaram terminou após apenas cinco jogos, já que Jefferson sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho.

Com o corte no começo de fevereiro, o safety tem a chance de seguir sua reabilitação antes de o mercado abrir, no meio de março.

Em outra notícia dos Ravens, o offensive lineman James Hurst foi suspenso pelos primeiros quatro jogos da temporada regular de 2020 por violar a política de substâncias para melhoria de desempenho da liga. Hurst está livre para participar de todos os treinos e jogos de pré-temporada, mas quando a temporada regular começar ele estará suspenso.

Ele pode voltar ao elenco ativo na segunda-feira após o quarto jogo dos Ravens na temporada 2020.

– O linebacker Kwon Alexander, do San Francisco 49ers, estava bem ‘baleado’ no Super Bowl LIV. O jornalista Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, apurou que o defensor estava lidando com uma lesão no bíceps, local no qual ele passou por cirurgia nesta sexta.

A lesão no bíceps foi mais um problema além da cirurgia no músculo peitoral pela qual Alexander passou no meio da temporada e que o levou para a injured reserve. Após perder os oito jogos finais da temporada regular, o LB voltou para defender os 49ers nos playoffs.

Alexander não chegou a jogar muito bem após a contusão no músculo peitoral e, agora, a notícia de que ele também estava lidando com um problema no bíceps joga mais luz sobre isso.

Alexander deve fazer uma recuperação completa e estar pronto para a temporada 2020, como adiciona Rapoport. O jornalista acrescentou que o salário dele em 2020 passa de garantido em caso de lesão para completamente garantido no dia 1º de abril, sendo esse o motivo pelo qual ele optou pela cirurgia agora.

Esta notícia basicamente confirma o retorno do camisa 56 ao time na próxima temporada.

Também nos Niners, o defensive tackle Ethan Westbrooks foi cortado, como apurou o jornalista Rapoport. Westbrooks havia sido contratado pelo time na quarta.

– O Houston Texans anunciou a dispensa do cornerback Vernon Hargreaves. Antigo selecionado de primeira rodada do draft, ele foi titular em apenas dois jogos na franquia texana, após ser dispensado pelo Tampa Bay Buccaneers no meio da temporada 2019.

– No Arizona Cardinals, David Johnson não será cortado. O general manager Steve Keim deixou claro nesta sexta-feira, durante uma aparição na rádio ’98.7 FM’, em Phoenix, que a franquia de Glendale não irá dispensar o running back.

“Cortá-lo não é uma opção”, frisou o executivo.

E há total sentido nesta declaração. Cortar Johnson não é uma alternativa porque o contrato que Johnson assinou às vésperas da temporada 2018 torna uma dispensa proibitiva em termos financeiros. Johnson terá um ‘impacto’ de US$ 14 milhões no teto salarial desta temporada se continuar no elenco, mas se ele for dispensado, os Cards teriam que arcar com US$ 16,2 milhões em dinheiro ‘morto’. Esses US$ 2,2 milhões de diferença são consideráveis.

Assim, a única opção viável para Arizona caso queira se livrar do RB é trocá-lo com algum time da NFL.

Após duas temporadas muito boas em2015 e 2016, sobretudo em 2016 (293 corridas para 1.239 jardas e 16 touchdowns, e 80 recepções para 879 jardas e quatro TDs), Johnson disputou apenas um jogo em 2017 por causa de lesões.

Em 2018, ele até que teve bons números, com 258 corridas para 940 jardas e sete touchdowns, além de 50 recepções para 446 jardas e três TDs, mas ele foi o único ponto positivo de um ataque fraco dos Cardinais liderado pelos quarterbacks Sam Bradford e o então calouro Josh Rosen.

E, nesta última temporada, ele sequer foi uma peça tão importante, correndo apenas 94 vezes para 345 jardas e dois TDs, com uma média de apenas 3,7 jardas por carregada. O camisa 31 também fez 36 recepções para 370 jardas e quatro TDs.

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